Sábado, Fevereiro 26, 2005

A historinha meiga que eu (re)escrevi na aula de Metodologia da Pesquisa

Um menininho estudava numa escola. Ele era muito criativo e gostava de desenhar. Um dia a professora mandou fazer um desenho. Quando ele já havia começado a desenhar seu animal favorito, a professora mandou-o parar e desenhar uma flor. Ele desenhou a flor nas suas cores favoritas, mas a professora mandou-o desenhar uma flor vermelha com caule verde. O menino ficou desapontado, mas fez o que foi pedido.
Outro dia todos estavam brincando com barro. O menino estava modelando um carrinho, quando a professora mandou-o parar e fazer um prato. O menino fez o prato do seu jeito, mas a professora mandou-o fazer um prato fundo. Ele achava seu prato mais bonito, mas mesmo assim fez o que foi pedido.
Só que um dia o menininho teve que mudar de escola. Na nova escola, um dia, a professora mandou fazer um desenho. O menino ficou aguardando as orientações da professora, que não vieram. Ela lhe disse que poderia fazer o que quisesse, para ela poder conhecer melhor seus talentos. E foi aí que o menininho se deu conta de que não conseguia mais criar sozinho, e fez uma flor vermelha com caule verde.
* * *
As minhas aulas começaram quinta-feira. Na primeira aula do curso de eletro a professora nos deu uma fábula para ler, tirar a moral da história e depois reescrevê-la. A minha foi uma das únicas que a professora não teve que fazer nenhuma correção.
Estou com preguiça de escrever agora sobre os primeiros dias de aula, os colegas novos e tal. Talvez um dia eu faça isso. Provavelmente eu o farei, porque tem muita coisa diferente, inclusive há uma outra Daniela na minha turma, (provavelmente a outra sou eu, porque eu é quem cheguei na turma agora. E tem também quatro Fernandos, mas isso não importa) e eu estou morrendo de raiva. Isso nunca tinha acontecido nos dez anos anteriores em que estudei na mesma escola, tinha que ser agora no meu último ano lá. Bom, isso é assunto pra outro dia.

Vrei sa pleci dar nu ma, nu ma iei
Nu ma, nu ma iei, nu ma, nu ma, nu ma iei
Chipul tau si dragostea din tei
Mi-amintesc de ochii tai
[Você pode querer ir embora mas não me, não me leve com você
Não me, não me leve com você, não me, não me, não me leve com você
O seu rosto e o amor sob o salgueiro
Me lembram os seus olhos]
Dragostea din tei - O-zone (tradução um tanto tosca, mas quem se importa? =D)

