Terça-feira, Fevereiro 28, 2006

Leis de Murphy para mudanças

Primeira lei
A fita adesiva para lacrar caixas acabará perto da uma da manhã. O dia seguinte será um domingo, por sinal, dia da sua mudança. Como você mora numa cidade do Interior, não haverá como providenciar outro rolo de fita crepe ou algo semelhante a essas horas, tampouco no dia seguinte. Você terá duas opções: 1ª): apelar para os rolos de durex vagabundos que sobraram, o que não garante nada, já que o poder de aderência deles é semelhante ao do cuspe. E o cuspe ainda tem a vantagem de ser de graça. Ou então, 2ª): enrolar as caixas com barbante. Não é uma opção muito garantida também, já que você, certamente, não terá barbante em casa e terá que improvisar com fios de lã, que arrebentarão com um impacto muito forte. De qualquer forma, aprenda a lição: da próxima vez, compre pelo menos um rolo de fita crepe a mais, só pra garantir.
* * *
Segunda lei
Não importa a quantidade de caixas que você possua, não haverá espaço suficiente para as suas tranqueiras. Quando esgotadas todas as alternativas, só resta apelar para as caixas de sapato. E assim você esperará, feliz, que o cara da mudança chegue e tenha que carregar trocentas caixinhas até o caminhão.
* * *
Terceira lei
Você precisará urgentemente de algo que já foi encaixotado. As possibilidades são duas: 1ª): você revira todas as caixas e acaba com sua arrumação meticulosa, que levará horas pra ser refeita, ou 2ª): você percebe, aterrorizado, que o objeto está guardado na última caixa da pilha (a que está debaixo de todas as outras, evidentemente), já lacrada, por sinal. Abrir é um negócio arriscado, já que a fita adesiva está no fim, e ela colar novamente depois de descolada está fora de cogitação. Escolha a opção que achar menos pior no momento, mesmo sendo todas ruins.
* * *
Quarta lei
Você não tem a menor idéia de quando a mudança chegará, e sente uma falta imensa do que está a uns 700km de você, no mínimo. Com a sorte que possui, talvez o caminhão vire/seja assaltado, e você perca as bugigangas que acumulou em felizes 18 anos de vida. O negócio é esperar.
* * *
Fui-me embora de Ijuí. Torçam por mim, gentes. =D

A new life to start
I may be leaving but you're always in my heart
Miles apart - Yellowcard


ßµTT뮢µÞ, 11:32 PM

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Sábado, Fevereiro 25, 2006

Pensamentos desconexos de uma míope autista

Antes do banho
Dormi metade da tarde de domingo retrasado no sofá. Acordei e antes de tomar banho resolvi comer uma bolacha recheada. Peguei o pacote, que já estava praticamente no fim, e li: "Vem brinde!". Como uma criança feliz, tirei duas bolachas pra comer e ainda ficaram duas bolachas no pacote. Com a perspectiva do brinde, tirei as duas bolachas que ficaram, dei uma olhada e nada... Ainda dei uma sacudida, pra garantir, e nada... Quando já estava quase ligando pro Procon, li mais atentamente o rótulo. Estava escrito: "Vem brincar!". ¬¬
Nada como ler as coisas pela metade e tirar conclusões precipitadas.
* * *
Depois do banho
Algumas pessoas costumam despertar após um banho mais ou menos frio. Preciso rever isso.
Liguei o computador. No relógio dele mostrava 16 horas, e no meu era cinco horas. Será que o horário de verão tinha acabado e eu não vi? É, ultimamente só tenho assistido ao Vídeo Show (quando levanto a tempo), o BBB e o Jotacá. Como é que não deu aquelas vinhetas de "Ajuste seu relógio"? o.O
Completamente desorientada, liguei a televisão. Se fosse 16 horas, o jogo estaria começando; se fosse 17, estaria no intervalo. Vi, com alegria, que estava no intervalo. O horário de verão ainda não tinha acabado. Eu gosto do horário de verão. \o/
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Conclusão
O Ministério da Saúde adverte: domingos fazem mal à saúde. =P
* * *
Bom, imaginem o caos. Imaginaram? Minha casa está pior. Tudo sendo encaixotado para mudança. Mais detalhes nos próximos posts. Só não sei quando.

