Domingo, Maio 29, 2005

Não me adianta nada um frio europeu fora da Europa

Depois de uma seca que praticamente torrou toda e qualquer vegetação existente no Rio Grande, finalmente há alguns dias choveu e esfriou, de modos que isso aqui ficou parecendo com o Sul típico. Como já falei, não vejo sentido em as pessoas virem para cá para tiritar de frio (ou não, já que os turistas passam o tempo no hotel, em frente a uma lareira comendo fondue). Particularmente não gosto muito de frio e não entendi a obsessão da Marcely por temperaturas negativas. Detesto usar casacos, pra me fazer usar um é uma briga. Após muita reflexão, descobri o porquê de não gostar de frio: é por causa do fim-de-mundo em que moro.
Eu até que gosto de básicas de lã coloridas, moletons e uma calça de abrigo às vezes pode substituir bem uma calça jeans gelada. Mas não posso passar meses usando as mesmas roupas! Devo ter quase trinta camisetas de manga curta, mas meus trajes de inverno, contando blusas de lã, moletons e camisetas de manga comprida não devem chegar a tudo isso. Fico babando quando vejo aquelas mulheres de sobretudos de couro, elegantérrimas, de saia e meia-calça e botas. Acho lindo! Só que é algo totalmente fora da minha realidade. Moro numa cidade onde as pessoas que usam algo diferente são olhadas de um jeito estranho. Isso é muito triste, viu?
Não que eu goste de couro. Quero um sobretudo de jeans. Óquei, isso é até comum aqui. Mas queria ter uma saia de lã preta e usar botas com meia arrastão. Isso é impossível! Só se eu fosse a uma festa ou algo assim, mas dificilmente vou a festas ou algo assim. Ir pra escola, de manhã cedo, com essa roupa, é algo matematicamente improvável. Se eu morasse num lugar um pouco mais desenvolvido, onde as pessoas tivessem uma mínima noção do que acontece no resto do mundo e eu fosse mais bem compreendida, talvez poderia ter um pouco mais de liberdade. Claro que nem numa situação dessas eu iria de saia e bota e meia arrastão de manhã cedo pra escola, pois eu pareceria uma perua, e posso ser qualquer coisa, menos perua. Bom, deu pra entender o espírito da coisa.
Já me conformei com isso. Vi que não conseguirei ter um estilo sóbrio e elegante, pelo menos quando as temperaturas se aproximam de zero. Adoro meus moletons grandes e meus blusões velhos, mas variar um pouco de vez em quando seria bom!
* * *
Quanto mais assisto aos desfiles no curso de moda, mais desiludida eu fico. Às vezes acho que Ijuí é uma Sant'Ana do Agreste da vida.
* * *
Tá, isso não é um textinho deprimente, é uma pseudocrônica. Eu sabia que não conseguiria seguir a regra que me impus!

<<Escutanto: Fuck it (I don't want you back) - Florida Inc. (chega de músicas deprimentes)>>

ßµTT뮢µÞ, 9:33 PM

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Quinta-feira, Maio 26, 2005

Maluquices de uma guria apaixonada

Tem coisas que a gente só consegue fazer quando é criança. Idade sempre me pareceu uma boa desculpa para tudo. Um dos momentos mais sem-noção da minha vida foi quando eu me apaixonei pela 1ª vez, aos nove anos. Isso não foi saudável. A partir daí começou a se moldar a personalidade psicótica que tenho hoje.
Eu pensava nele sempre. Ele era meu colega de aula, o que piorava a situação. Algo que me afetou profundamente também foi ler A marca de uma lágrima aos dez anos. Acho que 9 entre 10 gurias já leram este livro. As que leram lembram: Isabel escrevia versos para o guri que ela gostava. Foi isso que aconteceu comigo: tive um surto de inspiração e escrevi dúzias de versos.
Na minha imensa ingenuidade tinha planos de entregar estes versos a ele. Só dei um, e foi uma experiência traumatizante. Anos depois, num acesso de raiva, espicacei-os e joguei-os pela janela. Coloquei fora também as cópias deles. Esse foi um episódio da minha vida que eu queria esquecer. Fiquei surpresa ao descobrir alguns deles escritos num diário, onde também há algumas outras poesias toscas. Salvaram-se apenas doze, o que é bastante, até. Divirta-se.
* * *
1
Sou a ré da paixão
Condenada da ilusão
Você é um presidiário
Do meu coração
* * *
2
Cada vez mais te olho
Cada vez mais te vejo
Cada vez mais desejo
Apenas um beijo
* * *
3
Saber amar é saber
Sonhar e sofrer
É saber despedaçar
Todo o coração
Por um sentimento gostoso
Que se chama paixão
* * *
4
Eu fico aqui me torturando
Por causa desse amor
Mas eu gosto de sofrer por você
E vou continuar te amando
* * *
5
Quero te beijar
Quero te namorar
E cada vez mais
Eu quero te amar
* * *
6
Quero teu amor
Quero tua paixão
E ainda outro pedido
Quero teu coração
* * *
7
Você é um dilema
Um dilema de paixão
Que cada vez mais
Toma meu coração
* * *
8
Eu gosto de sofrer
Sofrer de paixão
Mas cada vez mais
Você se torna uma ilusão
* * *
9
Eu sinto por você
Um amor sem fim
Queria olhar nos teus olhos e descobrir
Se com você também é assim
* * *
10
Quero traçar meu caminho
Do jeito que o coração mandar
E bem juntinho de ti
Eu quero caminhar
* * *
11
Meu pobre frágil coração
Virou um quebra-cabeça
Por causa da minha paixão
* * *
12
Meu amor
Minha paixão
Quero teu coração
* * *
É por isso que eu penso: ainda bem que as pessoas crescem. Não que eu tenha mudado muito, mas enfim... Agora me diga: qual desses versinhos é o mais tosco?
* * *
Por que é que eu tive essa crise e estou postando os textos mais piores de toda minha vida?

