
Sábado, Dezembro 25, 2004
Um post clichê (também) sobre o Natal
Domingo, Dezembro 19, 2004
Depois de meses suportando colegas e professores chatos, chegam as férias, afinal. Mas, sinceramente, nem acho as férias tão maravilhosas assim: eu não tenho nada pra fazer, quase morro de tédio. O que eu posso fazer? Deitar na minha cama e dormir ao som do ventilador barulhento; deitar no sofá e quase derreter de calor, tentando ler um livro, uma revista ou algo que o valha; arrumar meu quarto, já que o argumento da falta de tempo não serve mais. É, às vezes eu acho que ir pro colégio pra aloprar é mais legal do que ficar em casa. Quem é que vai pra escola pra fazer outra coisa além de encontrar a galera?
Quinta-feira, Dezembro 16, 2004
A pseudoeletricista IV (o balanço final - pelo menos desse ano)
Primeiramente, gostaria de externar minha felicidade pelo Matheus ter conseguido, finalmente, consertar aquela maldita codificação. Talvez eu tenha aprendido a lição. Matheus, nem sei como agradecer. Você é meu herói! Obrigada mesmo!
Sábado, Dezembro 11, 2004
A pseudoeletricista III (já quase terminando)
Alguém quer fazer o favor de colocar na minha cabeça que eu não devo mexer no que não é da minha conta? Por isso que isso aqui tá como tá. Ainda aceito ajuda. Não se esqueça: botão direito do mouse/Codificação/Unicode (UTF-8). Um dia eu resolvo isso. Tenha paciência.
Sábado, Dezembro 04, 2004
Revelações bombásticas que abalaram uma vidinha pacata e monótona*
Obrigada a todos que me ofereceram ajuda pra consertar essa bagunça. Algumas coisas não deram certo, outras ainda não testei, mas tudo bem. Não se esqueça: botão direito do mouse/Codificação/Unicode (UTF-8). Um dia eu resolvo isso. Tenha paciência.
É, eu fiz aniversário ontem. Dezessete anos, quem diria! Estou espantada com isso ainda. Mas deixemos preocupações com idade pra lá.
Quando eu era criança achava a 8ª Maravilha do Mundo fazer aniversário na véspera do Natal. Ganhar presentes dois dias seguidos, nossa! (ou seja, eu sou assim capitalista e um tanto interesseira desde sempre) Mas se não fosse o horário de verão eu teria nascido dia 23, já que nasci à meia-noite e pouco. Faz pouco tempo que eu me dei conta que isso não é tão legal assim. Sem contar que sempre tem os espertinhos (inclusive minha mãe já tentou) que querem me dar golpe, me dando somente um presente, de Natal e de aniversário. Nananinanão! Quero meus dois presentes!
Se eu fosse guri com certeza não poderia divulgar minha data de aniversário pra ninguém, porque pegariam no meu pé direto. Um colega meu disse que sou viado e meio, já que nasci dia 24/12. Eu já tinha, realmente, pensado na hipótese de que alguém me diria isso, e ele foi o primeiro. Eu estava certa.
E, vejam só, no meu aniversário sempre tem especial de Natal da Xuxa! Não é o máximo? Não. Detesto a Xuxa. ¬.¬
Se quiser me presentear, é só falar comigo por ICQ. Aceito qualquer coisa: pode ser um livro, um CD... Melhor ainda, um DVD: pode ser de show, clipe, filme, programa de TV, documentário, missa, aceito qualquer coisa. Ou se quiser apenas ser clichê e dizer o que todos dizem nos comentários, tudo bem também.
* * *
Agora, o Natal
Minha mãe não cumpriu a promessa que fez quando eu disse que não acredito em Deus de não me dar presente no Natal. Eu sabia que ela não resistiria, não se privaria da sensação de ver os olhinhos de sua querida filhinha capitalista brilharem ao abrir um embrulho (mesmo sabendo o que tem dentro, muitas vezes).
Não acredito nesse tal de "espírito natalino" que anda por aí junto com os Papais Noéis falsos. Existe época de maior hipocrisia do que o Natal? O maior antro de falsidade deve ser a família, parentes que passam o ano brigando mas que, no entanto, se juntam na ceia de Natal e prometem passar uma borracha no passado. Isso todo ano. E a promessa nunca é cumprida. Por isso é que estou pouco me lixando para tudo isso, o Natal passou a ser simplesmente a época de maior faturamento do comércio. Me chamem de insensível, mas eu gosto do Natal pra ganhar presente, e só. Refletir sobre o real significado da data? Não, não é pra mim. Mesmo assim não deixo de montar a árvore e o presépio (o presépio nosso, inclusive, que o Menino Jesus está órfão de pai porque, quando eu era pequena, mastiguei o São José de gesso), acho tão bonitinho...
