
Sábado, Janeiro 29, 2005
Mulher & Homem - O mito da desigualdade - Parte V
Eis mais uma pseudocrônica.
Domingo, Janeiro 23, 2005
Mulher & Homem - O mito da desigualdade - Parte IV
Agora, o que se segue, é a minha dissertação, que escrevi na forma de pseudocrônicas. Eu realmente gosto do que escrevo e às vezes até acho que tenho algum talento.
Sábado, Janeiro 22, 2005
Mulher & Homem - O mito da desigualdade - Parte III
Eu não ia postar nenhuma entrevista. Mas essa aqui, de um colega meu, eu adorei e não vi como não publicar.
Quinta-feira, Janeiro 20, 2005
Mulher & Homem - O mito da desigualdade - Parte II
Fui pegar meu boletim essa semana. Olhei minha nota de filosofia e cheguei a brilhante conclusão de que tirei nota máxima na apresentação do trabalho também! Viva! Pelo menos no último trimestre tirei nota máxima em filosofia. E de uma maneira honesta.
Segunda-feira, Janeiro 17, 2005
Mulher & Homem - O mito da desigualdade - Parte I
Cá está o meu trabalho de filosofia, que passei meses fazendo. Li livros, revistas, sites, enfim, me joguei, me dediquei. Estava convencida de que menos da nota máxima eu não tiraria. Faria o professor ver que eu não merecia menos que isso. De fato, tanta dedicação valeu a pena: tirei 20, valendo 20, na parte escrita. Só na apresentação eu não sei. Eu nunca tinha convencido o professor a me dar nota máxima num trabalho. Mas agora eu fiz por merecer. Pena que nesse ano não teremos filosofia...
Sexta-feira, Janeiro 14, 2005
Eu tenho uma séria dificuldade em entender as poesias que os outros escrevem. Nunca sei se interpretei certo. Por isso eu não espero que alguém entenda (ou sequer leia).
Sábado, Janeiro 08, 2005
Eu morro de inveja de Meggie Cleary, ou Como as meninas de quatro anos são graciosas
Sábado, Janeiro 01, 2005
Promessas e resoluções para este ano
* * *
A dependência da mulher
A mulher, desde pequena, é criada num ambiente que não favorece a sua independência. Hoje em dia as coisas já estão mudando, os costumes estão sendo reformulados, mas antigamente isso era diferente.
A menina é criada de maneira a ser dócil, educada, amável, comportada. Já o menino é estimulado a ser agressivo, ativo, competitivo. Percebe-se isso nas brincadeiras: a menina brinca de casinha, de escolinha, brincadeiras que a ensinam a cuidar dos outros, o que ela fará futuramente, e também a ser passiva; o menino brinca de polícia e bandido, sobe em árvores, joga futebol, corre, brincadeiras que estimulam a competição e a ação, o que fará com que ele "domine" no futuro. Claro que hoje as coisas são diferentes, as meninas não são obrigadas a ficar trancafiadas em casa com suas bonecas, mas os meninos não experimentaram essa incursão nas brincadeiras "femininas".
Antes da crescente participação da mulher no mercado de trabalho, seu campo de atuação era, evidentemente, o doméstico. A menina aprendia desde pequena a ser uma dona-de-casa prendada, o que com certeza lhe garantiria um bom casamento e segurança. Enquanto morava com os pais, a menina precisava sempre da aprovação do pai para seus atos; com o casamento, essa responsabilidade passava para o marido. Como o homem trabalhava fora e garantia o sustento da família, a mulher se sentia na obrigação de, no mínimo, ser uma ótima esposa, para retribuir o grande favor que seu marido lhe fazia, de a resguardar dos "perigos" do mundo externo. À mulher cabia única e exclusivamente a tarefa de cuidar da casa e criar os filhos, ao homem não competia esses assuntos, ele apenas tinha que trazer dinheiro para dentro de casa.
Como a mulher não tinha nenhuma fonte de renda, ficava presa ao marido, mesmo com um casamento infeliz, por sua impossibilidade de arranjar meios de sustentar a ela e aos filhos. Mesmo depois que as mulheres começaram a trabalhar, pelo menos nos primeiros anos após essa mudança, as coisas não foram muito diferentes. Muitas mulheres independentes, que trabalhava e ganhavam seu próprio sustento, após o casamento deixavam os empregos e viravam donas-de-casa, por causa da segurança e estabilidade financeira adquirida. Ou seja, se regredia a situação de antes, quando a mulher esperava que alguém (pai, marido) fosse cuidar dela. A esse fenômeno se dá o nome de "Complexo de Cinderela": a mulher não se sente responsável por sua vida, tem a crença de que, não importa o que aconteça, ela sempre será "salva".