An'I can't wait to see you again
So I can hold you in my arms
[E eu não posso esperar pra te ver de novo
Então posso te ter nos meus braços]
Is this love? - Whitesnake

ßµTT뮢µÞ, 6:07 PM

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Sábado, Maio 21, 2005

Por que cargas d'água estou postando a pior redação que já escrevi em toda a minha vida?

A liberdade de imprensa
Muitas pessoas afirmam que há liberdade de expressão quando o Estado não intervém para controlar a informação ou quando a censura oficial não proíbe a livre circulação de opiniões e do pensamento em geral.
Mas
muitas formas de censura podem ocorrer, de qualquer maneira. Quando uma pessoa ou um órgão do governo move um processo contra algum meio de comunicação (jornal impresso, emissora de TV, revista) para evitar a publicação de determinada reportagem, ou para ressarcimento de eventuais "danos morais" causados pela publicação da reportagem, está querendo se estabelecer um tipo de censura. Obviamente a liberdade de imprensa está sendo um pouco restringida.
Assim, os meios de comunicação, muitas vezes, devem pensar no conteúdo da informação que será veiculada e nas possíveis conseqüências que tal fato poderá trazer, que tanto podem ser boas quanto ruins.
Portanto, não se pode dizer que a liberdade de imprensa é total. Sempre haverá limitações, mas elas não devem prejudicar de fato o direito que todos nós temos à informação.
* * *
Um post tão horrível merece uma explicação. É que a gente tinha o começo do texto numa prova e era pra concluí-lo. Como eu preciso de um bom tempo pra conseguir digerir a proposta e organizar as idéias e o tempo disponível não era muito, saiu essa porcaria aí. Quando entreguei eu já tinha consciência do quão tosco isso estava, mas depois que a professora leu outras redações, inclusive a minha, é que morri de vergonha. A professora não identificou os alunos, mas eu sabia qual era a minha redação e a detestei, e pra mim isso basta. Sem contar que a professora fazia umas caras estranhas quando lia, obviamente porque não entendia nada do que queria dizer (nem eu entendi, nunca vi texto tão sem nexo).
Logo logo eu volto a escrever mais ou menos bem. Pelo menos é o que espero.

Just when I needed you most
You were miles away
[Quando eu mais precisei de você
Você estava milhas distante]
Miles away - Winger