She's off and she's gone
She doesn't live here anymore
She doesn't live here anymore - Roxette


ßµTT뮢µÞ, 2:38 AM

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Domingo, Fevereiro 19, 2006

Uma caipira na cidade mais maior de grande, ou Dias de winner que não voltam mais... - Parte V

Chuif
Infelizmente chegou a terça-feira, meu último dia. ='/ Só que, de alguma forma, eu tinha que estar feliz, porque encontraria a Camila!!11!1 Fato, inclusive, que deixou o Eric um tanto indignado, pois, segundo dele, a Camila não enfrenta chuva pra encontrá-lo, mas se despencou do Guarujá pra me ver. É que eu sou especial, rá!, e ele é um pobre loser.
* * *
Camila, minha amiga de infância, meu guru e meu exemplo
Levantei cedo (bom, nem tão cedo, já que perdi o ônibus e me atrasei =F) e fui pra Barra Funda encontrar o Eric e a Camila. Só que eu cheguei com um pequeno atraso de... er... uma hora. Mesmo assim, eles me receberam calorosamente e não me bateram.
E a Camila é muito gente-fina, muito fofa e muito bonita, também. Ela pode ter quem quiser e escolheu o Eric. Realmente, a mente das mulheres é algo incompreensível.
Fomos prum shopping, conversamos bastantão, e eu vi que nasci pra ser vela. É sempre assim: Sandrinha e Baco, e eu, e agora Camila e Eric, e eu. Mereço um prêmio. =( Almoçamos no McDonalds (já estava quase enjoando de tomar o sundae de chocolate), conspiramos um pouco contra o Eric e fomos pra estação, já que o Eric é um guri trabalhador e não poderia passar a tarde inteira com a gente.
E foi aí que uma entidade demoníaca se apossou de mim (ou eu ainda estava sob efeito de drogas. A Bel bem que me disse pra não aceitar doces do Baco, mas eu, inadvertidamente, bebi um restinho de coca-cola que ele me ofereceu no dia em que cheguei à cidade. Só isso explica minha mudança súbita de comportamente e porque eu me sentia como numa espécie de "transe" quando em São Paulo) e eu... er... assediei o namorado da Camila. E fui punida por isso, claro: quase que ainda há as marcas dos dedos dela no meu braço. A prova de como ela é legal é que ela poderia ter me atirado na frente do próximo metrô, mas ela não fez isso. Por isso que eu gosto tanto dela. =D
Depois desse pequeno acontecimento, nós duas andamos alegremente pela estação até encontrarmos um lugar sossegado para fofocarmos, já que é isso, basicamente, que duas gurias fazem ao se encontrar.
* * *
Confissões no Charme da Paulista
Esperamos o Baco chegar, enquanto isso a Camila fumou uns 37 cigarros e chupou algumas balas que lhe dei (Balas Soberana, o lado doce da vida. Made in Ijuí). E eu olhava, porque acho lindo uma mulher com cigarro na mão.
Aí o Baco chegou, já era umas três e pouco, e fomos pra Paulista. Nos acomodamos num boteco, fizemos o pedido (cerveja pra eles e uma lata de coca pra mim. Ou melhor, duas, já que caiu uma abelha dentro da primeira e eu tinha tomado só um pouquinho =P). E o papo rolou solto.
A Camila é três meses mais nova que eu e é muito mais "vivida", como diria minha vó. Isso só me faz sentir loser ao cubo. Ah, sei lá, tem gente pior... Como o Eric. =B Mas, sendo otimista: se as coisas continuarem como estão, logo chego ao nível dela. É, daqui uns três anos... A partir de agora, ela e a Bel serão meus exemplos de comportamento. Ser loser, nunca mais! Tive alguns dias de winner e queria que esse período se estendesse.
O papo estava realmente ótimo, pena que a Camila teve que ir embora meio cedo. Eu e Baco também fomos, já que eu tinha que arrumar minha mala.
* * *
E é agora que o sonho acaba
Chegamos em casa às seis e pouco. Arrumei minha mochila pacientemente e comecei a me preparar pra deixar a cidade, a casa que me acolheu tão bem e meus novos amigos "reais".
Às nove e vinte saímos de casa e esperamos o ônibus por quase uma hora, pra variar. Chegamos na rodoviária e a Sandrinha já estava lá, furiosa com nosso atraso, por sinal. Ô, desculpaê. =S Meu ônibus partia vinte pra meia-noite.
Na hora do embarque tive um surto de choro emo (odeio essa minha emotividade em público!), o que é até compreensível, vá lá. Depois de tanto tempo esperando, eu estava em São Paulo e já era hora de voltar... ='/
Esses dias em São Paulo foram os mais melhores de legais da minha vida, afirmo sem medo de errar. Nunca me diverti tanto, nunca vi e fiz tantas coisas diferentes e nunca encontrei tantas pessoas bacanas e pacientes comigo. O melhor dos amigos virtuais é quando eles se tornam reais. =D
Agradeço a todos vocês, amigos, companheiros, guias turísticos e anfitriões. E (não) se preocupem.
São Paulo, I'll be back soon!!1!11
* * *
Pê ésse
Como disse o Eric, na lendária noite de bebedeira:
- Baco, se você não fosse você e conversasse com você, ou lesse você, você teria medo de você!*
Acho que isso explica tudo.