É, que se dane o "espírito natalino". Eu quero é saber dos meus presentes.
* * *
Amigo Secreto Virtual (me recuso a dizer Oculto)
Puxa, estava assustada, achando que o meu amigo (ou amiga) tinha esquecido de mim. Mas não! Minha amiga que me tirou foi a fofíssima Karla. E cá está o que ela me mandou:
Daniela,
Para o seu azar foi eu quem te tirou no amigo oculto. Sim. Chore. Chore muito, pois isso é realmente triste. Coisa pior não poderia ter te acontecido. Não mesmo.
Enfim, como já deve saber a criança aqui não sabe nada de nada de coisa nenhuma. Nem um gif piscante com uma doll cabeçuda iXcRiTu aXiM eu sou capaz de fazer. Que bom que você disse que aceitava qualquer coisa. Menos pior pra mim, ãh?
Então é o seguinte:
- Eu tentei desenhar, mas minha coordenação motora não me permitiu passar do coraçãozinho. Nada a ver te dar um coraçãozinho, né? Tipo, você quer qualquer coisa, mas um coraçãozinho seria muito ridículo da minha parte, não?

- Então tentei fazer isso aqui...

- E isso aqui...

- E isso...

- E...

[Eu amei essa imagem.É um quadro. Man Reading on a Sofa, Louie Burrell.]
E eu achei essa imagem quando estava procurando uma de uma garota num sofá comendo bolacha recheada e escrevendo bobagens pra postar no blog. Nhá. Não achei. Mas achei a bolacha:

Não é grandes coisas, mas foi de coração.
Feliz Natal!
Beijo.
Karla
Que isso, Karla, amei seu presente! Muito obrigada!
* * *
Um apelo
Sabem Space Loop, aquele brinquedo que tem nos parques de diversão, que é tipo uma caixa que gira de tudo quanto é jeito e depois que a gente sai não consegue nem caminhar de tão tonto que fica? Pois é. Minha vida está assim, mais ou menos desde depois das revelações bombásticas. Socorro! Alguém me ajuda! Parem o mundo porque eu quero descer!!
* * *
Estava com vontade de escrever e ao mesmo tempo com preguiça, dá pra me entender?
<<Vendo: Roxette Ballad & Pop Hits (ainda não enjoei, mesmo tendo visto umas quatro vezes. Meu irmão olhou A Era do Gelo cinco vezes em uma semana)>>
Algo que eu não quero que se repita no próximo ano letivo é eu ser a primeira da chamada. Imagine, meu nome começa com D, e eu consegui ser a primeira! Fatalidades na distribuição das turmas. Ok, nada demais aconteceu, mas acho que ser a primeira, sei lá, chama muita atenção, e eu detesto aparecer.
Todo fim de aula é mesma folia, sempre tem gente na frente da escola com garrafas d'água e bexiguinhas, a gente tem que andar se desviando se quiser chegar em casa seco (ou, no nosso caso, se quisermos chegarmos ilesos ao barzinho da esquina para beber coca-cola). Não escapei todas as vezes. Mas foi bom, tava calor, deu uma refrescada.
Bom, tem as despedidas, gente que repete o ano, gente que vai embora. O pior de tudo é que mesmo dos malas que me incomodaram o ano inteiro e que eu desejei secretamente, ou nem tanto, que morressem eu sentirei saudades, humpf. Como eu sou sentimental, às vezes... É, vou ficar sem ver a galera por algum tempo, mas como Ijuí é uma cidade pequena (ia dizer minúscula, mas existem menores), ainda tropeçarei em alguém conhecido na rua. Isso se eu sair de casa, claro. Aliás, tenho que parar com essa mania de não cumprimentar as pessoas na rua. Acho que já passei por antipática algumas vezes por isso, mas eu, definitivamente, não sou uma pessoa dada a manifestações de amizade esfuziantes em público. Voltando às despedidas. Espero que a turma continue a mesma, porque é massa, tirando, é claro, os malas que me incomodaram o ano inteiro e que eu desejei secretamente, ou nem tanto, que morressem.