<<Jogando: Dr. Mario (sim, de novo)>>


ßµTT뮢µÞ, 7:22 PM

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Sábado, Fevereiro 19, 2005

Eu e meu monumental egoísmo

O pessoal aqui de casa tinha viajado. Minha vó e meu irmão foram pra Capital ainda em janeiro e voltaram um mês depois. Nesse meio-tempo minha mãe foi viajar duas vezes. Isso quer dizer que por praticamente uma semana eu fiquei sozinha em casa (ou não necessariamente...).
Adoro ficar sozinha (ou não necessariamente...), me sinto livre, e acho que todas as pessoas se sentem livres quando estão sozinhas. Não sinto falta de nada nem de ninguém. Posso fazer o que eu quiser (em tese), ninguém fica me controlando. Nada melhor.
Só que nada dura para sempre. Apesar dos pesares, todo mundo mora aqui e tinha que voltar pra casa, né? Quando minha vó e meu irmão chegaram minha mãe estava viajando e eu estava curtindo as maravilhas de estar sozinha (ou não necessariamente...), livre de aporrinhações. Depois de passada a parte dos presentes, que é a única parte positiva depois de uma longa viagem, me dei conta de como as pequenas coisas me irritam. Ou nem tão pequenas assim, enfim.
Aí me lembrei que o passatempo preferido da minha vó é se meter na minha vida e me fazer perguntas estúpidas. E meu irmão me incomoda de todas as maneiras possíveis e imagináveis. Passa o dia tagarelando, exceto quando está vendo futebol na tevê e exige que todo mundo fique quieto (ora, é muita petulância para um pirralho de dez anos). Passa por mim e me dá tapas na cabeça ou grita no meu ouvido. Senta no meu lugar no sofá e nunca quer sair de jeito nenhum. Isso além de me tirar o privilégio de ter o computador praticamente só pra mim. Enfim, pequenas coisas que tornam a convivência vagamente tolerável.
Não sei se vocês conhecem a história do carinha que vivia com a mulher e os filhos dele e dizia que a casa era pequena demais. Aí alguém (acho que foi Deus, sei lá) disse pra ele colocar todos os animais que ele criava dentro de casa e depois que ele tirou os bichos ele viu como a casa era espaçosa, algo assim. Comigo ocorreu algo parecido. Quando todos estavam aqui o tempo todo eu não achava nada de mais. Mas foi só ficar sozinha (ou não necessariamente...) por mais de dois dias pra achar a casa enorme. E agora que todos voltaram ela parece um pouco pequena demais, parece que esbarro em alguém o tempo todo (quer dizer, vivo esbarrando em tudo porque sou desajeitada, mas isso não vem ao caso agora), parece que não tenho mais um espaço só meu. As vozes das pessoas me irritam, o barulho da tevê, do rádio, de passos, tudo me estressa. Se antes eu era praticamente a única responsável por tudo na casa, ter que dividir isso novamente me parece um pouco estranho. Resumindo: se antes eu andava saltitando pelos cantos, agora posso dizer que meu mau humor tinha ido viajar também e acabou de voltar.
Eu, definitivamente, não gosto de dividir nada com meu irmão, e estava adorando a experiência de ser filha única novamente, algo que há dez anos eu não tinha consciência do quanto é bom. Minha mãe vive reclamando que eu e meu irmão brigamos demais (eu não mando ele ser mala), e eu digo que ter dois filhos foi escolha dela, portanto, não tem do que reclamar. Nunca tive aquelas crises de crianças de cinco anos que pedem irmãozinhos. "Claro que não, tu é muito egoísta", foi a resposta seca da minha mãe. Ela não deixa de ter um pouco de razão. Só que não sou egoísta o tempo todo com todas as pessoas. Meus amigos, por exemplo, estou sempre disposta a ajudar (a não ser que eu perca a paciência). E eu preciso de amigos, mesmo não tendo a necessidade de estar sempre acompanhada. Mas se eu tiver que escolher entre outra pessoa e eu, escolho eu, evidentemente. Porque eu gosto de estar sozinha (ou não necessariamente...) e ter tudo só pra mim.
* * *
Como é comovente o amor entre mãe e filha I
Como já disse, quando minha vó voltou de viagem eu estava sozinha (ou não necessariamente...). A primeira coisa que ela fez foi, naturalmente, um escândalo:
- Não acredito que tua mãe saiu e te deixou sozinha! Ela anda muito estranha. É uma desmiolada!
Tentei aliviar, dizendo que minha "babá" (uma ex-empregada nossa, amiga da família) tinha passado algumas noites comigo, o que não era verdade. Tempos depois ela viu que eu estava mentindo, mas já era tarde.
Depois da encheção de saco básica veio a feliz hora dos presentes. Entre eles, estava um bermudão masculino, desses de usar dos dois lados, de tactel (eu sei lá que tecido é, é algo parecido com tactel, vocês devem saber). Eu sempre quis ter um bermudão desses, mas minha mãe nunca comprou porque ela diz que é coisa de guri (e é mesmo, só que eu não me importo). Comentei isso com minha vó.
- Ah, tua mãe que vá à m****. Ela tá muito estranha.
Minha vó vive dizendo que minha mãe não sabe criar eu e meu irmão. Não me meto, ela que fale o que quiser.
* * *
Como é comovente o amor entre mãe e filha II
Uma tarde minha "babá" e uma amiga dela vieram aqui em casa conversar com minha mãe.
- Sentiu saudade do teu irmão, Daniela? - perguntou-me minha "babá".
- Essa aí não sente saudade de ninguém! - se meteu minha mãe - No lugar do coração ela tem um tijolo. Se acertarem um tiro no peito dela ela nem vai sentir e vai dizer, durona: "Manda outra!".
É bom saber o que minha mãe acha de mim. Já tinha ouvido falar da minha frieza, mas não sabia que era tanta!

