
Sábado, Abril 15, 2006
Bom, cá estou eu, no atual apartamento de minha mãe e seu respectivo namorado (na verdade é o contrário, já que o apartamento é dele, mas quem se importa? =P), com o computador só pra mim. Internet discada, é verdade, mas como ficarei aqui o fim-de-semana, é praticamente a mesma coisa que banda larga.
E as aventuras na universidade continuam.
* * *
Vida dura de caloura
Como toda caloura, estava com medo do trote. (as coisas já tinham começado meio suspeitas no primeiro dia de aula, considerando que eu não sabia direito nem onde era o ponto de ônibus, cheguei atrasada e não tinha certeza exatamente de onde era minha sala. Como a UEL é gigantescamente enorme e eu já tenho uma grande tendência à desorientação, a probabilidade de eu me perder era enorme)
Encontrei minhas colegas (digo minhas porque, dos 30 alunos que passaram no vestibular, três somente são guris, sendo que um nunca foi na aula), fomos pra sala e tals. Como todo bom primeiro dia de aula, tinha que ter o trote.
Nossas veteranas foram muito amáveis. Apenas nos levaram roupas diferentes pra vestir (coloquei uma saia rodada parecida com a que eu usei na festa junina da 2ª série, tãão linda...), nos pintaram com tinta guache e tinta de tecido (cuidado: tintas de tecido causam feridas na pele quando expostas ao sol por muito tempo. Ela foi dermatologicamente testada - na nossa pele, e nós a reprovamos) e jogaram purpurina no nosso cabelo. Caminhamos pelo campus em fila com um cachorrinho de balão nas mãos, coisa mái linda. No fim do percurso ganhamos pipoca e algodão-doce.
Como já disse, minha grande tendência à desorientação fez com que eu levasse mais de meia hora pra conseguir voltar pro lugar de onde tinha saído, depois de algumas voltas pelo campus. No caminho, passei pelo pessoal de física, e eles me pararam para um calouro fazer uma declaração de amor pra mim. Como não ficou boa o suficiente, um veterano mostrou como se fazia e até me deu uma flor. Muito amável. ^.^
No fim da tarde, já em casa, saí para telefonar pra minha mãe. Na esquina havia alguns calouros de ciência da computação. E eles me pararam para um calouro me dar uma cantada. Nesse dia, apesar de ainda ter resquícios de tinta nos meus braços e purpurina no meu cabelo, me senti a guria mais cheia de sex appeal de Londrina. E vi que os calouros têm que fazer mesmo qualquer sacrifício, coitados.
* * *
Dando uma de mindinga
No segundo dia de aula fomos fazer o pedágio. A cidade estava tomada de estudantes pedintes, o que dificultava deveras o nosso trabalho. Mesmo assim, fizemos ponto na avenida principal (a Higienópolis).
Meus primeiros trocados foram exatamente ¢6. Como uma criatura consegue ser pão-dura o suficiente pra dar apenas seis centavos pra uma pobre caloura que está tostando ao sol? Já meu maior prêmio foi R$6,40, de um jovem amável que estava sem paciência e me deu todas as moedas que tinha. Percebemos que os japoneses geralmente são mais generosos, o que é bom, já que há uma quantidade considerável de japoneses em Londrina. Quanto aos outros, que se negaram a dar uma esmolinha para os estudantes que conseguiram passar na UEL, que morram atracados num poste, humpf.
* * *
A eterna ijuiense
Como 95% dos estudantes são estrangeiros, a pergunta "De onde tu veio?" é bastante comum. Nem me dou ao trabalho de dizer que sou de Ijuí, já que ninguém sabe onde fica mesmo. Só digo que sou do Rio Grande do Sul, e logo as pessoas dizem: "É, percebi o sotaque". O fato de dizer "tu" em vez de "você" também é um diferencial. Algo que me deixou deveras feliz foi ver que o Dunga fez o comercial do Super Muffato. Pelo menos agora eu tinha uma referência a mais.
Poucas coisas me deixam mais feliz do que desdenhar o frio que as pessoas sentem (até porque eu estava sem agasalhos e cobertor, vou levá-los recém agora). Enquanto estão todos munidos de seus casacos e quase tremendo de frio, eu posso dizer: "Ah, onde eu morava fazia mais frio que isso". Na verdade, isso quer dizer: "Deixem de frescura!". Sim, eu sou chata mesmo. =F
Bom, agora sou paranaense tal qual o Flávio, a Elisa e a Marcely, e mais recentemente a Mônica. Mas parte do meu coração ainda está nos Pampas, junto com o Tiago (ei, piá, não precisava me levar tão a sério! E eu assisti Laranja Mecânica e tu não, perdedor!!1 E o Grêmio ganhou o Gauchão, perdedor!!1 =F). ^.^
I bet that you look good on the dancefloor
I don't know if your looking for romance or...
I don't know what ya looking for
I bet that you look good on the dancefloor - Arctic Monkeys
Algo sobre mim, humpf
Tentando colocar o assunto em dia
Diretamente de Pequena Londres
Pensamentos desconexos de uma míope autista
Uma caipira na cidade mais maior de grande, ou Dia...
Uma caipira na cidade mais maior de grande, ou Dia...
Uma caipira na cidade mais maior de grande, ou Dia...
Créditos
Daniela, agora "dimaior". Ijuí, RS.
Apesar de todos os esforços, uma guria boazinha demais. Seu egoísmo constante contrasta com seu altruísmo porque, apesar de tudo, gosta de ajudar os outros e ver as pessoas felizes.
Por vezes vingativa e rancorosa, mas incapaz de fazer algo realmente ruim para alguém, por mais que tente. Tem especial talento para segura-vela e capacho. Gosta sempre das pessoas erradas e sempre se dá mal.
Dura demais consigo mesma, mas orgulhosa dos seus talentos (que não são muitos). Às vezes é considerada metida. Não enxerga coisas óbvias, provavelmente por causa de seus sete graus de miopia. Acredita nas mentiras e duvida das verdades.
Extremamente civilizada. Sempre atravessa a rua nas faixas de segurança e espera o sinal para pedestres abrir. Mas não olha para os dois lados antes de atravessar a rua. Adora livros, cedês, devedês, roupas e esmaltes coloridos, mais ou menos nessa ordem.
Capitalista e materialista, adora dinheiro (embora não o tenha o suficiente para esbanjar). É péssima jogadora de xadrez.
Terminou o Ensino Médio e agora faz o estágio pra se formar no bendito curso de eletrotécnica.
Aliás, começou esse curso apenas para aloprar na escola, mas acabou tomando gosto. Isso não quer dizer, contudo, que passará o resto de sua vida enganchando fios; seu futuro é como uma estilista rica e famosa.
"A influência da família sobre seus sentimentos (tais como satisfação e materialismo), também com relatos do seu dia-a-dia e reflexões sobre o mesmo, com uma
boa articulação e um pouco de contentamento consigo mesma."
Descrição da Bel.
(Mau) humor

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Template toscamente feito pela minha pessoa no Paint e FrontPage.
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Se alguém quiser me doar um template, apesar de eu ser enjoada pra caramba, eu aceito, ok?
Eu sei que meus textos são
longos e entediantes, mas eu não consigo escrever de outra maneira. Tenha
paciência e leia até o fim, por favor.
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