* * *
Oba, esperava as férias para poder (re)ler o livro Pássaros Feridos, de Colleen McCullough (céus, tive que olhar esse nome duas vezes antes de escrever!). Já comecei a ler, mesmo tendo ainda duas provas de eletricidade, a prova final de ensaio de máquinas e meu projeto pra terminar (as aulas de projetos elétricos são meio xaropes, a gente leva CDs pra ouvir e eu meu fone de ouvido que ganhei do namorado da minha mãe, mas quem passa a aula com ele são meus colegas. Veja, abri mão do meu direito de ouvir música com meu fone de ouvido para emprestá-lo para meus colegas. Como sou boazinha), portanto não oficialmente de férias do curso. Sou apaixonada por esse livro, não poderia esperar nem um dia a mais. Se alguém puder ler, não se intimide com o número de páginas, 668, realmente vale a pena.
* * *
Sobre as voltas que o mundo dá
Minha família nunca foi um exemplo de união. Tenho tios, tias, tios-avôs espalhados por todo o Brasil, mais ou menos. Dentre eles, um tio que foi embora para o Rio de Janeiro há vários anos e que minha mãe e minha tia nunca desistiram de procurar. Às vezes achavam, mas logo perdiam de vista. Minha tia e minha mãe fizeram de tudo. Minha tia foi pro Rio de Janeiro e o encontrou; minha mãe mandou um e-mail pro Fantástico, registrando meu tio com desaparecido.
Poisentão. Ontem minha mãe recebeu um e-mail de um outro site dizendo que localizaram meu tio: ele está em Fortaleza, participando de uma missão religiosa e logo se ordenará padre. Eu, com um tio padre? Só pode ser piada. Será que minha mãe recorrerá a ele para ver se consegue me converter?
Bom, acho que herdei um pouco dessa veia de detetive e persistente da minha mãe. Com um mapa e uma lista telefônica localizo várias coisas (já me chamaram de psicótica uma vez), e agora a Internet facilita as coisas um bocado.
Mas, o que eu ia dizer mesmo? Talvez que seja um pouco difícil se esconder de mim.
<<Vendo: Roxette Ballad & Pop Hits (esse devedê é t-u-d-o! Muito massa!)>>
Quando comecei a escrever esse post ia fazer um resumo de todo o ano no curso de eletrotécnica, mas a preguiça não deixou, além do mais, ia ficar mais extenso do que já está. Escrevi somente o modesto texto que segue.
* * *
Ensaio de máquinas, a odisséia
Começamos a ter ensaio de máquinas na 3ª etapa. É relativamente fácil, mas como eu acho uma matéria quase tão teórica quanto história, não gosto muito. Meu forte é eletricidade, e todos seus circuitos e cálculos confusos. Ensaio de máquinas geralmente é minha nota mais baixa.
Na 3ª etapa aprendemos somente o básico dos básicos: gerador e motor de corrente contínua, gerador e motor de corrente alternada. O bicho começou a pegar mesmo na etapa seguinte.
Nesse semestre a matéria foi praticamente dividida em duas: a parte teórica, de funcionamento de motor, com a mesma professora do semestre anterior, e a parte prática, de quadros de comando, com o professor. Mesmo que eu fosse mal nas avaliações do professor (digamos que eu não fui assim brilhante), ainda tinha chance de me salvar com a professora, o que de fato aconteceu. Devido à minha lerdeza e falta de jeito, morria de medo da tal da prova prática, cronometrada. O dia chegou, afinal.
O esquema era o seguinte: o professor sorteava os circuitos e a gente teria duas horas pra fazer a instalação. Oh, céus, míseras duas horas! Eu tentava me tranqüilizar, mas não conseguia muito.
Tive sorte no sorteio: peguei um circuito fácil (reversão simples), mas isso não quer dizer que ele não fosse extenso. A gente tinha o tempo que quisesse pra arrumar os itens necessários pra começar a instalação, escolher fio, etc. A partir da hora em que a gente desse OK começava a contar o tempo. Levei uns 20 minutos até começar a prova, eu não queria começar. Ah, vamos acabar com isso duma vez.