*fonte: http://oimperador.blogspot.com (copiei de lá pela minha impossibilidade de transcrevê-la na íntegra fielmente)

This fire is out of control
We're gonna burn this city
Burn this city!
This fire - Franz Ferdinand


[Update: criei um novo blog. Calma, amados leitores, não se desesperem: não abandonarei esse, ainda mais agora, que alcancei o estrelato (cof, cof). Aquele é só pra dar continuidade aos meus talentos literários (cof, cof).]


ßµTT뮢µÞ, 12:42 AM

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Quarta-feira, Fevereiro 15, 2006

Uma caipira na cidade mais maior de grande, ou Dias de winner que não voltam mais... - Parte IV

Será que tenho capacidade de pegar ônibus sozinha?
Segunda-feira iríamos até a estação rodoviária da Barra Funda pra comprar minha passagem pra Londrina. Levantei já era passada das dez horas, não fiz nada de manhã. O Baco deixou anotado os ônibus que poderia pegar pra chegar lá. A sorte é que é o fim da linha, portanto não tinha como me perder.
Lá pela uma e meia peguei o primeiro ônibus que passou, que, coincidentemente, era o que fazia o trajeto mais longo. Tudo bem, na condição de turista, quanto mais coisa eu visse, melhor. A viagem durou uma hora. Em Ijuí, em uma hora, o ônibus dá a volta na cidade (tá, vou tentar parar com essas comparações ridículas). Ainda bem que gosto de andar de ônibus. =D
Cheguei ao terminal e fiquei esperando o Baco chegar e me achar. Olhei o movimento, comi balas, ajudei uma senhora que estava tendo problemas com o cartão telefônico (o espírito cristão vive em mim, mesmo contra minha vontade)... Enfim o Baco chegou, comprei minha passagem e fomos dar umas bandas.
* * *
O clima absurdo de São Paulo
O céu estava nublado a maior parte do tempo nesse dia. Fomos ao trabalho da Sandrinha estorvá-la um pouco fazer-lhe uma visitinha surpresa. Só que começou a chover, ficamos ilhados no escritório. Choveu porque eu estava lá, humpf.
Pelo menos nesse dia houve um mínimo de coerência. No dia seguinte foi pior, já que eu saí de casa cedo com sol, choveu de meio-dia, às três já havia um sol escaldante e de noite estava nublando. Estranho, muito estranho. Eu enlouqueceria se tivesse que andar com um guarda-chuva e óculos de sol todo dia. Não que aqui não haja essas mudanças bruscas, mas não é desse jeito. Se eu morasse em São Paulo nunca teria uma calça seca pra vestir. =P
* * *
Ensopando as calças na Paulista
Ignorando a chuva e munidos de sombrinhas (já que constatamos que não éramos de açúcar e não derreteríamos - mas podia ser que eu pegasse um resfriado), saímos eu, Baco e Sandrinha. Pegamos um ônibus e fomos pra Avenida Paulista. Oh que lindo! As calçadas tão largas, os prédios tão altos... Só não comecei a babar porque tinha que tomar algum cuidado pra molhar minhas calças o mínimo possível (minha mãe odeia que eu ande com as calças arrastando no chão, já que elas vivem encardidas desse jeito).
Na Paulista há o famoso yakisoba. Depois de ameaçarem furar meus olhos com o hashi pedirem com jeitinho, cedi aos apelos de Baco e Sandrinha e experimentei aquele troço (não era eu quem tava pagando mesmo, ya!). Olhei com desconfiança para a barraquinha, mas o japonês até que era simpático. Aquilo não ia dar certo...
Pegamos nossas porções e arrumamos um lugar sossegado pra degustar a iguaria. Além dos palitinhos eu tinha também um garfo, é sempre bom se prevenir. Munida de alguma coragem e de pouca coordenação motora, peguei uma porção do yakisoba e coloquei na boca. E não é que aquilo é bom? Comi mais um pouco e não quis mais, obrigada. A latinha de coca-cola tinha que ter um lugar no meu estômago também. Creio eu que não me saí tãão mal com os pauzinhos. Sabia que tentar pegar Fandangos com as varetas do jogo de Pega Vareta um dia teria uma recompensa. =9
Após isso, andamos mais um pouco, fomos na Fnac onde continuei, sem sucesso, minha busca por algum cedê do Attaque 77. Mas tinha muita coisa massa pra ver. Todas, é claro, longe do poder aquisitivo de uma pobre turista pobre.
* * *
Ahn?
Estávamos na parada de ônibus, onde eu observava as pessoas, pra variar. Sandrinha pegou seu ônibus e eu e Baco ficamos esperando mais um pouco. Aí veio um carinha nos perguntar se pagaríamos com dinheiro, que ele queria fazer não sei o quê. Não entendi nada, depois o Baco me explicou que ele queria o dinheiro pra me passar com o cartão dele, algo assim. Nunca tinha visto isso, já que em Ijuí, evidentemente, não tem dessas tecnologias. O golpe máximo que podemos dar é tentar passar com vale-transporte de estudante sem a carteirinha. ¬¬
De qualquer forma, chegamos em casa cedo, não era nem dez horas. Aí fomos dormir e tal e coisa.
* * *
Camila, não sei se tu percebeu, mas cada post corresponde a um dia. Logo, tu aparecerá no próximo post, aguarde!

