Sexta-feira, Março 31, 2006

Tentando colocar o assunto em dia

Cá estou eu, numa noite de sexta-feira, sozinha em casa. E olha que, morando com mais nove pessoas, isso é praticamente impossível. E essa é a primeira sexta-feira que passo em casa. Não que o deslumbramento com a vida de universitária festeira tenha passado, era meio falta de opção mesmo. Bom, isso não vem ao caso.
* * *
Ijuí, exportando gaffeurs para o mundo
É triste quando a gente mora num lugar não muito civilizado, pois quando a gente se muda para algum lugar num patamar superior demora um tanto pra se adaptar. Mesmo que esse lugar seja Cascavel, que, afinal, nem é tãão grande assim.
Pra começar, na terra de onde eu venho os carros costumam parar na faixa de pedestres, e a gente pode atravessar tranquilamente, sem ser atropelado. Por isso que eu, geralmente, ainda ignoro semáforos. Quando eu ainda estava em Cascavel, antes de vir definitivamente para cá, certo dia estava andando alegremente pela rua. Inocentemente, decidi atravessar a rua, pisando seguramente nas listrinhas brancas. Quando vi, uma mulher estava quase passando por cima de mim, mesmo eu estando segura em cima das listrinhas brancas. E, pela cara que ela fez pra mim, ela não deve ter ficado muito feliz comigo. Ou ela gosta de caçar pedestres pra atropelar, sei lá.
Na terra de onde eu venho, a entrada dos ônibus é pela porta de trás. Eu sei que não se usa esse sistema desde a queda de Luís XV, mas o que eu posso fazer? Um certo dia minha mãe e meu irmão estavam esperando o ônibus para ele ir ao colégio, e quando o ônibus encostou minha mãe se postou diante da porta traseira. O motorista, achando que era gozação, se foi, fato que deixou meu irmão deveras indignado, e também me deixaria, se eu estivesse por perto.
Depois me chamam de caipira e eu nem tenho como argumentar contra. ¬¬
* * *
A casa das garotas confusas
A pensão onde estou morando aqui é num lugar excelente, tem uma sorveteria na esquina, do outro lado da rua tem uma confeitaria, e um pouco acima tem um Habib's (embora, para chegar lá, eu tenha que atravessar uma rotatória violenta, o que é praticamente um ato suicida. Argh, tem muitos carros nas ruas daqui, credo!). Sem contar que é no Jardim Higienópolis, e pra mim Higienópolis sempre foi sinônimo de lugar chique, até mesmo em Londrina.
As gurias daqui são muito legais, tem uma de cada curso da UEL, o que dá um intercâmbio de culturas interessante. Tá certo que elas dizem que Moda é subcurso, já que consiste basicamente em fazer desenhinhos, mas eu sei que elas têm é inveja, isso sim. Pelo menos não tenho pilhas de xerox pra ler por semana (ainda). A dona da pensão também é muito querida, faz o café e sobremesas pra gente, um amor de pessoa. Sem contar que não implica que a gente saia e volte tarde. Não tenho do que reclamar.
* * *
Ah, e eu ainda tenho uma pá de coisas pra contar, mas estou com preguiça agora. Post sujeito a alterações posteriores conforme o meu humor. Assim que eu tiver o meu computador de volta, a situação voltará ao normal, prometo.

<<Escutando: What you meant - Franz Ferdinand>>

[Update: er... são quatro da tarde de sábado e eu acabei de chegar em casa. Viva as mudanças de planos. \o/]


ßµTT뮢µÞ, 11:35 PM

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Terça-feira, Março 14, 2006

Diretamente de Pequena Londres

Não tenho tempo pra escrever. Descobri que um negócio chamado vida social pode ser muito legal. Isso inclui ir num bar predominantemente gay, em festas de república e chegar em casa às onze da manhã. E desconfio que nessa semana que estou aqui conheci mais gente do que nos meus 18 anos em Ijuí.
Quando eu tiver o meu computador no meu quarto, tudo voltará ao normal. Eu sei que não estão nem aí, humpf. =F
Me desejem sorte, afinal eu só posso ter 25% de faltas. Preciso resistir à tentação de matar aula.
A vida de estudante boêmio é uma arte.


ßµTT뮢µÞ, 10:17 AM

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Algo sobre mim, humpf
Daniela, agora "dimaior". Ijuí, RS.
Apesar de todos os esforços, uma guria boazinha demais. Seu egoísmo constante contrasta com seu altruísmo porque, apesar de tudo, gosta de ajudar os outros e ver as pessoas felizes. Por vezes vingativa e rancorosa, mas incapaz de fazer algo realmente ruim para alguém, por mais que tente. Tem especial talento para segura-vela e capacho. Gosta sempre das pessoas erradas e sempre se dá mal. Dura demais consigo mesma, mas orgulhosa dos seus talentos (que não são muitos). Às vezes é considerada metida. Não enxerga coisas óbvias, provavelmente por causa de seus sete graus de miopia. Acredita nas mentiras e duvida das verdades. Extremamente civilizada. Sempre atravessa a rua nas faixas de segurança e espera o sinal para pedestres abrir. Mas não olha para os dois lados antes de atravessar a rua. Adora livros, cedês, devedês, roupas e esmaltes coloridos, mais ou menos nessa ordem. Capitalista e materialista, adora dinheiro (embora não o tenha o suficiente para esbanjar). É péssima jogadora de xadrez.
Terminou o Ensino Médio e agora faz o estágio pra se formar no bendito curso de eletrotécnica. Aliás, começou esse curso apenas para aloprar na escola, mas acabou tomando gosto. Isso não quer dizer, contudo, que passará o resto de sua vida enganchando fios; seu futuro é como uma estilista rica e famosa.
"A influência da família sobre seus sentimentos (tais como satisfação e materialismo), também com relatos do seu dia-a-dia e reflexões sobre o mesmo, com uma boa articulação e um pouco de contentamento consigo mesma."
Descrição da Bel.

(Mau) humor

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Créditos
Template toscamente feito pela minha pessoa no Paint e FrontPage. Imagem encontrada no Getty Images, hospedagem no Blogger e comentários Haloscan.
Se alguém quiser me doar um template, apesar de eu ser enjoada pra caramba, eu aceito, ok?

Eu sei que meus textos são longos e entediantes, mas eu não consigo escrever de outra maneira. Tenha paciência e leia até o fim, por favor.
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