O tempo começa a correr. Tento me manter tranqüila, mas minhas mãos começam a tremer. Tremia convulsivamente segurando a chave de fenda. Nem se eu tivesse Mal de Parkinson tremeria tanto. Eu era o nervosismo em pessoa. O professor tentou nos acalmar, dizendo que ninguém, nunca, tinha passado das duas horas, e quando eu disse que tudo tinha uma primeira vez me mandaram calar a boca. Todos estavam em silêncio. O silêncio era sólido, quase palpável. Será que todos estavam tão apavorados quanto eu? E ainda, pra me ajudar, quando fui pegar mais um pedaço de fio, eu puxei a ponta e o rolo começou a desmanchar, o professor disse que eu tinha feito uma bagunça e isso só fez com que o meu grau de nervosismo aumentasse. Poderia ter sido qualquer um, mas tinha que ter sido eu!
O tempo passa e tudo parece dar certo. O que havia de errado eu consertei a tempo. Terminei a prova em 1 hora e 45 minutos, mas até eu me encorajar a fechar a canaleta dos fios e chamar o professor pra ligar, levou mais uns 5 minutos. Fui uma das últimas, mas fiz devagar pra ter certeza de que nada de errado aconteceria. Chamei o professor. Ele ligou o motor com um botão. O motor girou pra direita. O professor desligou e ligou o motor com outro botão. O motor girou pra esquerda. FUNCIONOU!! Liguei e desliguei mais algumas vezes, só pra ter certeza. O funcionamento valia 60 pontos. A organização e limpeza 20 pontos, e o acabamento da instalação mais 20. Consegui tirar 90 de 100. Aleluia! Bem melhor que o 42,5 da prova anterior. Com essa nota eu passei antes da prova final. O esquema da minha colega também funcionou. Aleluia, aleluia! Só pra não perder o costume fomos as últimas a arrumar tudo e ir embora, mas valeu a pena porque tudo deu certo.
Apesar dos pesares, vou sentir saudades dos quadros de comando. Quando comecei a pegar o jeito, acabou. Foi tão depressa... Nem parece que se passaram três meses na oficina. Estou ansiosa pra fazer bobinagem de motores, na 5ª e última etapa. Espero que seja tão legal quanto esses painéis, com suas contactoras, contatos auxiliares, relés, botoeiras, temporizadores, motores. Não acredito que sobrevivi e passei!!
* * *
Reconhecimento mais do que tardio
Depois de praticamente dois anos de curso, minha mãe finalmente me deu valor. Eu tenho um ventilador velho que a minha mãe tentou consertar diversas vezes. Como o interruptor não funcionava, ela tirou-o e fez uma emenda horrível e sem isolação. Há alguns dias comecei a usar o ventilador, e era totalmente contra meus princípios conviver com aquela emenda perigosa. Peguei um estilete, desencapei mais um pouco de fio, fiz uma emenda decente e passei fita isolante, tudo conforme as normas que eu aprendi. Algum tempo depois minha mãe viu a emenda e disse que tinha realmente ficado muito boa, perfeita. Aí ela teve que admitir que o meu curso não é totalmente inútil e que eu não vou pro colégio só pra beber coca-cola no recreio, embora vá também para isso.
* * *
Alguém quer saber como funcionam as luzinhas de Natal, por que quando uma queima as outras não acendem? Então me perguntem. Viu como sou democrática? Não vou ficar entupindo vocês de cultura inútil assim, do nada.
<<Escutando: Je t'aime, moi non plus - Jane Birkin & Serge Gainsbourg (alguém já reparou que essa música consiste basicamente de gemidos e sussurros?)>>
Obrigada.
As mudanças estão operando em minha vida. Dizem que as mudanças ocorrem quando se está prestes a completar um ciclo astral, ou seja, perto do aniversário. Tá, deixa isso pra lá. O que me apavorou por um bom tempo foram as aulas de ensaio de máquinas, como sempre.
No começo do semestre eu tinha medo do professor porque ele só falava as coisas uma vez. Não podíamos perguntar nada, porque a gente nunca sabia qual seria sua reação: se responderia numa boa ou exclamaria: "O quê?! Tu não sabe isso?". Isso era meio intimidador e humilhante. Mas o tempo foi passando e as coisas foram mudando. Ele passou a sorrir pra gente, o que já é uma vitória. Aí eu fiquei feliz, achando que ele tinha se tornado uma pessoa legal e ele ferrou a todos nós na prova. Detalhes, detalhes...