Então, muitas vezes, a mulher não se sente segura do que está fazendo e deseja que um homem aprove seu trabalho. Ela pode achar que a opinião de um homem vale mais. Sendo assim, permanece dependente dele. Mesmo depois de décadas de mudanças, eu já pude observar esse comportamento pouco "moderno" no meu cotidiano.
No começo do ano fiz um curso de moda. Havia vinte e poucos alunos e somente um homem, de vinte anos. Entre as alunas havia gente de várias idades. Parte do "núcleo jovem" se centrou no colega homem. Desenhávamos, criávamos bastante e sempre mostrávamos para nosso colega, pra ver se "estava bom". Fazíamos isso porque ele cursava faculdade, era mais experiente, sabia desenhar muito bem e tinha um senso crítico bom (na verdade, ele avacalhava com nossos desenhos quase sempre). Tudo que fazíamos era para agradá-lo, mesmo as críticas sendo um pouco duras. Conscientemente fazíamos isso porque ele sabia mais que nós, mas inconscientemente isso poderia estar acontecendo por ele ser o homem, aquele cuja opinião vale mais e a quem temos que agradar.
Outro exemplo do dia-a-dia é no curso de eletrotécnica. São menos de dez alunos e somente eu outra menina. Fazemos os trabalhos sempre juntas, inclusive as instalações, apesar da nossa insegurança e de acharmos que não dará certo. Algumas vezes temos medo de não estarmos fazendo do jeito certo, para ficarmos tranqüilas temos que perguntar para algum colega como se faz. Mesmo tendo capacidade (senão não teríamos chegado até a 4ª etapa), ficamos, de uma certa forma, "dependentes" dos garotos (ou seja, de homens) e da sua ajuda.
Aos poucos as mulheres estão se libertando da sua dependência, que é algo que já está incutido na nossa cultura e na mentalidade popular. Esse é um processo longo que ainda levará anos para se concretizar completamente. É um passo importante para a mulher conquistar a igualdade, tanto de direitos como de deveres.
So I learn from my mistakes
It's beyond my control
Sometimes it's best to let go
[Então eu aprendo com meus erros
Está além do meu controle
Às vezes é melhor deixar pra lá]
Alive - P.O.D.
<<Jogando: Dr. Mario (me viciei nesse joguinho do Mario com suas pílulas)>>
E que fique claro que essa é apenas a minha opinião. É a minha maneira de pensar, baseada em fatos reais, claro. Eu não invento dados, eu exponho o meu ponto de vista. Isso se aplica a tudo que escrevo, sempre.
* * *
As diferenças biológicas
O homem é formado pela junção de um cromossomo X com um Y, a mulher possui dois cromossomos X. O óvulo da mulher sempre possui o cromossomo X, o que de fato define o sexo da criança é o espermatozóide, que tanto pode ser X como Y. Logo, o que define o sexo da criança é o material genético do pai. Em algumas culturas a mulher é discriminada pelo marido e pelos outros se gera mais filhas do que filhos, mas se existe algum "culpado" disso, ele seria o pai.
Quando as meninas nascem, já possuem, em níveis de desenvolvimento, uma vantagem de quatro a seis semanas sobre os meninos. Quando entram para o Ensino Fundamental, essa vantagem é de aproximadamente um ano. Nos primeiros anos de escola os meninos não têm uma coordenação motora muito boa e seu desenvolvimento cerebral é mais lento.
Na pré-adolescência, os hormônios sexuais começam a agir com cerca de dois anos de atraso nos meninos com relação às meninas. Isso explica porque as meninas parecem ser tão mais maduras do que os meninos da mesma idade e porque geralmente se interessam por meninos mais velhos nos primeiros anos da adolescência.
O cérebro do homem é cerca de 130g mais pesado do que da mulher. A mulher possui cérebro menor obviamente por causa da sua constituição óssea: sua caixa craniana é menor, então não seria possível ter um cérebro do mesmo tamanho que o masculino. O homem tem cerca de quatro milhões de neurônios a mais, o que não chega, necessariamente, a constituir uma vantagem.
O cérebro é dividido em dois hemisférios: o hemisfério esquerdo, que controla as atividades artísticas, a criatividade e a emoção, e o hemisfério direito, que é responsável pela lógica matemática e pelo raciocínio. Os homens apresentam menor número de conexões cerebrais entre o lado direito e o lado esquerdo. As mulheres as possuem em maior número e mais rápidas.
A mulher tem mais facilidade em atividades lingüísticas e de envolvimento com as pessoas (tais como medicina e magistério); o homem é mais habilidoso em atividades espaciais abstratas e técnicas em geral (como engenharia, matemática, computação). Isso não quer dizer que as mulheres não possam atuar em áreas de raciocínio lógico e que os homens não possam se envolver em atividades que exijam relacionamento emocional com as pessoas, já que as habilidades dependem de cada indivíduo.