Hay una espina clavada profundo en mi ser
En mi costado izquierdo ahí... a donde late mi fe...
Solo duele cuando río, como indicándome que nunca seremos libres
El Pájaro Canta Hasta Morir - Attaque 77 (não entendo bulhufas de espanhol, mas acho tão bonitinha essa música... =~)


ßµTT뮢µÞ, 2:04 AM

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Sábado, Fevereiro 11, 2006

Uma caipira na cidade mais maior de grande, ou Dias de winner que não voltam mais... - Parte III

Recompondo as energias
Chegamos às sete em casa e dormimos quase até às três da tarde. O Baco estava com sono atrasado, já que havia saído da balada direto pra rodoviária me buscar e eu passei o dia inteiro o pentelhando, então ele não pôde descansar, tadinho. Eu também precisava dormir, porque dentro do ônibus foi impossível descansar direito por causa daquele maldito banco que não reclinava. =] O programa da noite seria o cinema com o Eric e a Sandrinha.
* * *
Cinemark!!1!!1!
Diversas conduções depois (tudo é absurdamente longe em Sampa!), chegamos ao Shopping Santa Cruz. Odeio esse desdém que os paulistanos têm com as coisas. Também, quem vive em São Paulo não se impressiona com mais nada. O shopping que eles diziam ser minúsculo é, no mínimo, umas três vezes maior do que o Shopping JB, o shopping da família ijuiense. Lá tinha escada rolante! E eu já expliquei que estava há anos sem andar em uma, já que em Ijuí não tem, nem no shopping. =P
Fomos na sessão das 19h25min (ora, que horário esdrúxulo: sete e vinte e cinco! Por que não colocaram sete e meia?). Como ficamos andando à toa no shopping, nos atrasamos um pouco e só conseguimos lugar bem na frente. O filme era As Loucuras de Dick e Jane (me abstenho de falar qualquer coisa sobre ele. Peçam pro Tiago fazer uma resenha, ele já assistiu. Só que em Porto Alegre, perdedor!! =B). Tirando um pequeno torcicolo, foi tudo legal.
Nossa, o Cinemark é um luxo (e uma facada, diga-se de passagem. Isso que paguei meia, R$8. O cinema mofado de Ijuí cobra apenas R$6 a inteira)! Poltronas estofadas e sem aquele cheiro enjoativo de pipoca impregnando a sala. Pra se ter uma idéia, no Cine América, o cinema da família ijuiense, o encosto das poltronas é de madeira. Conforto é um conceito que ainda não chegou aqui. E talvez nem chegue... O cinema vive no fecha-não-fecha. Sem contar que os filmes estão sempre defasados (ah, umas 81 semaninhas de atraso).
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Aprenda a comer uma esfiha com elegância em 64 fáceis lições
Depois do cinema fomos ao Habib's. Compramos uma porção de esfihas e mais de meio litro de refrigerante pra cada um. Comemos alegremente, conversamos, mas devido ao fato de eu nunca ter estado assim, cara a cara com uma esfiha, não sabia direito como agir (pra falar a verdade, já tinha experimentado uma. Quando estava em Londrina uma das gurias da pensão comprou e amavelmente me deu um pedaço). O Eric a dobrou no meio, como um pastel, e a Sandrinha não. Com muita vergonha de estar fazendo algo errado (já estava cansando de dar demonstrações gratuitas de caipirice), perguntei qual era o certo. Sandrinha me tranquilizou, dizendo pra eu comer do jeito que achasse melhor. Foi assim que não dobrei a esfiha e me senti muito bem. Nada como estar em contato com culturas diferentes (ou fast-food não é uma manifestação cultural? =F).
Terminamos de comer e fomos pra casa. Antes, porém, passamos no apartamento da Sandrinha e ela mostrou ao Baco os tacos que seu irmão trouxe. Mais uma coisa que pretendo fazer quanto tornar a São Paulo: aprender a jogar sinuca (tá, em Ijuí há mesas de sinuca sim, mas elas se localizam em bares obscuros com uma meia dúzia de bêbados bagaceiras em volta, o que, certamente, não é local adequado para uma mocinha com eu).
Voltando pra casa dormimos como anjinhos até o dia seguinte (eu dormi com um anjinho até tarde, mas o Baco teve que levantar de madrugada pra ir trabalhar, perdedor!! =B).
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Nota mais ou menos a ver com o post
Atenção pessoas que me amam e por razões desconhecidas me têm no MSN: eu não sou antipática que não responde as mensagens. É que meu MSN continua possuído pelo demo. Desculpa qualquer coisa. =(