Pois é. Sempre tive horror a aulas práticas, detestava fazer instalação nos boxes (a gente tinha que subir na escada, socar os fios por dentro dos eletrodutos, catar um parafuso decente pra fixar o suporte da lâmpada, terrível), mas fazer os painéis que a gente fazia agora, com as contactoras, as botoeiras e os etecéteras até que é bem legal. No começo a gente morria de medo de queimar o motor ou qualquer tragédia do gênero, mas nada de muito errado aconteceu. Quando comecei a tomar gosto das aulas, acabou. A gente fez a prova final prática essa semana. Mas disso falo outro dia.
Eu e minha colega fazermos duas instalações por aula enquanto os outros fazem três e saem mais cedo é meio traumático. A gente melhorou e nos equiparamos aos guris, demorou mas isso aconteceu. Todos nós fazíamos duas instalações por aula e eu e ela terminávamos mais cedo. Não é maravilhoso? Como às vezes faltava uma meia hora pra hora da saída, ficávamos pela sala, conversando com o professor.
O professor tá tão querido com a gente... Chega a ser assustador. Numa aula ele nos explicou (somente para eu e ela) uns esquemas lá de uma bomba d'água. Na semana seguinte nós pedimos uma reexplicação, pra esclarecer algumas dúvidas, e ele nos explicou novamente! Isso, definitivamente, não é do feitio dele. Mas a gente que não vai reclamar, né? Foi nessa mesma aula que, enquanto eu e ela estávamos concentradíssimas fazendo nosso painel para ligar aquele bendito motor, o professor simplesmente pegou um banquinho, sentou atrás da gente e começou a conjugar todo o verbo "ser" em francês! Achei lindo, eu sempre quis aprender francês! Mas, infelizmente, aquelas benditas contactoras e aqueles contatozinhos auxiliares eram mais importantes do que uma aula de francês e eu não pude prestar atenção numa palavra do que o professor disse. E nós duas não conseguimos trabalhar sendo observadas, portanto ficamos mais atrapalhadas do que já somos naturalmente, o que deve ter deixado uma péssima impressão.
- Isso é bem gay - falou minha colega, sobre o fato de o professor falar francês (não na frente dele, evidentemente).
É, todos notaram o fato de o professor estar bem parceria. Um dia, antes da aula, estávamos comentando isso com nosso colega-que-presenciou-as-cenas-suspeitas-de-noite. Um dos guris disse:
- O professor tá um doce. Principalmente com as duas ali... - e apontou para nós duas, enquanto todos faziam uma cara de "Huumm... Sei...". Bah, era só o que me faltava. E os guris, será que estão com ciúmes da gente, por acaso?
* * *
Aprender francês é muito mais interessante do que aprender a instalar um sistema de frenagem de motor por contra-corrente, mas infelizmente isso não vinha ao caso.
No dia seguinte por acaso a gente tinha aula de novo, e eu cheguei, bem feliz:
- Bon jour! - cumprimentei o professor, mesmo sabendo que isso é "Bom dia", nada adequado para quem chega na aula à uma e pouco da tarde. O professor me corrigiu, claro:
- Boa tarde é "Bon soir". - Bon soir, bon soir, tentarei não me esquecer...
Só não fiquei xaropeando (mais) o professor porque eu tinha mais o que fazer. Mas ter aulas de francês seria uma boa.
* * *
E pensar que as aulas práticas de ensaio de máquinas já terminaram... E eu sobrevivi! Além de algumas unhas quebradas e dedos arranhados, nenhum dano mais grave: não queimei nenhum motor nem estraguei nenhum equipamento usado. Pelo contrário, dei apoio moral à minha colega, enquanto ela soldava um contato do multímetro. Ficou uma solda porca, que o professor desmanchou imediatamente.
Vou dizer uma coisa: nunca é tarde para mudar de idéia.
[alguém já notou a pequena dificuldade que eu tenho de concluir meus textos de uma maneira satisfatória?]
<<Escutando: Ne me quitte pas - Maysa (e tentando decorar algo mais do que a primeira estrofe)>>
Obrigada.
Revelação bombástica nº 1: tenho um professor pervertido
O professor de ensaio de máquinas praticamente nos abandonava na oficina, ficávamos apenas nós e um monte de ferramentas, fios e contactoras conspirando contra a gente. Ele geralmente ficava na sala de aula, mexendo no seu computador. Nunca acreditei que ele acessasse somente os sites da WEG, da Siemens, da RGE, etc., mas não podia provar nada, era apenas viagem da minha cabeça. Nem tanto, eu diria agora.