ßµTT뮢µÞ, 6:51 PM

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Terça-feira, Maio 17, 2005

Momentos de inspiração II

Ela ficou horas encarando o telefone. "Seria isso o certo?". Finalmente tomou coragem e discou o número que já sabia de cor. Marcou encontro no lugar de sempre. Tantas lembranças... Talvez isso não fosse o melhor a fazer, mas ela já se sentia sufocada. Tinha que acabar com isso logo.
Ela olhava insistentemente para a esquina. Logo ele apareceria. Às vezes ele se atrasava. A pontual era sempre ela. Enfim, lá estava ele.
Chegou sorrindo, como sempre. Ele gostava de encontrá-la. E ela... bom, não é necessário nem mencionar.
Ele a beijou, cumprimentando-a, mantendo o costume. Mas logo saber o que havia.
- Bom, é que... - ela estava envergonhada, não sabia como começar. Não conseguia olhar nos seus olhos.
- Algo errado? - ele a olhava com uma ternura desconcertante. Isso a deixava mais envergonhada e com a sensação de estar fazendo uma grande bobagem.
- Eu... te... amo... - já que estava começado, era melhor terminar. Ela sabia que não devia ter dito isso, mas era tarde demais.
- Não era esse o combinado - disse ele, depois de alguns instantes pensando. Ele também não sabia o que fazer, não esperava isso.
- Eu sei... não pude evitar... - ela não estava arrependida. Ela sabia que ele jamais a magoaria.
- Não posso fazer nada... - ambos não sabiam como agir, principalmente ele. Ele não queria feri-la, mas como lidar com tal situação? Por fim deu-lhe um forte abraço e a beijou na testa. E se foi.
Ela sabia que era boba. Boba por acreditar que ele talvez pudesse amá-la. Boba por crer que assim ela não o perderia. Mas ela o perdeu, porque era boba e entendia tudo errado sempre. Sempre.
Sentada na calçada, ela sentia suas lágrimas serem lavadas pela garoa fina.
* * *
Depois de três semanas, finalmente me animei a trocar o esmalte. Se antes eu não pintava mais de uma vez por semana porque não dava tempo, isso é uma prova inquestionável de que há algo de errado comigo.
Definitivamente, alguma coisa está acontecendo.
* * *
Declaro que, a partir de hoje, domingo vai ser o dia de postar textos pateticamente românticos e melosos que não condizem com a realidade e poemas pseudodepressivos. Ignorem que já é madrugada de terça.
Ou talvez eu mude de idéia, tudo é muito relativo.
De qualquer forma, não levem isso totalmente a sério.

Through the sleepless nights
Through every endless day
I'd wanna hear you say, I remember you
[Através das noites sem dormir
Através de cada dia interminável
Eu queria ouvir você dizer, eu lembro de você]
I remember you - Skid Row

ßµTT뮢µÞ, 12:21 AM

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Sábado, Maio 14, 2005

Torne-se uma aluna nada exemplar antes que seja muito tarde II

A improvável punição
Estava eu, fazendo minha prova de inglês, quando me chamaram na supervisão da escola. Desde o começo da semana estavam chamando vários alunos que gazearam pra "conversar". Pensei que tinha sido descoberta e fiquei um pouco preocupada feliz, já que isso nunca tinha me acontecido. Quer dizer, uma vez, na 7ª ou 8ª série me chamaram porque eu conversava demais nas aulas, e só. Claro, uma aluna tão correta só recebe elogios. ¬.¬
Entreguei a prova e fui, desci as escadas ainda sem saber se ficava contente ou apreensiva. Entrei na salinha da supervisão e estavam lá mais uns três alunos do 2º ano. Ninguém sabia o porquê de terem nos chamado. Até que chegou a coordenadora pedagógica (ou qualquer outro nome comprido que não serve pra nada) e nos explicou o que estava acontecendo.
[suspense]
Era o seguinte: no ano passado vieram com umas frescuras de a gente poder escolher se queria fazer Ensino Religioso ou não. Os que não quisessem teriam outra matéria no lugar, no caso, Educação Ambiental. O problema é que não há ainda professor para essa "matéria alternativa" e as aulas terão que ser recuperadas depois. Eu já nem me lembrava mais se eu tinha escolhido fazer Religião ou não. Então foi nos proposto que a gente fizesse Ensino Religioso, era só ir regularizar nossa situação na secretaria depois.
Nem um xingão, nem uma suspensão, nem uma punição. Em que mundo nós estamos? Às vezes a Escola Técnica Estadual 25 de Julho me decepciona profundamente.
* * *
Duh
Imagine que na aula de ensaio de máquinas tivemos que lavar um motor com óleo diesel. Agora imagine que eu fui a única criatura, dos 30 alunos da 5ª etapa, que conseguiu respingar óleo diesel da camiseta. E imagine que o professor não avisou que a gente ia fazer isso e eu, desavisadamente, fui de camiseta branca com uma estampa bem legal. Então, minha camiseta está cheia de manchas amarronzadas que provavelmente não sairão. E eu que estava com medo de sujar minha camiseta de graxa. ¬.¬
Às vezes me irrito profundamente com a minha burrice e falta de coordenação motora. Sim, eu mereço estragar minhas camisetas porque sou burra demais.