Will you remember me?
'Cuz I know I won't forget you
I'd do anything - Simple Plan


ßµTT뮢µÞ, 8:12 PM

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Quinta-feira, Fevereiro 09, 2006

Uma caipira na cidade mais maior de grande, ou Dias de winner que não voltam mais... - Parte II

O feliz encontro
Fiquei esperando o Baco e a Sandrinha me acharem (já que a possibilidade de eu os encontrar era nula). Olhei para todos os lados, embora isso não fizesse nenhuma diferença pra mim, e ao longe vi alguém que parecia ser o Baco. Como não se pode levar em consideração o que uma míope com os óculos sujos, sonolenta e desorientada vê, fiquei na dúvida. Quando já estava quase me animando a ir lá averiguar, uma mocinha simpática se aproximou de mim perguntando se eu era eu. Respondi afirmativamente e ela se identificou como sendo a Sandrinha. Oh que legal! Logo encontrei o Baco. Fiquei muito contente ao finalmente conhecer meus amigos, oportunidade que esperava há muito tempo.
* * *
Os primeiros passeios
Iniciamos o caminho de ida pra casa. Depois do tão aguardado encontro com eles, fomos pra casa de metrô. De metrô, minha gente, de metrô! Eu sei que para os moradores de São Paulo e adjacências isso é um fato banal, mas para uma guria que poucas vezes esteve em contato com a civilização isso é inédito e impressionante. Quando contei pro Eric, o engraçadinho perguntou se eu fiz sinal pro metrô. Não, o encarregado de fazer sinal para os veículos era o Baco. ¬¬
* * *
Hospedagem 5 estrelas
Um metrô, um ônibus e alguns passos depois (credo, tudo é muuito longe!), chegamos à casa do Baco. O pessoal de lá (duas tias, uma vó, um primo e sua respectiva namorada) me recebeu muito bem. As acomodações eram boas, a comida era boa, não tenho do que reclamar. O único problema é que não sou uma hóspede muito comunicativa e preferia ficar ouvindo a falar. Não que eu não tenha gostado das pessoas, é só meu jeito, ué! Prometo melhorar isso para a próxima vez. =P
* * *
Aprendendo a ser emo
De tarde fomos dar umas bandas no Centro. Como estávamos lá perto, o Baco fez a caridade de me levar na Galeria do Rock. Uhul! Nunca vi tantos roqueiros emos por metro quadrado. Me lembrei dos meus queridos amigos. ^.^ Achei tudo lindo, comprei uma camiseta na Estrondo e um cedê usado do Molotov. Só me decepcionei por não ter encontrado nada do Attaque 77. =/ Fazia um tempão que eu não andava de escada rolante, mas como ficamos lá pra baixo e pra cima por um bom tempo, deu pra adquirir alguma prática (ou vocês pensam que eu acho legal ser uma caipira que deixa uns cinco degraus passarem até se encorajar a subir?).
Depois da Galeria fomos no shopping e tal. Às seis e pouco já estávamos em casa de novo. Eu precisava me preparar psicologicamente para encontrar o resto do povo.
* * *
Que emoção, um botequinho paulista!
Às onze e pouco saímos, eu, Baco, seu primo, a namorada de seu primo e a amiga da namorada de seu primo. Eu aguardava ansiosamente o momento em que encontraria Erique, meu amor platônico (?) inalcançável e distante. Mais ou menos como um galãzinho da Malhação que a gente junta recortes da Capricho por meses e tem ataques histéricos quando vê.
Chegando ao local, a gente esperou. E esperou. E esperou. E esperou. [insira essa frase aqui 47 vezes] Vai ver o Eric se esqueceu que eu tinha que ir embora na terça, vá saber... Até, que enfim, despontaram na esquina Sandrinha, Júlio e (oooohhh!!!) Eric! Fiquei deveras contente ao encontrá-lo e vi que passar tanto tempo num ônibus até que não foi tãão ruim assim.
Nos acomodamos num outro boteco, começamos a beber e a falar bobagens, como eu imagino que sejam os outros encontros. Se quiserem um relatório completo das bichices dessa noite, consultem os blogs dos outros participantes. Só tenho uma coisa a dizer: os mais machos daquela mesa eram eu e Sandrinha (mas se ela tiver uma queda pelo Elton John também, terei que rever meus conceitos).
A volta pra casa foi meio traumática, já que eu e Baco ficamos numa parada de ônibus esperando transporte por mais de uma hora, o que nos fez chegar em casa às sete da manhã. Chegando em casa pude, enfim, dormir, e me recuperar desse dia que foi repleto de emoções. =]