Um colega meu que tem aula com o professor de noite disse que um dia o viu olhando em seu computador filmes ahn... er... bom... já podem imaginar, e além disso ele também estava ahn... er... bom... já podem imaginar fazendo o quê também. Pra ter uma idéia, mais ninguém das turmas da noite o cumprimenta.
Ok, realmente era só o que me faltava! Se eu ainda pudesse dizer: "Eu sei toda a matéria, sou imune a chantagens"... mas eu não sou. Eu não sei nada, fui supermal na prova. Já disse que não tenho orgulho nenhum da minha honestidade. Estou começando a duvidar dos métodos que usarei para passar esse semestre.
Estava a fim de postar alguma figura. Isso é uma contactora.
* * *
Revelação bombástica nº 2: minha família não é o que parece ser
Meu pai não mora com a gente. Ele vem nos visitar mais ou menos uma vez por mês. Nunca achei estranho meu pai e minha mãe não serem casados e morarem juntos. Tudo pareceu sempre bom assim, até que minha mãe conheceu um carinha pela Internet, que mora no Paraná, e passou a visitá-lo todo mês desde março. Sempre achei que fosse somente um amigo, eu não ia ficar colocando minhocas na minha cabeça sem necessidade. Talvez eu devesse.
Era terça de tarde, minha mãe havia chegado de viagem segunda-feira. A gente estava conversando, quando ela me contou que ele, o suposto "amigo", na verdade é seu namorado! Oohh!... Fiquei espantada, a princípio, mas é uma reação normal. Depois achei muito massa. Que legal, um namorado! "E o pai?", tive que perguntar. Aí veio a revelação bombástica nº 2 1/3: meu pai tem uma mulher e filhos, e não quis largar mão da família dele pra ficar só com minha mãe. Oohh!... Também achei massa. Embora para algumas pessoas isso pudesse parecer dramático, eu estava achando muito divertido. Sempre gostei de a nossa família não ser muito tradicional, e agora eu estava achando mais legal ainda. Que graça tem no esquema comum, pai-mãe-filho-filha?
Eu estou a fim de conhecer o namorado da minha mãe. Ele parece ser uma pessoa gente fina. Sempre me manda chocolate, e dessa vez me deu um fone de ouvido. Ora, ele pensa que pode me comprar com algumas barras de chocolate que eu adoro e com um fone de ouvido que eu queria há séculos? Pode crer que sim. E de Natal vai dar um DVD pra minha mãe. Um devedê! Não é legal isso? Só que minha mãe tem que dar uma desculpa convincente a meu irmão, meu pai e minha vó pra explicar o aparecimento repentino do DVD aqui em casa. Ela está pensando em dizer que ganhou em um sorteio de alguma loja da cidade (sabe como é, no fim de ano as lojas fazem sorteio de tudo que é coisa), mas se alguém tiver uma desculpa mais criativa pode falar.
Mas voltando à história que minha mãe tava me contando: já que ela começou, falou tudo de uma vez. Eis que se segue a revelação bombástica nº 2 2/3: meu pai é machista. Isso me cortou o coração. Meu pai, machista? Ah, me desculpe, mas eu tolero qualquer coisa, menos isso. Por que minha mãe fez a afirmação: ela disse que, quando ela contava os causos do trabalho dela, com os amigos e colegas, não podia mencionar nenhum amigo, senão meu pai já ficava enchendo o saco. Segundo ele, não existe amizade entre homem e mulher. Isso não faz o menor sentido, faz? Que coisa antiga! Me indignei de meu pai pensar assim.
Nada mudou desde que eu fiquei sabendo de tudo isso, há menos de duas semanas. Até porque, não tinha muito o que mudar. Fico feliz por minha mãe ter confiado em mim e contado tudo isso, e eu sou a única pessoa da família (além de minha tia, que mora em Viamão), que sabe. Tenho que ajudar minha mãe a mentir pro resto do povo, ou pelo menos confirmar o que ela diz. E eu fico pensando que, se fosse uma novela, a cena das revelações com certeza teria acabado em choro, mas como eu e minha mãe felizmente somos pessoas controladas, nada de mais aconteceu. Só fiquei mais feliz em não ter uma família comum.