I hope you never meant to hurt me so bad
Don't you feel the same way too
[Espero que você não tenha intenção de me machucar
Você sente isso também?]
Hurt you so bad - Crazy Town

ßµTT뮢µÞ, 12:24 AM

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Domingo, Maio 08, 2005

Ando muito inspirada

Era noite já. Não havia estrelas no céu, só uma ou outra aparecia de vez em quando. Ela saiu à janela e olhou pra cima. Já ia se recolher quando sentiu um cheiro familiar.
Ela aspirou o aroma da noite. Sentiu aquele cheiro de terra, de flores, de folhas frescas e verdes. Aquele cheiro cítrico que lembrava limpeza. Aquele cheiro que lembrava ele.
Como a Natureza conseguia ser tão perfeita ao imitar o cheiro dele? O cheiro que ela sentia sempre que o abraçava. O cheiro que ficava nela por um bom tempo. O cheiro que impregnava os lençóis e dava a ela uma sensação de conforto e segurança. O cheiro que ela farejava a vários metros de distância.
Foi aí que ela sentiu saudades de verdade. E lembrou-se das palavras não ditas, dos beijos não dados, das perguntas que não foram feitas e das respostas que não recebeu. Agora era tarde. Mas não tarde demais.
Ela lembrou-se do jeito que ele a abraçava com ternura. Do seu cabelo macio, dos cachinhos que ela gostava de puxar e desmanchar. Dos seus olhos doces e claros. Da sua pele queimada do sol. Da sua risada que ecoava por todo o ambiente. Do seu caminhar estabanado, sempre esbarrando em alguma coisa. Do carinho que ele lhe transmitia, mesmo não a amando totalmente.
De repente os olhos dela se anuviaram. Procurou por um último resquício da presença dele, mas não encontrou.
Fechou a janela, cerrou as cortinas e se encolheu sob o cobertor na noite fria.
* * *
Ler os contos de Clarice Lispector não está me fazendo bem. Ler o blog da Julles não está me fazendo bem. Escutar Take my breath away não está me fazendo bem. Ficar tempo demais sozinha comigo mesma não está me fazendo bem.
Na verdade, acho que eu só queria minha vida de volta.

<<Escutando: Take my breath away - Copeland>>

[Update: se alguém mais, além da Kaoru, disser que estou apaixonada, leva uma pedrada. Isso não é exatamente uma ameaça, já que sou míope e descoordenada, jamais conseguiria mirar]

ßµTT뮢µÞ, 7:10 PM

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Sábado, Maio 07, 2005

A pseudoeletricista V

Dizem que a 5ª Etapa é a mais fácil. Não vejo por que ser difícil, é melhor se livrarem da gente duma vez. Esse semestre está mais movimentado. Talvez seja por causa dos colegas novos (na sua maioria uns fofos), ou por causa dos trabalhos de campo ou pelas matérias novas. Enfim, pouco importa.
* * *
Como é emocionante sair às ruas olhar pra postes
Um trabalho de campo: fazer tombamento de rede. Isso se faz em várias etapas. Primeiro, a gente localiza o transformador e vê até onde vai os fios que saem dele. Depois, vê em que casas os fios entram e mede os terrenos. Algumas pessoas acham que nós somos da Prefeitura e estamos medindo pra cobrar o IPTU. Outros acham que a gente é da companhia de distribuição de energia da cidade. Aí a gente tem que explicar que não, somos apenas estudantes e estamos fazendo um trabalho. Alguns acreditam. Alguns nos olham torto. Outros nos xingam (porque uma velhinha invocada e desconfiada pode estar no caminho de qualquer um).
Além de eventuais desentendimentos dessa natureza, o trabalho inclui sair na rua com o tempo nublado, frio, um vento glacial. O combinado era ir pra rua quando o tempo estivesse bom. Nessas condições a gente achou que a professora não nos mandaria fazer o trabalho, mas mandou. Comassim? Mas nada a fez mudar de idéia. Eu estava convencida de que no outro dia acordaria imprestável: com gripe, dor de garganta ou uma dor de ouvido que não me dá desde os seis anos. Reclamando, com o nariz escorrendo e vendo meus dedos virarem pequenos paralelepípedos de gelo, fui. Pelo menos terminamos tudo depressa, foi um alívio.
Pra meu espanto, no dia seguinte acordei perfeitamente normal, sem um mínimo sinal de qualquer desconforto. Minha imunidade é muito maior do que imaginava.
No outro dia de trabalho a gente só tinha que verificar as estruturas dos postes e as entradas nas casas. Ou seja: ficávamos feito uns bobos parados no meio da calçada, ou na rua, olhando pra cima e fazendo anotações.
O curso de eletro é algo muito emocionante. =P
* * *
A última aula de Metodologia da Pesquisa, ou Murphy me persegue até na sala de aula
Falemos antes da penúltima aula. A professora tinha mandado tirar um xerox, uma semana antes. Era várias folhas e, claro, ninguém tirou. Sair pra tirar xerox durante a aula é uma ótima maneira de matar tempo. Recolheram o dinheiro e coisa e tal e levaram no xerox do colégio. Pra variar, a máquina estava quebrada (isso que tem duas, mas uma sempre está estragada. Escola pública é isso aí). Como o xerox era essencial para o andamento da aula, era necessário ir a outro lugar para tirá-lo. O xerox perto da escola é muito caro, então a professora foi de carro até o Centro pra providenciar as cópias. Resumindo: a aula começou com uma hora e meia de atraso, depois de tudo que deu errado. Teria sido melhor ficar em casa.
A última aula foi num sábado de manhã, veja só. Era só digitar um currículo e uma carta de apresentação. Levei metade do trabalho pronto pra ter certeza que chegaria em casa antes dos Simpsons (minha aula começa às sete e meia, claro que daria tempo). Ocupei um computador com um amigo meu que também queria sair mais cedo por causa dos Simpsons. Terminamos tudo em menos de uma hora mas queríamos que a professora visse antes de imprimir. Só que vários também chamavam a professora. E nada dela nos atender... Quanto mais o tempo passava mais histéricos ficávamos, porque não queríamos perder os Simpsons de jeito nenhum e meu amigo tinha que pegar o ônibus. Logo percebemos que a professora estava olhando pela ordem dos computadores. São 12 computadores, e nós estávamos no 11! Isso quer dizer que ainda iria demorar. Quando meu amigo viu que perdeu o ônibus, e conseqüentemente os Simpsons, ficou furioso. Eu já estava dando pulinhos de ansiedade. Bom, a professora veio olhar nosso trabalho era quase onze horas, imprimi e saí correndo, a minha sorte é que moro perto e consegui chegar em casa a tempo.
Digamos que não foi uma boa maneira de encerrar as aulas de Metodologia da Pesquisa. E pensar que eu saí em pleno sábado de manhã, no frio, só pra digitar uma cartinha de uma folha e me arrisquei a perder os Simpsons. Espero que isso nunca mais se repita.