And in the night we'll wish this never ends
We'll wish this never ends
I miss you, miss you
[E à noite nós desejaremos que nunca termine
Desejaremos que nunca termine
Eu sinto sua falta, sinto sua falta]
I miss you - Blink 182

<<Jogando: Dr. Mario (nível 14! 60 vírus no frasco!)>>

ßµTT뮢µÞ, 8:07 PM

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Sábado, Fevereiro 12, 2005

Murphy tirou férias da minha vida. Mas às vezes ele me manda lembranças

Ser cética o tempo todo cansa. Até que esse negócio de colocar a culpa do que acontece de ruim nas nossas vidas em alguma pessoa é bom. Tem gente que culpa Deus, outros os astros, mas eu prefiro acreditar que a Entidade Superior que sempre me ferra é Murphy.
Vejamos. Janeiro foi um mês muito bom. Algumas coisas que poderiam dar errado deram certo. Por isso que achei que ele tinha me dado uma folga. Não necessariamente.
Aí eu resolvi que ia usar meu DVD pra olhar outras coisas além do DVD do Roxette. Fui na locadora tentar fazer uma ficha, mas só pode quem é "de maior". Constatei, então, que ter 17 anos não é muito diferente de ter 12 em algumas situações. Nada de grave. Minha mãe faria a ficha e ficaria tudo certo.
Dando uma olhada no acervo achei quatro fitas com toda a minissérie Pássaros Feridos, quase tive um ataque epilético: tava morrendo de vontade de assistir! E era só míseros R$2,50. Com um pouco de dificuldade, peguei as fitas e atirei alegremente no balcão. Maas... (sempre tem um mas) não pude locar porque minha mãe tá no SPC! Nem acreditei, mas não discuti, porque sou uma menina pacífica. Me impedir de locar um punhado de fitas de reles R$2,50 só por causa disso? Faça-me o favor!
Aí outro dia estava dentro do ônibus e ainda não tinha passado na roleta. Quando coloquei a mão no bolso da minha calça, com um pouco de dificuldade já que ele é apertado pra caramba, cadê meus R$5? Onde está meu dinheiro? Como vou pagar o ônibus? Como vou voltar pra casa? Catei algumas moedas na minha pasta e fiquei devendo 15¢, mas o cobrador nem se importou. No mínimo deve ter me achado uma golpista, ou uma desastrada mesmo.
Esse nem foi meu maior problema. O problema foi voltar a pé pra casa, 35 minutos caminhando ligeiro, com algumas subidas, no sol do meio-dia. Provavelmente pelo caminho mais longo, porque só sei um. E o dinheiro era pra pagar a passagem do dia seguinte também. Murphy provavelmente tirou o dinheiro do meu bolso (claro, como uma nota ia sair de onde eu mal conseguia colocar minha mão?) porque achou que eu estava precisando de um pouco de exercício. Mas minha mãe é boazinha, e apesar de ter me chamado de pateta me deu dinheiro no dia seguinte, o que me poupou longas horas de caminhada.
Perto das coisas boas que aconteceram, até que essas pequenas tragédias não são nada.
* * *
Encontros inesperados e felizes
Depois da minha prova de inglês estava usando o computador. Ouço uma voz familiar e alguém me cumprimenta alegremente. Era um ex-colega meu, amigo e o guri por quem fui apaixonada há quase três anos. Nem me abalei, não mais do que as pessoas costumam se abalar quando vêem um amigo que não encontram há quase dois anos. Conversamos um pouco, e eu consegui manter um nível de conversa condizente com a minha idade e meu estado mental. Em outras situações eu não conseguiria nem dizer meu nome. Mas eu consegui conversar sem ficar nervosa, mesmo tendo sido apaixonada por ele como fui.
Minhas paixonites são algo que realmente me estressa, porque elas nunca são correspondidas. Mas parei com isso. Paixões arrebatadoras com pitadas generosas de surtos psicóticos, nunca mais.
Parece que janeiro foi o mês em que finalmente coloquei juízo na minha cabeça um tanto oca.