* * *
Revelação bombástica nº 3: preciso desenvolver a habilidade de dar fora com educação e diplomacia
Puxa vida, nunca pensei que um dia passaria da categoria de quem leva fora pra de quem dá fora. É, minha vida está virando toda ao contrário mesmo.
*abalaram nada. Eu é que gosto de fazer cena.
<<Escutando: Watch the World - Box Car Racer (com o fone de ouvido que o namorado da minha mãe me deu)>>
Algo sobre mim, humpf
Tentando colocar o assunto em dia
Diretamente de Pequena Londres
Pensamentos desconexos de uma míope autista
Uma caipira na cidade mais maior de grande, ou Dia...
Uma caipira na cidade mais maior de grande, ou Dia...
Uma caipira na cidade mais maior de grande, ou Dia...
Créditos
Daniela, agora "dimaior". Ijuí, RS.
Apesar de todos os esforços, uma guria boazinha demais. Seu egoísmo constante contrasta com seu altruísmo porque, apesar de tudo, gosta de ajudar os outros e ver as pessoas felizes.
Por vezes vingativa e rancorosa, mas incapaz de fazer algo realmente ruim para alguém, por mais que tente. Tem especial talento para segura-vela e capacho. Gosta sempre das pessoas erradas e sempre se dá mal.
Dura demais consigo mesma, mas orgulhosa dos seus talentos (que não são muitos). Às vezes é considerada metida. Não enxerga coisas óbvias, provavelmente por causa de seus sete graus de miopia. Acredita nas mentiras e duvida das verdades.
Extremamente civilizada. Sempre atravessa a rua nas faixas de segurança e espera o sinal para pedestres abrir. Mas não olha para os dois lados antes de atravessar a rua. Adora livros, cedês, devedês, roupas e esmaltes coloridos, mais ou menos nessa ordem.
Capitalista e materialista, adora dinheiro (embora não o tenha o suficiente para esbanjar). É péssima jogadora de xadrez.
Terminou o Ensino Médio e agora faz o estágio pra se formar no bendito curso de eletrotécnica.
Aliás, começou esse curso apenas para aloprar na escola, mas acabou tomando gosto. Isso não quer dizer, contudo, que passará o resto de sua vida enganchando fios; seu futuro é como uma estilista rica e famosa.
"A influência da família sobre seus sentimentos (tais como satisfação e materialismo), também com relatos do seu dia-a-dia e reflexões sobre o mesmo, com uma
boa articulação e um pouco de contentamento consigo mesma."
Descrição da Bel.
(Mau) humor

Óquei, eu me rendo...
Emessene
Orkutchê
Fotolog =P
Apanhado de Pensamentos Aleatórios
Leituras
Agosto, Rubem Fonseca;
Quincas Borba, Machado de Assis;
Os Simpsons e a Filosofia, Aeon J. Skoble, Mark T. Conrad e William Irwin;
Orgias, Luis Fernando Verissimo;
Nos tempos da brilhantina, Ron de Christoforo.
Linques
Acetoso
Andy
Antonomásia
Apaixonite Aguda
As 10 Mais
Ato ou Efeito
Átomos e Moléculas
Balbúrdia
Beco dos Bytes
Bloggagens
Bonitoca
Cabeça Vazia
Calmon Viana
Camisa de Força
C'est la vie
Coisas do Gênero
Comentários Abertos
Confissões de uma mente perturbada
Eddu
Eme
Escangalho
Filosofia Crônica
Inimigo do Inimigo
Karla
Leis de Murphy
Meu caminho é cada manhã
O Imperador
Pedro Camargos
Pop Land
Por enquanto
Quase Oblíqua
Rabiscos Poéticos
Rango na Madrugada
Reinações do Juninho
Sick Mia
Simplesmente Aninha
SuperPaloma
.t.a.m.y.n.h.a.
The last gate to hell
Uaaai?!
Un coup de dés
Velho Deitado
Without a trace
Posts mais ou menos recentes
Passado negro
Template toscamente feito pela minha pessoa no Paint e FrontPage.
Imagem encontrada no Getty Images,
hospedagem no Blogger e comentários Haloscan.
Se alguém quiser me doar um template, apesar de eu ser enjoada pra caramba, eu aceito, ok?
Eu sei que meus textos são
longos e entediantes, mas eu não consigo escrever de outra maneira. Tenha
paciência e leia até o fim, por favor.
Doe um comentário para uma blogueira carente!