Todos trabajan y tu estás durmiendo
Esperas la noche para estar bebiendo
Parasito - Molotov


ßµTT뮢µÞ, 2:30 AM

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Segunda-feira, Fevereiro 06, 2006

Uma caipira na cidade mais maior de grande, ou Dias de winner que não voltam mais... - Parte I

Há anos que eu esperava por uma oportunidade para ir a São Paulo. Depois de meses de espera, essa oportunidade finalmente surgiu. E eu fui!
* * *
Trombose nível master
Alguns dias antes comprei minha passagem (poltrona 21, janela), torcendo para nenhum infeliz ocupar o banco ao lado. Assim eu poderia esticar minhas pernas um pouco, algo bastante recomendável nas 16 a 18 horas que eu passaria espremida no ônibus.
Pena que não foi bem isso que aconteceu. Tinha um cara na poltrona ao lado, 22 corredor. Ele era uma pessoa agradável, estava numa cidade próxima visitando a namorada e é de Taboão da Serra (não, não é o Théo =B). A gente... er... conversou bastante. Eu precisava arrumar algo de interessante pra fazer entre a uma da tarde e as seis e meia da manhã, considerando que só haveria luz disponível para uma leitura razoável até às oito da noite, que a bateria do meu discman só dura, na melhor das hipóteses, umas quatro horas e que é quase impossível dormir com os joelhos doendo e sentada num banco estragado que não reclina totalmente. (ah, o ônibus era da Real, semileito, prateado com um enorme arara estampada. Os bancos eram da espécie dos que consigo reclinar, que são aqueles que têm um botãozinho, não uma alavanca. Os primeiros bancos da minha vida que consegui reclinar foram da Viação Garcia, que fui pra Londrina em dezembro. Sim, durante 18 anos da minha vida minha mãe reclinou o banco pra mim, já que nunca tive competência para tal. Pra ver como o mundo não é perfeito e eu não posso ser feliz o tempo todo, essa poltrona de agora era fácil de reclinar, só que não parava para trás. Então não me adiantava. =/)
Quando o ônibus entrou na Marginal Tietê me dei conta de que, oh, tudo estava se tornando realmente real! Me senti como uma retirante nordestina (embora seja improvável que os retirantes nordestinos gastem R$113,91 em passagem num pau-de-arara).
Pegar a bagagem do bagageiro é uma tarefa ingrata pra mim. Talvez por essa minha cara de cria guria mais nova os motoristas não me levem a sério e a minha mochila é sempre a última. Odeio ser boazinha e não ter coragem pra acotovelar as pessoas. ¬¬
Horas depois, com todas as bugigangas na mão, liguei pro Baco pra dizer exatamente onde estava (eu imaginava que a rodoviária fosse grande, mas nem tanto. Eu estava no box 75! A de Ijuí só tem 12).
Bom, essa é recém a manhã do meu primeiro dia. A história continua. Mas não se preocupem, eu só sei os números romanos até o 21. =P
* * *
Nota mais ou menos a ver com o post
Só porque agora eu, milagrosamente, tenho várias coisas pra contar, essa porcaria de MSN não funciona (e quando acontece o milagre de conectar, as pessoas com quem quero conversar estão offline). Na verdade, quase nada funciona. Se alguém quiser me dar uma assinatura de banda larga, ou até mesmo um computador novo, juro que aceito. =|

When I woke up tonight
I said I'm going to make somebody love me
Now I know that it's you
You're lucky lucky you're so lucky
Do you want to - Franz Ferdinand (desisti de esperar pela caridade alheia e providenciei meu próprio cedê - nas Lojas Americanas de Londrina por apenas R$26,99!)