O mundo anda muito louco
Nada mais me espanta, nada mais me espanta
Taca a mãe pra ver se quica - Dr. Sylvana & Cia.

<<Jogando: quase nada (o mané do meu irmão voltou de viagem e tomou conta do computador, jogando os joguinhos do Mario que eu fiz o favor de baixar. Isso além do FIFA 2004)>>

ßµTT뮢µÞ, 9:05 PM

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Quarta-feira, Fevereiro 09, 2005

Mulher & Homem - O mito da desigualdade - Parte VII (e acabou. Ou querem mais?)

Assim como a introdução, eu não ia postar a conclusão. Mas essa foi a primeira conclusão decente, com mais de duas linhas e meia, que escrevi.
* * *
Conclusão
Vimos com esse trabalho que os sexos são diferentes entre si, isso é inegável, mas essas diferenças não podem ser usadas como pretexto pra permitir discriminações. No nosso ponto de vista, as diferenças reais são somente as anatômicas, todo o resto, como a sensibilidade, a inteligência, tem muito mais a ver com o ser individual do que com seu sexo.
Os conceitos e pré-conceitos não são justificáveis no ponto de vista lógico. Eles só existem porque as pessoas os criaram. O "Complexo de Cinderela", o chavão "Homem não chora", não existem. As mulheres se comportam como fracas e os homens como dominadores, gerando assim toda a desigualdade, porque assim foram condicionados, desde o nascimento, no momento em que penduram os enfeites azuis ou rosas na porta do quarto na maternidade. Quando se constituem os primeiros conceitos de masculino e feminino na infância é que o mito da desigualdade toma forma.
O machismo e o feminismo são os dois lados da mesma moeda, com a diferença de que o machismo está presente na nossa cultura há séculos e é passado adiante pelas mulheres também. Não se pode dizer que as mulheres são vítimas inocentes do machismo: com certeza elas também contribuem para que ele se perpetue por gerações. As feministas, no entanto, cansaram disso e foram à luta, mesmo não tendo o apoio de muitas mulheres. O feminismo é um dos principais movimentos que visam garantir os direitos do cidadão, independentemente de seu sexo.
Não queremos, de forma alguma, que homens e mulheres se tornem seres homogêneos. O que queremos é que os dois tenham direito de exercer todas suas facetas de personalidade como ser humano, já que nossa essência é a mesma, seja homem ou mulher. Também não queremos que haja benefício de um sexo em detrimento de outro, o que é ruim para ambos. O que queremos é que os dois tenham direitos iguais, porque todos nós somos seres humanos com as mesmas necessidades.
* * *
Bibliografia
Nem ia colocar, mas o Giuvic me fez ver que isso era necessário. Aí vocês vão ver que eu não inventei as coisas.
DEL PRIORE, Mary. A mulher na História do Brasil, Editora Contexto, 1988
DOWLING, Colette. Complexo de Cinderela, Editora Melhoramentos, 1981
LINS, Regina Navarro. Na cabeceira da cama, Editora Rocco, 1999
SAFIOTTI, Heleieth. O poder do macho, Editora Moderna, 1987
STUDART, Heloneida. Mulher - Objeto de cama e mesa, Editora Vozes, 1974
WHITAKER, Dulce. Mulher e homem, o mito da desigualdade, Editora Moderna, 1988
Enciclopédia Ilustrada do Conhecimento Essencial, Editora Reader's Digest, 1998
Nova Enciclopédia Barsa, Barsa Consultoria Editorial Ltda., 2001
Jornal da Manhã, 02/03/2000
Revista Mundo Jovem, novembro 2000
Revista Galileu, Março 2001
Revista Galileu, Julho 2001
Revista Veja Especial 35 Anos, Setembro 2003
Revista Veja, 01/10/2003
Revista Superinteressante, Janeiro 2004
Revista Veja Especial Homem, Agosto 2004
Revista Aventuras na História, Outubro 2004
Revista Donna ZH, vários exemplares
http://geocities.yahoo.com.br/furacaofeminino/
http://www.diariopopular.com.br/11_05_03/mario_osorio_magalhaes.html
* * *
Eu não fiz esse trabalho sozinha, fiz com minha melhor amiga, a única pessoa que entende o meu ponto de vista, até porque o dela é igual. Mas, como sempre, fui eu quem fez a maior parte do trabalho. Se exagerei um pouco foi só pra parecer mais enfática e convincente. Se restou alguma dúvida ainda, me pergunte-me a mim mesma.
Acho que esse trabalho foi o único que eu não copiei pelo menos 95% da Barsa ou da Internet.
* * *
Só mais uma coisinha
Eu tava conversando com um amigo meu sobre como os gays são legais, cultos e inteligentes. Ele é bem legal, a gente fala sobre várias coisas, e ele me disse que só não se esforça pra ser mais culto e inteligente porque senão assim ele seria gay (obviamente eu me apaixonaria, mas achei que falar desse detalhe não era relevante. Além do mais, a última coisa que quero é me apaixonar).
É cada uma que me aparece... ¬.¬
* * *
Há alguns dias que eu não escrevo quase nada porque sempre uso o fim-de-semana pra ficar todinho na net. Isso me dá ainda cinco dias da semana pra escrever, mas a única coisa que consigo fazer quando ligo esse bendito computador é jogar os vários joguinhos que baixei.
Ou talvez seja apenas a falta de assunto.
Eita, desgraceira...