<<Escutando: Take my breath away - Copeland>>

ßµTT뮢µÞ, 4:09 PM

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Algo sobre mim, humpf
Daniela, agora "dimaior". Ijuí, RS.
Apesar de todos os esforços, uma guria boazinha demais. Seu egoísmo constante contrasta com seu altruísmo porque, apesar de tudo, gosta de ajudar os outros e ver as pessoas felizes. Por vezes vingativa e rancorosa, mas incapaz de fazer algo realmente ruim para alguém, por mais que tente. Tem especial talento para segura-vela e capacho. Gosta sempre das pessoas erradas e sempre se dá mal. Dura demais consigo mesma, mas orgulhosa dos seus talentos (que não são muitos). Às vezes é considerada metida. Não enxerga coisas óbvias, provavelmente por causa de seus sete graus de miopia. Acredita nas mentiras e duvida das verdades. Extremamente civilizada. Sempre atravessa a rua nas faixas de segurança e espera o sinal para pedestres abrir. Mas não olha para os dois lados antes de atravessar a rua. Adora livros, cedês, devedês, roupas e esmaltes coloridos, mais ou menos nessa ordem. Capitalista e materialista, adora dinheiro (embora não o tenha o suficiente para esbanjar). É péssima jogadora de xadrez.
Terminou o Ensino Médio e agora faz o estágio pra se formar no bendito curso de eletrotécnica. Aliás, começou esse curso apenas para aloprar na escola, mas acabou tomando gosto. Isso não quer dizer, contudo, que passará o resto de sua vida enganchando fios; seu futuro é como uma estilista rica e famosa.
"A influência da família sobre seus sentimentos (tais como satisfação e materialismo), também com relatos do seu dia-a-dia e reflexões sobre o mesmo, com uma boa articulação e um pouco de contentamento consigo mesma."
Descrição da Bel.

(Mau) humor

Meu humor atual - i*Eu!

Óquei, eu me rendo...
Emessene
Orkutchê
Fotolog =P
Apanhado de Pensamentos Aleatórios

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Post atual

Créditos
Template toscamente feito pela minha pessoa no Paint e FrontPage. Imagem encontrada no Getty Images, hospedagem no Blogger e comentários Haloscan.
Se alguém quiser me doar um template, apesar de eu ser enjoada pra caramba, eu aceito, ok?

Eu sei que meus textos são longos e entediantes, mas eu não consigo escrever de outra maneira. Tenha paciência e leia até o fim, por favor.
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