ßµTT뮢µÞ, 12:46 AM

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Quarta-feira, Fevereiro 01, 2006

Quem avisa amigo é, ou Da arte de envenenar amigos e influenciar pessoas

Cena um: madrugada de uma quinta-feira
Contextualizando: eu estava conversando com a Bel. A mensagem do meu MSN era "Eu (L) o Baco =~".
Bel: Pq vc (L) o Baco?
Eu: porque ele é que vai me abrigar na minha ida a sampa \o/
Bel: HAHAHAHAHAHAHAHHAHAHAHAHAHAHAHA!
Meu
Sabia que ele vai tentar te comer, né?
Eu: hiohihoihoiho
que péssimo juízo tu faz dele!
[ou ótimo, depende do ponto de vista]
Bel: Ah, eu adoro ele, porra.
Mas eu sei que ele é tarado, ué!
Eu: é, eu também
pude perceber pelo teor dos comentários e dos e-mails que ele me manda
Bel: Aproveite ;D
Eu: obrigada por alertar essa amiguinha tapada que lhe fala
Bel diz: é naquelas, né. O Baco é inteligente, uma graça e tudo de bom.
Mas, acima de tudo, é HOMEM.
Ahuiashduisa, não aceite doces dele.
Eu: ah, mas eu gosto de doces!
=/
que que eu faço agora?
Bel: Ah, às vezes você pode até querer tbm, né!
Ué...
Dá!
Hohoho
Eu: é, um docinho de vez em quando é bom =9
pra descontrair, sabe cumé
Bel: Será que teremos um casal feliz no mundo dos blogueiros inteligentes? ;~
Eu: ah, nem fala
falei o que tu me falou pra camila, e ó só o que ela disse:
chocolate cake diz:
e vai mesmo!
Bel: Mas rolaria?
*cupida*
Eu: no território inimigo a gente é sempre mais vulnerável
Bel: "território inimigo"?!
É o Baco, Dani!
Ah, leva camisinha logo.
Huhuhu
Se ele não atacar, você ataca
(aquelas que vira o jogo, né)
Eu: huahuahuaha
tô vendo que essa viagem vai ser um estrago na minha vida...
* * *
Cena dois: noite de sábado, ou madrugada de domingo, sei lá
Contextualizando: era apenas uma conversa à toa com a Camila.
eu: eu já cheguei à conclusão de que irei embora dessa cidadezinha mofada sem namorar nenhum ijuiense =/
Camila: pq?
Eu: porque as coisas não me parecem promissoras
minha esperança é londrina, ou até mesmo são paulo, nesses dias que ficarei aí
Camila: cata o bacooo
Eu: como eu disse pra bel, no território inimigo a gente sempre é mais vulnerável
Camila: e que diabos isso quer dizer?
Eu: que... estando eu na cidade dele, com os amigos dele, minhas forças diminuem
Camila: mas ele vai querer ficar contigo, pode ter certeza.
Eu: ele sempre quer ficar com todo mundo ¬.¬
Camila: não, não foi o que eu quis dizer.
Eu: tá, acho que entendi
ou não =P
* * *
Cena três: quase manhã de domingo
Contextualizando: a conversa tinha evoluído e estava eu, Bel e Camila falando bobagens.
Bel: Camila, tá ligada que a Dani vai ter altos flertes com o Babaco, né
Eu: "flerte" é foda
Camila: ah, isso eu sei com certeza...
Eu: ele não vale
Camila: dani, vai em frente que ele beija direitinho!
Eu: ele pega todo mundo =/
Bel: Não vale?!
Camila: não é isso!
ele só pega quem vale a pena!
Eu: ah, brigada pela dica, camila! o/
Camila: vai pegar vc tb
Bel: Ficou quase letra de funk isso
Eu: huhauhuha
Camila: huahuahuahuhuahuahuahua
Eu: bom, se é assim sim
me sinto vagamente mais valorizada
Bel: "vagamente"
Blargh
Quando você começar a roubar cones comigo, vai se sentir melhor
Eu: é, preciso fazer isso pra descontrair =)
* * *
Cena quatro: tarde, quase noite de domingo
Contextualizando: estava conversando com Tiago sobre o encontro.
Tiago: e vc vai ficar no baco mesmo??
Eu: ya
pelo menos não pago hospedagem e comida =F
Tiago: mas o baco, n t cobrará outros favores? (6)
Eu: não creio nisso!
tu já é a quarta pessoa que está me envenenando contra ele!
Tiago: auhahuahua
mas a fama ele tem, né?
n é maldade
Eu: sim, com certeza
a camila disse que ele ia tentar ficar comigo
Tiago: então.. aproveita!
Eu: mas eu disse pra ela que ele fica com todo mundo =/
Tiago: auhhuahuauha
Eu: eu não ia ser assim, exatmente, "especial"
só mais uma ='/
Tiago: hahuauhauhahua
vc vai ficar..
Eu: é vou ficar...
cheia de idéias malucas, se o povo não parar de falar
esse povo não é fácil, 'ticontá
Tiago: uhauhauhauha
* * *
Cena cinco: noite de domingo
Contextualizando: era apenas uma conversa banal com o Théo.
Théo: qdo vc vem?
Eu: chego sábado que vem, de manhã cedo
Théo: hmm... vai ficar onde?
Eu: na casa do baco =~
Théo: =O =O =O
que perigo
Eu: tu já é a quinta pessoa que me alerta quanto a isso
Théo: hAHAhHAHAHH
não sei de nada
Eu: mas sabe o sufuciente pra me mandar tomar cuidado
oh céus, onde estou me metendo?
Théo: por enquanto, vc não... bom, deixa
Eu: hauhauha
eu já disse pra bel e pra camila que vou dar uma lustrada no meu cinto de castidade
Théo: haAHHAhHa
q isso
não deve ser tão perigoso assim
Eu: hohoho
se euvoltar dnificada pra casa mamãe não me deixa mais ir
Théo: hahahahahah
Eu: se bem que a minha mãe nem tá em casa...
não ia notar diferença
Théo: hmm
* * *
Concluindo
A sinceridade das pessoas é algo que me deixa assaz comovida. =]
* * *
E eu já estou em Londrina, esperando meu ônibus, que é daqui sete horas. Ainda bem que conheci umas gurias no campus que vão passear comigo pela cidade.
Agora sou uma aluna da UEL. \o/