A constituição física também é bem diferente no homem e na mulher, em parte por causa dos hormônios que atuam em cada um. No homem o hormônio predominante é a testosterona, que lhe dá músculos, ossos fortes, agressividade e competitividade. Foi comprovado que os níveis de testosterona em torcedores de times de futebol que ganharam uma partida é maior do que nos torcedores do time que perderam; outra pesquisa feita com um grupo de presos mostrou que os mais violentos eram os que possuíam mais testosterona. O desempenho dos homens em esportes costuma ser melhor do que o das mulheres. A pele dos homens é mais oleosa do que das mulheres e eles transpiram mais.
Já nas mulheres, o hormônio mais atuante é o estrogênio, mas elas também possuem, em pequenas porcentagens, o hormônio testosterona. É a diferença de nível de estrogênio ao longo do mês que pode deixar a mulher sensível, agressiva, etc. Na mulher a porcentagem de gordura é maior do que a de músculos, pois a gordura corporal é utilizada na produção de estrogênio, e confere ao corpo contornos mais arredondados. A resistência física da mulher costuma ser menor porque sua capacidade de absorver oxigênio também é menor, o que causa mais desgaste.
Depois do que foi dito, pode-se concluir que não há um sexo melhor ou com mais vantagens do que o outro, mas cada um possui diferentes habilidades e interesses que se complementam de uma maneira geral. A constituição corporal não serve, de modo algum, para justificar preconceitos.
* * *
Desconsidere essa parte se quiser, não tem nada a ver com o trabalho
Agora eu sou a criança mais feliz do mundo porque consegui baixar o emulador do NES e a rom do Super Mario Bros. 3! Tive uma onda de nostalgia repentina e me atraquei a catar roms do NES. Meu Dynavision 3 é uma imitação barata dele, mas quebra o galho. O único problema é que eu não me acerto muito bem pra jogar com o teclado e ainda não consegui fazer o Mario pegar as tartaruguinhas. Como é que faz? Falta de coordenação motora é foda...
<<Vendo: Livin' on the edge - Aerosmith (minha mãe insiste em dizer que o Steven Tyler é o Ralf, irmão do Christian)>>
* * *
Entrevista
Pergunta: Você acha que hoje ainda há a mentalidade de que alguns comportamentos são próprios de cada sexo? Por quê?
Sim. Pois a sociedade, mesmo no século XXI ainda não superou os preconceitos que existem há séculos. Obviamente preconceitos estes quanto à mulher, por mais que possam existir preconceitos contra algumas profissões para os homens, como por exemplo dos dançarinos (de balé, mais precisamente). Mas a "distinção" que você me perguntou com certeza existe, e como eu já disse, muito mais com as mulheres. Claro que estamos evoluindo, caminhando para o fim disso, mas isso acontece aos poucos.
A mulher ainda é discriminada, por coisas até mesmo onde ela provavelmente é melhor, como por exemplo no trânsito, mas sempre tem aquela frase: "Mulher no volante, perigo constante".
Mas como eu já disse, essas visões antiquadas aos poucos vão sendo superadas. Quem sabe um dia na História não serão as mulheres na situação dos homens de hoje, com uma importância superior na sociedade?
Ah, ainda me lembro do caso das mulheres em países do Oriente Médio e em outros países da Ásia, onde são proibidas de trabalhar pelo fato de os "machos" as valorizarem tanto.
Se tivermos um exemplo a seguir acho que é o das tribos indígenas, onde homens e mulheres têm os mesmos valores na sociedade, apesar de eu nunca ter visto ou ouvido falar de uma cacique.
Acho que é por aí, mas saiba que não por ser contra o machismo que sou a favor do feminismo!
O feminismo que você fala é o radical, que acha que a mulher é melhor que o homem? Isso é raridade, o feminismo agora quer a igualdade de direitos para homens e mulheres.
Sim! Mas como você disse, "é raridade" e eu não sou a favor. Eu não sabia que era tão raro, mas que bom que é!
* * *
Desconsidere essa parte se quiser, não tem nada a ver com o trabalho
Esses dias passou em Sessão da Tarde o filme O Gênio do Videogame. Não vi o filme inteiro, só o fim, a parte em que mostra o campeonato com três crianças competindo. Alguém prestou atenção no jogo além de mim? Se sim, viu que era um jogo do Mario em que ele voava e tal. O mais legal é que eu tinha uma fita de videogame daquele jogo! Não sei onde está, mas não faz diferença, já que meu bom e velho Dynavision 3 já se aposentou. Eu adorava aquele jogo, é muito massa! E até que jogava razoavelmente bem, sabia alguns truquezinhos.