Nothing to do, nowhere to go
I wanna be sedated
[Nada pra fazer, nenhum lugar pra ir
Eu quero ser sedado]
I wanna be sedated - Ramones, ou Offspring (a trilha sonora das minhas férias)

<<Jogando: Homer's Tetris ("Oh, crap!")>>

ßµTT뮢µÞ, 1:13 AM

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Sábado, Fevereiro 05, 2005

Mulher & Homem - O mito da desigualdade - Parte VI

A última pseudocrônica.
* * *
O novo homem
Desde a década de 60, com a Revolução Sexual que marcou uma geração, quando vários tabus foram quebrados e conceitos reformulados, a mulher está mudando rapidamente. Está conquistando vários espaços e vivendo de uma maneira diferente de suas mães e avós, não se submetendo mais às vontades de um homem. Para conviver com essa nova mulher foi necessário o surgimento de um novo homem, que aos poucos está se adaptando a essa realidade.
O homem, muitas vezes, não é tão livre quanto poderia ser porque se sente na obrigação de ser o que esperam dele. A cultura que se criou, de homem provedor, líder por natureza, além se ser prejudicial para as mulheres, já que lhes tira o poder de escolha sobre seu próprio destino, é também muito prejudicial ao homem. Ele sente constantemente essa pressão e fica tenso com isso. Quando não pode ser o que espera dele entra em depressão e sua vida se degrada. Sem contar que, além de não poder ser fraco não pode, de maneira alguma, parecer fraco. Uma demonstração de fraqueza é o choro, por exemplo. Com o mito da polarização, ou seja, da mulher exatamente ser o oposto do homem, a sensibilidade ficou restrita à mulher, assim como a força ao homem. Logo, o choro é "coisa de mulher", e o homem que chora é gay.
Além de parecer sempre capaz de tudo, o homem deve parecer, principalmente, muito macho. O homem "macho" não chora nem demonstra, sob hipótese alguma, sua afetividade. Isso faz com que o homem machista não seja tão carinhoso quanto poderia ser por medo de ser classificado como "bicha". Essa vantagem a mulher tem sobre o homem, de não precisar sustentar nenhum estereótipo tão restritivo quanto esse nas relações humanas. O homem só pode demonstrar seu amor por outras mulheres, mas não pode ser mais afetuoso com um amigo pois provavelmente o chamarão de boiola.
A vaidade também foi, durante muito tempo, restrita ao sexo feminino. Somente tinham os cuidados básicos com a aparência, como fazer a barba, pentear os cabelos e tomar banho, pois a prerrogativa de ser atraente para a conquista sempre foi da mulher. Qualquer coisa a mais que isso era, evidentemente, "coisa de boiola". Já a mulher deveria sempre estar linda e cheirosa para o homem, apesar da recíproca não ser verdadeira (a mulher bem-arrumada e o homem parecendo quase um selvagem).
O homem machista, que acha que manda no pedaço, está saindo de circulação. Não há mais espaço para ele, já que a maioria das mulheres modernas não aceita ser dominada e dependente, embora muitas ainda resistam e sejam "à moda antiga".