<<Escutando: o ventilador superpotente da lan house>>


ßµTT뮢µÞ, 2:45 PM

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Algo sobre mim, humpf
Daniela, agora "dimaior". Ijuí, RS.
Apesar de todos os esforços, uma guria boazinha demais. Seu egoísmo constante contrasta com seu altruísmo porque, apesar de tudo, gosta de ajudar os outros e ver as pessoas felizes. Por vezes vingativa e rancorosa, mas incapaz de fazer algo realmente ruim para alguém, por mais que tente. Tem especial talento para segura-vela e capacho. Gosta sempre das pessoas erradas e sempre se dá mal. Dura demais consigo mesma, mas orgulhosa dos seus talentos (que não são muitos). Às vezes é considerada metida. Não enxerga coisas óbvias, provavelmente por causa de seus sete graus de miopia. Acredita nas mentiras e duvida das verdades. Extremamente civilizada. Sempre atravessa a rua nas faixas de segurança e espera o sinal para pedestres abrir. Mas não olha para os dois lados antes de atravessar a rua. Adora livros, cedês, devedês, roupas e esmaltes coloridos, mais ou menos nessa ordem. Capitalista e materialista, adora dinheiro (embora não o tenha o suficiente para esbanjar). É péssima jogadora de xadrez.
Terminou o Ensino Médio e agora faz o estágio pra se formar no bendito curso de eletrotécnica. Aliás, começou esse curso apenas para aloprar na escola, mas acabou tomando gosto. Isso não quer dizer, contudo, que passará o resto de sua vida enganchando fios; seu futuro é como uma estilista rica e famosa.
"A influência da família sobre seus sentimentos (tais como satisfação e materialismo), também com relatos do seu dia-a-dia e reflexões sobre o mesmo, com uma boa articulação e um pouco de contentamento consigo mesma."
Descrição da Bel.

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Template toscamente feito pela minha pessoa no Paint e FrontPage. Imagem encontrada no Getty Images, hospedagem no Blogger e comentários Haloscan.
Se alguém quiser me doar um template, apesar de eu ser enjoada pra caramba, eu aceito, ok?

Eu sei que meus textos são longos e entediantes, mas eu não consigo escrever de outra maneira. Tenha paciência e leia até o fim, por favor.
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