Estou morrendo de preguiça de procurar... Então será que alguém poderia me dizer algum site, além do Fliperama, em que eu possa baixar joguinhos do Mario? Obrigada.
<<Vendo: Behind the sun - Red Hot Chili Peppers (esse clipe parece propaganda da Faber-Castell)>>
* * *
Curiosidades
O mito de "mulher no volante, perigo constante" pode ter surgido da suposta dificuldade das mulheres em lidar com o mundo abstrato e espacial (exigido quando se está no volante), mas como as mulheres são mais prudentes são melhores motoristas.
Acredita-se que a forma extrema do cérebro masculino se apresente no autismo. As pessoas portadoras dessa doença podem passar horas a fio envolvidas com sistemas lógicos, mas tendem a se isolar do mundo porque acham os relacionamentos sociais muito confusos. Provavelmente não existe uma forma extrema do sexo feminino (ou seja, uma pessoa com empatia demais) e, mesmo se existisse, não seria prejudicial nem considerada doença como o autismo.
No começo do século XX foi criada na Inglaterra a União Social e Política das Mulheres (em inglês, WSPU), que lutava pelo direito das mulheres ao voto. Suas ativistas eram bastante radicais, seu lema era "Ações, não palavras". Recentemente a Scotland Yard a classificou como a primeira organização terrorista do país.
Segundo o filósofo grego Aristóteles, a natureza feminina era um defeito. Dizia que o corpo da mulher era inacabado (só ficaria completo com sêmen) e que o filho que se parecesse com a mãe, e não com o pai, tinha herdado características monstruosas.
O célebre episódio que é sempre lembrado como um dos marcos do movimento feminista, a queima de sutiãs em praça pública, na verdade nunca aconteceu. No dia 7 de setembro de 1968, durante a eleição da Miss América, em Atlantic City, nos Estados Unidos, do lado de fora do teatro uma centena de mulheres gritava lemas de protesto contra os padrões de beleza impostos, principalmente. Elas organizaram uma "lata de lixo" onde queimariam objetos que simbolizavam a feminilidade e sua degradação, tais como cílios postiços, revistas femininas, sapatos de salto alto, detergentes e sutiãs, só que a prefeitura não autorizou o uso de fogo.
Um fenômeno bastante comum desde que as mulheres entraram de vez no mercado de trabalho é a desvalorização de profissões onde há um grande contingente feminino. As mulheres sempre foram mais mal remuneradas, quando há um grande número delas isso passa a ser uma "regra" na profissão, e os homens a abandonam em busca de empregos melhores. Essa pode ser uma possível origem para a desvalorização do magistério, área predominantemente feminina.
A mulher ainda está em muita desvantagem no mercado de trabalho. As mulheres brasileiras têm geralmente um ano a mais de escolaridade do que os homens e mais cursos e especializações, mas ganham em média 40% a menos do que um homem desempenhando a mesma função. Ou seja: são mais bem-preparadas e ganham menos. Essa é uma das maiores injustiças que há no Brasil.
A suposição de que os homens nasceram pro trabalho braçal e as mulheres para "ficar em casa" também é um tanto equivocada. Nas plantações de cana-de-açúcar no Nordeste o maior contingente de cortadores de cana é feminino, mesmo sendo um trabalho extremamente pesado, enquanto que os homens vão para as cidades próximas buscar um emprego melhor. Ou seja, reforça-se a crença de que a mulher ocupa espaço no mercado de trabalho onde há menos prestígio e ganhos.
A participação feminina na política não é muito relevante. Pesquisas mostram que países onde a participação feminina é pequena pagam um alto preço com relação a seu desenvolvimento e combate à pobreza. Ou seja, países onde a igualdade é menor (ou seja, os mais machistas) são mais pobres, muito simples.
Then she runs her fingertips through your hair
Your life has just begun
[Então ela passa a ponta dos dedos dela pelo seu cabelo
Sua vida recém começou]
Fingertips - Roxette
Não vou postar o trabalho inteiro, porque senão ia ficar muito extenso. Quer dizer, mais extenso. Não ia colocar a introdução, mas essa foi a primeira introdução que consegui escrever mais de três linhas.
* * *
Introdução
Procuraremos mostrar com este trabalho o grande abismo que ainda há separando homens e mulheres. Discutiremos as diferenças físicas entre os sexos, idéias que foram incorporadas à nossa cultura, preconceitos e maneiras de mudar a realidade, fazendo uma maior integração entre homens e mulheres.