O homem de agora é mais flexível, compreensivo, tolerante e, acima de tudo, sensível. O mito de "homem não chora" está aos poucos caindo por terra. A mulher e o homem são sensíveis da mesma maneira, mas ele sempre foi condicionado a reprimir suas emoções, se fazendo de forte o tempo todo. Agora o homem demonstra melhor seu amor por todas as pessoas e participa mais ativamente da esfera familiar. Cuidar dos filhos não é mais uma responsabilidade exclusivamente feminina, os homens já estão contribuindo e vendo como é prazeroso passar seu tempo com os filhos. O homem não é mais somente o provedor, mas também cria seus filhos, quando antes a responsabilidade de passar valores e conhecimentos era somente da mulher. Já foi visto casos em que os "papéis tradicionais" se inverteram: o homem se dispõe a ficar em casa com os filhos enquanto a mulher trabalha fora. Esse é um dos maiores reflexos da mudança de costumes.
Outro dos pontos fortes da mudança de comportamento no novo século é com relação à vaidade. Em toda a Natureza sempre são os animais machos que se "embelezam" para conquistar a fêmea, mas na espécie humana ocorre o contrário: a mulher se arruma de uma maneira sedutora para conquistar o homem. Isso também está mudando: a moda agora são os "metrossexuais" (abreviatura de "metropolitan heterosexual"), termo cunhado pelo jornalista americano Mark Simpson em 1994 para definir homens que se ocupam com atividades vistas como tipicamente femininas, como cuidados com a aparência, moda, decoração, etc. Os metrossexuais são freqüentemente taxados de gays, mas não o são, evidentemente. As mulheres estão apreciando esse novo homem culto e não-machista, que não reprime suas emoções.
Por enquanto os metrossexuais são minoria, mas tudo indica que esse será o novo padrão masculino para as próximas décadas. Para mulheres mais fortes, se necessitam de homens mais sensíveis. O novo homem está trilhando o caminho para sua liberdade de se expressar e ser o que realmente é, o que com certeza fará sua vida bem mais agradável e feliz.
* * *
O Jean do BBB é gay. E eu com isso?
Não vou discutir a maneira preconceituosa e estúpida que aquele bando de idiotas o trata. Isso não vem ao caso agora. O fato é que, antes mesmo de ele divulgar que é gay e os outros fazerem piada eu já sabia que ele podia ser.
Vejamos. Ele sempre pareceu ser, de longe, o cara mais inteligente e culto da casa. É o único que conversa de um jeito decente, trata todos bem, é simpático, um amor de pessoa. O médico lá admitiu que conhecimentos gerais não era com ele, veja só. E o Jean era o único que sabia de onde que veio a expressão "paredão". Enfim, pelo menos por enquanto eu o acho tudo de bom, meu sonho de consumo. Queria que pessoas assim existissem. Mas, veja a ironia do destino: essa pessoa tão legal simplesmente não está ao meu alcance nem de qualquer outra mulher porque é gay! Me corrijam as que discordam, mas não é com mais ou menos isso que as mulheres sonham? Pelo menos eu, já disse isso. Não, isso não é justo! Por que é sempre assim? Se eu acreditasse que Deus existe diria que ele tem uma implicância com as mulheres, criando ilusões como essas.
Os metrossexuais são uma propaganda enganosa apenas. Parecem ser tão diferentes dos outros mas, no fundo, devem ser a mesma coisa. E, além do mais, eles ainda não chegaram a Ijuí.