Escolhemos esse tema pois achamos muito interessante de ser pesquisado. É algo com que convivemos todo dia, presenciamos sempre cenas, mesmo sutis, de preconceitos contra homens e mulheres. Quem não acha que todo cabeleireiro é gay? Quem não pensa que a mulher ainda é o "sexo frágil"? São idéias antiquadas e retrógradas, que não têm, e nunca tiveram, nenhum fundamento, mas de alguma forma se incorporaram à nossa vida de tal maneira que muitas vezes nos acostumamos a pensar assim e não discutimos.
A desigualdade não é um mito, de forma alguma. Diferenças entre os sexos existem sim, isso é inegável, só que elas não podem ser usadas como pretexto para aceitar ou não algumas atitudes. Não há nada que seja da "natureza feminina" ou da "natureza masculina": nos sentimentos todos são iguais, mulheres são tão agressivas quanto os homens, assim como estes também são bastante sensíveis. Tudo que se fala sobre o comportamento de homens e mulheres é mito.
A situação social hoje está muito melhor do que há quarenta anos atrás, por exemplo, mas ainda há muito para ser feito a respeito. Só no dia em que as mulheres e os homens puderem fazer as mesmas coisas e terem os mesmos direitos viveremos num mundo justo e as pessoas poderão ser felizes em sua plenitude.
* * *
Desconsidere essa parte se quiser, não tem nada a ver com o trabalho
Eu queria mudar de template. Mas eu não sei fazer templates. Eu jurei pra mim mesma que eu nunca mais ia me meter a fazer o que não sei. Mas eu não vou resistir. Se bem que tudo tem uma primeira vez, a gente tem que tentar, porque se não tentar nunca vai conseguir, e a prática leva à perfeição, ou quase. Já pensou se a gente fosse ter medo de tudo que fosse novo? Não ia fazer nada nunca. Às vezes não dá certo, às vezes dá. Por isso a gente tem que continuar tentando, só assim a gente evolui.
[você filosofando é um porre, Daniela]
Deu, parei de filosofar. É que estou exalando felicidade por todos os poros do meu corpo e eu não consigo me controlar. Mas logo logo acontece algo terrível e essa felicidade some, é sempre assim. But enjoy the moment!
Life is beautiful as you are today
If you have one life to live...
Let's live it today
[A vida é bela como você está hoje
Se você tem uma vida pra viver...
Vamos vivê-la hoje]
Give me tonight - Flarow
Como às vezes esqueço a minha modéstia trancada no guarda-roupa, digo: eu gosto dos meus poemas, não importa se você achar um lixo. Só consigo escrever poemas quando estou triste. Num momento de fossa/depressão consegui até escrever a paródia da Canção do Exílio ("Minha terra tem palmeiras/Onde canta o sabiá...") que a professora de literatura mandou. Me pergunto: por que não tenho crises de tristeza repentinas na aula de literatura e escrevo algo que preste quando preciso?
* * *
Da série: "Poeminhas toscos que eu só consigo escrever quando estou deprimida"
Você merece os parabéns, pois conseguiu pisar nos meus sentimentos como ninguém jamais tinha conseguido
Parabéns por transpor a muralha que me protegia
Muito obrigada por me fazer chegar à conclusão de que não sou tão forte assim
Obrigada, muito obrigada, por essa punhalada
Obrigada por puxar meu tapete e me fazer cair de cara no chão
Obrigada por me fazer vítima do escárnio de todos
Obrigada pela sua falta de respeito
Obrigada pelo seu sarcasmo desmedido
Obrigada por me fazer de otária
Obrigada por me trair
Obrigada por ignorar meus sentimentos e achar que eu sou imune a tudo
Obrigada por me fazer ver que toda a raiva que eu já tinha sentido por alguém na verdade ainda é pouca
Obrigada por me fazer perceber que não existem pessoas perfeitas
Obrigada por me fazer perceber que a gente pode se decepcionar com quem menos espera
Obrigada por destruir qualquer boa impressão que eu tinha a seu respeito
Obrigada por me fazer ver que eu não posso acreditar em ninguém
Obrigada, muito obrigada, por me magoar tanto
Obrigada por me fazer ver que, no fundo, você não vale nada
* * *
Eu disse que provavelmente ia ficar um tempo sem postar algo que prestasse. Não reclamem, todos foram avisados.
I could never hurt someone I love
[Eu jamais poderia machucar alguém que amo]
Vulnerable - Roxette
"(...) Estava sentada num tamborete alto, perto do fogão, e Fee a penteava, como sempre, para ir à escola; era um negócio complicado. O cabelo de Meggie tinha uma tendência natural para encaracolar, o que a mãe considerava uma sorte muito grande. As meninas de cabelo liso viam-se em papos de aranha mais tarde, quando cresciam e tentavam produzir, com fios finos e lisos, massas gloriosas de cabelo ondulado. À noite, Meggie dormia com os cachos, que lhe chegavam quase até os joelhos, penosamente enrolados em um pedaço de um velho lençol branco rasgado em longas tiras e, todas as manhãs, trepava no tamborete para que Fee lhe desatasse os trapos e rematasse os cachos.