Come on let me hold you touch you feel you
Always
Kiss you taste you all night
Always
[Vamos, me deixe te abraçar, te tocar, te sentir
Sempre
Te beijar, te provar a noite inteira
Sempre]

Always - Blink 182
<<Jogando: Super Mario World (esse joguinho do dinossaurinho é moderno demais perto dos outros)>>

ßµTT뮢µÞ, 3:52 PM

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Algo sobre mim, humpf
Daniela, agora "dimaior". Ijuí, RS.
Apesar de todos os esforços, uma guria boazinha demais. Seu egoísmo constante contrasta com seu altruísmo porque, apesar de tudo, gosta de ajudar os outros e ver as pessoas felizes. Por vezes vingativa e rancorosa, mas incapaz de fazer algo realmente ruim para alguém, por mais que tente. Tem especial talento para segura-vela e capacho. Gosta sempre das pessoas erradas e sempre se dá mal. Dura demais consigo mesma, mas orgulhosa dos seus talentos (que não são muitos). Às vezes é considerada metida. Não enxerga coisas óbvias, provavelmente por causa de seus sete graus de miopia. Acredita nas mentiras e duvida das verdades. Extremamente civilizada. Sempre atravessa a rua nas faixas de segurança e espera o sinal para pedestres abrir. Mas não olha para os dois lados antes de atravessar a rua. Adora livros, cedês, devedês, roupas e esmaltes coloridos, mais ou menos nessa ordem. Capitalista e materialista, adora dinheiro (embora não o tenha o suficiente para esbanjar). É péssima jogadora de xadrez.
Terminou o Ensino Médio e agora faz o estágio pra se formar no bendito curso de eletrotécnica. Aliás, começou esse curso apenas para aloprar na escola, mas acabou tomando gosto. Isso não quer dizer, contudo, que passará o resto de sua vida enganchando fios; seu futuro é como uma estilista rica e famosa.
"A influência da família sobre seus sentimentos (tais como satisfação e materialismo), também com relatos do seu dia-a-dia e reflexões sobre o mesmo, com uma boa articulação e um pouco de contentamento consigo mesma."
Descrição da Bel.

(Mau) humor

Meu humor atual - i*Eu!

Óquei, eu me rendo...
Emessene
Orkutchê
Fotolog =P
Apanhado de Pensamentos Aleatórios

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Template toscamente feito pela minha pessoa no Paint e FrontPage. Imagem encontrada no Getty Images, hospedagem no Blogger e comentários Haloscan.
Se alguém quiser me doar um template, apesar de eu ser enjoada pra caramba, eu aceito, ok?

Eu sei que meus textos são longos e entediantes, mas eu não consigo escrever de outra maneira. Tenha paciência e leia até o fim, por favor.
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