Usando uma escova de cabelo Mason Pearson, Fee pegava um longo e desgrenhado cacho na mão esquerda e escovava-o destramente em torno do dedo indicador até transformá-lo numa brilhante e grossa salsicha; em seguida, retirava com cuidado o dedo do centro do rolo e sacudia-o, convertendo num cacho comprido, invejavelmente grosso. Repetia a manobra umas doze vezes, os cachos da frente eram depois reunidos no alto da cabeça de Meggie com uma fita branca de tafetá recém-passada a ferro, e ela estava pronta para o dia. Todas as outras meninas iam à escola com o cabelo entrançado, reservando os cachos para ocasiões especiais mas, nesse ponto, Fee era inflexível; Meggie teria cachos o tempo todo, por mais difícil que fosse arranjar, cada manhã, os minutos necessários para amanhá-la. Se soubesse das coisas, Fee perceberia que sua boa vontade era mal orientada, pois a filha possuía, sem sombra de dúvida, o cabelo mais bonito de toda a escola. Insistir nesse fato com cachos, todos os dias, só servia de atrair para Meggie muita inveja e aversão."
Pássaros Feridos, Colleen McCullough, pág 42
* * *
Nesse trecho Meggie estava com quatro anos. Bem, quando eu tinha quatro anos meu cabelo era quase tão comprido, talvez não tão encaracolado, quanto o de Meggie, mas em vez de ser furiosamente vermelho, era preto e brilhante. As pessoas achavam lindo meu cabelo. Claro, era minha mãe quem cuidava, o que ajudava bastante. Ela lavava e escovava pacientemente (pelo menos é isso que eu espero), só que era difícil ter um cabelo desse comprimento no verão. As pessoas sempre elogiavam minha mãe e, quando vêem fotos minhas, não acreditam que eu tive o cabelo daquele jeito. Na verdade, nem eu acredito. É duro o que o tempo faz com as pessoas. Se for comparado ao estado que está agora, diria que foi uma decadência muito grande. As amigas da minha mãe só faltaram chamá-la de criminosa quando ela decidiu cortar o meu cabelo, que estava pela cintura, e o deixou mais ou menos pelo ombro. Fez isso porque eu ia entrar na escola, e era meio impossível ir para o jardim de infância com aquele cabelão.
Minha mãe adora me chamar de irresponsável. Quando não diz que meu quarto está uma bagunça, diz que meu cabelo está mal cuidado e era muito melhor quando a responsável por ele era ela. Isso eu tenho que admitir. Mas ela precisa ficar me lembrando disso?
* * *
Minha vó e o controle remoto, ou Motivos para xingar meu irmão
Estava eu, tranqüilamente, diante do computador com meu fone de ouvido ensurdecedor. Minha vó vem até o quarto, reclamando do meu irmão.
- Não sei o que ele fez que a tevê não pára ligada. E a gente tem que agüentar essa peste, ele tá ficando maluco.
Guardei minha observação de que a possível maluca nessa casa fosse ela. Peguei o controle remoto e liguei a tevê. A tela ficou preta. No entanto, a luzinha verde do stand-by não estava acesa; logo, a tevê não desligou, mas não aparecia nenhuma imagem. Conclusão a que cheguei: a tevê estava na opção Vídeo. Apertei o botão "Vídeo" e - ooh! - a imagem que apareceu foi a da novela das sete.
Minha vó me agradeceu. Quando estava voltando pro quarto encontrei minha mãe, e ela me fez uma cara de "Não, não... Eu mereço isso?". Não. Ninguém merece.
* * *
Alívio, ou Finalmente uma família de verdade
Minha vó e meu irmão foram pra casa de meus tios na Capital essa semana. Isso é ótimo, fica somente minha mãe e eu, perfeito. Bem menos estresse.
Não tem ninguém pra ficar especulando sobre minha vida; ninguém pra querer saber quem era "aquele guri" comigo na rua; ninguém pra deixar a geladeira aberta um tempão; ninguém pra querer saber da vida dos vizinhos; ninguém pra carregar um radinho a pilha cujo som se espalha pela casa inteira; ninguém pra vedar todos os buraquinhos da casa; ninguém pra dar pontapés no cachorro; ninguém pra dar boa-noite ao William Bonner; ninguém pra encher de sal a comida; ninguém pra falar aos berros no telefone; ninguém pra colocar os jornais velhos debaixo da almofada do sofá; ninguém pra fechar a janela do meu quarto antes que encha de mosquito; ninguém pra arrumar minha cama quando saio.
Não tem ninguém pra sentar no meu lugar do sofá; ninguém pra ficar trocando de canal a tevê o tempo todo; ninguém que passa o dia inteiro jogando FIFA 2004 e me perguntando o que significam os comandos em inglês; ninguém que eu tenho que tirar quase a tapas da frente do computador sempre que quero entrar na net; ninguém que traz o cachorro pra dentro de casa e depois não quer que o tire; ninguém pra jogar bola dentro de casa; ninguém pra dormir no sofá sem tomar banho; ninguém pra reclamar que meu copo de refrigerante tem mais; ninguém pra me incomodar o dia inteiro e que tenho vontade de jogar da escada.
Paz, afinal.
My heart is like an open highway
That's only waiting you go through
[Meu coração é como uma estrada aberta
Apenas esperando você atravessar]
Open Highway - Flarow
Mesmo sabendo que a probabilidade de cumprir um décimo das promessas é remota, não deixo de fazê-las. Parece que elas dão um sentido à vida (ok, colocação estúpida). Que graça tem tomar champanha e assistir à queima de fogos sem refletir sobre o que realmente se quer no ano que começa? Por isso que fins de ano me deprimem. Detesto começar o ano, mesmo sabendo que isso não passa de uma mera maneira de contar e controlar o tempo e pouca diferença fará se for janeiro, abril ou agosto. De qualquer forma, não consigo me convencer disso. E as páginas vazias da minha agenda me angustiam. Odeio janeiros.
Cumpri algumas promessas que me propus para ano passado, mas não sei se isso me motivará a prometer alguma coisa. Eu sei que não resistirei e farei a famigerada "listinha de resoluções". Bom, me esforçarei para não querer coisas muito impossíveis.
* * *
Pequena retrospectiva
Esse ano digamos que foi massa. Fiz várias coisas divertidas, como o curso de moda que encerrou com um desfile (foi um estresse só, mas amei). Dei uma aloprada básica com a galera, porque se divertir é essencial.
Foi nesse ano também que eu descobri como sou frágil. Ou passaram da conta comigo, sei lá. Fui até o limite que a paciência e a frieza capricorniana podem suportar. Meu mundo caiu e se espatifou em dois milhões de pedacinhos, mas nada que um Super Bonder e um pouco de boa-vontade não possam consertar. Enfim, tentaram (e conseguiram) puxar meu tapete, mas sobrevivi.
Por incrível que pareça, esse ano eu não levei nenhum fora. Pelo menos no meu conceito de fora. Talvez porque eu tenha deixado de ser uma pessoa totalmente mala-sem-alça e sem noção bastante persistente e que sempre quebra a cara. Aconteceu exatamente o contrário, o que me espantou bastante.
Tá bom, eu paro aqui. Tá muito chato esse negócio, eu sei. Chega.
* * *
Sim, eu amo ser clichê, mas infelizmente estou sem paciência
Ainda no clima fim/começo de ano, eu ia fazer uma listinha de todas as pessoas queridas, fofas e legais que passaram pela minha vida de alguma forma nesse ano, tanto meus amigos "reais" quanto o pessoal da net, dos bate-papos e dos blogs que freqüento. Mas, para sorte de vocês, isso vai ter que ficar pro próximo ano. Não mais esgotarei vossa paciência. Mesmo assim, mando um beijo pro meu pai, pra minha mãe e pra você pros meus amigos e pro pessoal que admiro, supondo eu que estas pessoas irão saber quem são.
* * *
As pessoas podem fazer aniversário em dezembro
Perto do Natal fui a uma livraria comprar um cartão de aniversário para minha melhor amiga, que faz aniversário nessa época. Cheguei à livraria, dei uma olhada rápida e vi a seção de cartões. Fui vê-los, revirei um pouco e percebi que só havia cartões de Natal. Comecei a esbravejar em silêncio (sim, a estressadinha aqui xinga as coisas antecipadamente): "Puxa vida, será que esqueceram que as pessoas também fazem aniversário nessa época?". Quando estava quase indo embora dei mais uma circulada e vi que os cartões de aniversário estavam onde sempre estiveram. Escolhi o cartão e fui embora.
Nos meus presentes de aniversário raramente eu encontro um adesivo ou etiqueta diferente do desenho de um Papai Noel escrito "Feliz Natal". Puxa vida, será que ignoram que nem todos os presentes comprados na época de Natal são para ser dados no Natal? Será que esquecem que outras pessoas além de Jesus Cristo também nasceram?
* * *
Só pra avisar: provavelmente minha inspiração ficou trancada em alguma sala sombria do subsolo da Escola Técnica Estadual 25 de Julho (aquele lugar é assustador). Ou na oficina de ensaio de máquinas. Ou vagando pelo pátio interno da escola à la Carandiru. Ou no bar da esquina onde a gente ia beber coca-cola. Enfim, só pra justificar a provável falta de textos recentes, já que nessas feriazinhas não acontece nada. Maas... Pra não dar motivo para meus 0,06 leitores cortarem os pulsos, postarei algumas baboseiras que escrevi durante o ano e que não deu pra postar antes porque (milagrosamente!) acontecia algo melhor. Aguardem!
<<Escutando: A thing about you - Roxette (esse fone de ouvido ainda vai me deixar surda)>>
Algo sobre mim, humpf
Tentando colocar o assunto em dia
Diretamente de Pequena Londres
Pensamentos desconexos de uma míope autista
Uma caipira na cidade mais maior de grande, ou Dia...
Uma caipira na cidade mais maior de grande, ou Dia...
Uma caipira na cidade mais maior de grande, ou Dia...
Créditos
Daniela, agora "dimaior". Ijuí, RS.
Apesar de todos os esforços, uma guria boazinha demais. Seu egoísmo constante contrasta com seu altruísmo porque, apesar de tudo, gosta de ajudar os outros e ver as pessoas felizes.
Por vezes vingativa e rancorosa, mas incapaz de fazer algo realmente ruim para alguém, por mais que tente. Tem especial talento para segura-vela e capacho. Gosta sempre das pessoas erradas e sempre se dá mal.
Dura demais consigo mesma, mas orgulhosa dos seus talentos (que não são muitos). Às vezes é considerada metida. Não enxerga coisas óbvias, provavelmente por causa de seus sete graus de miopia. Acredita nas mentiras e duvida das verdades.
Extremamente civilizada. Sempre atravessa a rua nas faixas de segurança e espera o sinal para pedestres abrir. Mas não olha para os dois lados antes de atravessar a rua. Adora livros, cedês, devedês, roupas e esmaltes coloridos, mais ou menos nessa ordem.
Capitalista e materialista, adora dinheiro (embora não o tenha o suficiente para esbanjar). É péssima jogadora de xadrez.
Terminou o Ensino Médio e agora faz o estágio pra se formar no bendito curso de eletrotécnica.
Aliás, começou esse curso apenas para aloprar na escola, mas acabou tomando gosto. Isso não quer dizer, contudo, que passará o resto de sua vida enganchando fios; seu futuro é como uma estilista rica e famosa.
"A influência da família sobre seus sentimentos (tais como satisfação e materialismo), também com relatos do seu dia-a-dia e reflexões sobre o mesmo, com uma
boa articulação e um pouco de contentamento consigo mesma."
Descrição da Bel.
(Mau) humor

Óquei, eu me rendo...
Emessene
Orkutchê
Fotolog =P
Apanhado de Pensamentos Aleatórios
Leituras
Agosto, Rubem Fonseca;
Quincas Borba, Machado de Assis;
Os Simpsons e a Filosofia, Aeon J. Skoble, Mark T. Conrad e William Irwin;
Orgias, Luis Fernando Verissimo;
Nos tempos da brilhantina, Ron de Christoforo.
Linques
Acetoso
Andy
Antonomásia
Apaixonite Aguda
As 10 Mais
Ato ou Efeito
Átomos e Moléculas
Balbúrdia
Beco dos Bytes
Bloggagens
Bonitoca
Cabeça Vazia
Calmon Viana
Camisa de Força
C'est la vie
Coisas do Gênero
Comentários Abertos
Confissões de uma mente perturbada
Eddu
Eme
Escangalho
Filosofia Crônica
Inimigo do Inimigo
Karla
Leis de Murphy
Meu caminho é cada manhã
O Imperador
Pedro Camargos
Pop Land
Por enquanto
Quase Oblíqua
Rabiscos Poéticos
Rango na Madrugada
Reinações do Juninho
Sick Mia
Simplesmente Aninha
SuperPaloma
.t.a.m.y.n.h.a.
The last gate to hell
Uaaai?!
Un coup de dés
Velho Deitado
Without a trace
Posts mais ou menos recentes
Passado negro
Template toscamente feito pela minha pessoa no Paint e FrontPage.
Imagem encontrada no Getty Images,
hospedagem no Blogger e comentários Haloscan.
Se alguém quiser me doar um template, apesar de eu ser enjoada pra caramba, eu aceito, ok?
Eu sei que meus textos são
longos e entediantes, mas eu não consigo escrever de outra maneira. Tenha
paciência e leia até o fim, por favor.
Doe um comentário para uma blogueira carente!