Domingo, Agosto 29, 2004

Minha sala de aula é um hospício

Na aula de biologia
A aula de biologia foi, realmente, muito produtiva. Ou melhor, reprodutiva. A professora explicou (ou pelo menos tentou) o sistema reprodutor. Brincadeiras idiotas dos meus colegas idem à parte, até que rendeu a aula.
A professora explicava o ciclo menstrual, dias férteis, aparentemente todos prestavam atenção e entendiam. Até que um colega meu disse:
- Professora, sabia que até o ano de 2007 vão fazer uma vacina contra a AIDS?
Burburinho geral. Ora, o que isso tem a ver com o assunto?
Profe: - O que isso tem a ver?
Ele: - É uma informação.
Depois dizem que ele é mala e ninguém sabe o porquê.
* * *
Os machões
Meus colegas têm horror ao número 24. Não sei por que, é um número tão simpático... Sem contar que, pra eles, todo mundo é viado, menos eles.
Um dia estavam discutindo quem é o número 24 da chamada.
Um: - Eu não sou, sou o 20.
E assim, vários disseram qual número são.
Outro: - Eu sou o 12.
Vários: - Então é meio viado!
Sem comentários.
* * *
Eu me pergunto: que crime tão grave eu cometi em outra encarnação (porque nessa nunca fiz nada tão ruim) para merecer colegas assim?
* * *
A propósito, estou fazendo uma lista de "adjetivos" para atribuir aos meus colegas. Se tiver alguma sugestão, é só falar. Mas nada de palavrões ou coisas assim; somente palavras "refinadas". Bestas acéfalas é meu preferido.

ßµTT뮢µÞ, 9:23 PM

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Sábado, Agosto 28, 2004

O Rei Leão e a filosofia

Terça-feira tínhamos aula de filosofia. Fomos para a sala de vídeo (que na verdade é o refeitório e auditório da escola também) e o professor disse que teríamos que voltar a sermos crianças para assistir ao filme. Meus colegas não teriam que fazer o menor esforço, já que eles jamais saíram da infância. Qual não foi a nossa surpresa quando o professor colocou o vídeo e vimos que era O Rei Leão!


Acho que O Rei Leão é um dos meus filmes infantis favoritos. Há anos eu não assistia e, uma vez, quando assistimos na 4ª série, minha melhor amiga chorou quando o Mufasa morreu. Fazemos piada dela até hoje, mas tudo bem, afinal já faz tempo do ocorrido. Todos nós ficamos felizes com o filme escolhido, só não entendemos muito bem o que esse filme tem a ver com filosofia, ou até mesmo com escola, já que os filmes que assistimos na escola são deprimentes e a gente sempre têm que fazer relatório depois (tirando uma vez em que começamos a assistir Cara, cadê meu carro?, um típico besteirol americano, mas não terminamos por algum motivo). Foi muito legal assistir, mesmo que quase todos já tenham assistido meia dúzia de vezes.
Mas voltando: o que esse filme tem a ver com a doutrina de Sócrates e seus discípulos? Bom, o professor disse que era pra gente prestar atenção no que o Rafiki dizia. A única coisa razoável que ele disse foi quando encontrou o Simba, já adulto, e lhe perguntou: "Quem é você?". Ih... Provavelmente a gente vai ter que fazer uma dissertação sobre isso, e o professor não dá nota de graça, é difícil convencê-lo de algo sem bons argumentos. Mas isso pouco me importa. Eu adoro O Rei Leão. E também adoro as aulas de filosofia.

ßµTT뮢µÞ, 5:44 PM

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Domingo, Agosto 22, 2004

Fatos sem importância dessa semana

Vampiros
Meu irmão retirou na biblioteca da escola dele essa semana o livro infantil Draculinha no Pantanal. Eu retirei Drácula, de Bram Stoker. Minha mãe disse que tem filhos sanguinários. Talvez ela tenha razão.
* * *
Elogio falso
Essa semana começaram minhas aulas de eletro. O professor que dá aula de ensaio de máquinas, segundo uma professora nossa que fez o curso, não gosta de gurias. Eu e a Tiana, únicas gurias, nos apavoramos.
Pois então, estava o professor fazendo as ligações de um motor. A sala estava num silêncio de morte. O professor perguntou qual era a ligação que se fazia para se obter uma tensão de linha de 380V (dupla estrela), e a Tiana respondeu corretamente. O professor olhou para os guris (são uns sete), e disse: "Vocês não têm vergonha? Uns marmanjões desses não saberem isso!", coisas assim. A Tiana ficou toda feliz. Já eu, vi de outra maneira. Pra mim, o que ele quis dizer foi: "Vocês não têm vergonha? Uma guria sabe isso e vocês não?".
Pode ser mania de perseguição minha, mas eu acho que foi isso mesmo.
* * *
Ah, eu escrevo assim, pouquinho, para as pessoas não se cansarem (mas acho que se cansam mesmo assim). Eu até escrevo bastante, mas divido em várias partes. Acho que assim as pessoas têm mais paciência.
Ou não.

ßµTT뮢µÞ, 7:29 PM

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Sábado, Agosto 21, 2004

Fazendo de conta que eu entendo realmente algo de moda

Eu não assisti a toda a cerimônia de abertura das Olimpíadas, quando liguei a TV já estava no país com a letra L. Não vi a passagem do Brasil, mas já tinha visto a roupa da delegação do Brasil. Aliás, o que acharam do modelito? Aquele casaquinho (ou seria blazer? Eu não sei o nome de algumas peças de roupa) era de um verde estranho. Verde não é a minha cor preferida, mas achei aquele verde especialmente horrível. Deveria ser um verde mais clarinho, ou mais luminoso. Aquele verde era, definitivamente, apagado demais. Já a saia, achei interessante a estampa, que lembrava a calçada de Copacabana, só que colorida. O que eu não gostei foi do modelo, acho saia abaixo do joelho evasê (aquilo era evasê? Também não sei reconhecer muito bem os tipos de saia) estranha. Bom, eu não sou uma discípula fiel de Chanel, talvez quando eu for uma senhora mais velha e respeitável eu leve isso em consideração.
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Acho que ainda não sou uma boa consultora (isso se algum dia eu chegar a ser), mas se precisar de mim, é só chamar.

ßµTT뮢µÞ, 11:23 PM

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Agradecimentos felizes de uma blogueira feliz (e sem-noção)

Blog é uma mania, está na moda, não sei até quando vai durar. Sou uma pessoa que geralmente abomina as coisas que estão na moda, como roupas. Mas como eu sou uma pessoa hipócrita de vez em quando, tive que usar minha cota de contradição criando um blog inútil. Apesar de tudo, consegui bater meu recorde, com a super-hiper-ultra-mega marca de 17 comentários num post! Dezessete! E viva eu!! Não gostaria de me ajudar a superar essa marca?
Muito obrigada às pessoas que me deixaram felizes por um breve momento com seus comentários. Isso me deixa deveras (uau, adoro essa palavra!) emocionada. Pelo menos eu tenho a sensação de que não estou escrevendo somente para mim. Um agradecimento também para as que fizeram o supremo favor de me linkar. Não tenho nem palavras.
Aliás, eu mudei de template. Alguém percebeu? Alguém viu? Até que esses templates do Blogspot são simpáticos. Alguém pode me dizer como tirar esse banner do Blogspot? E esse sublinhado dos links? E como fazer os links abrirem em outra janela?
Podem dar palpites, mas como eu sempre faço as coisas do meu jeito, mesmo estando errada, talvez não adiante muita coisa. De qualquer forma, agradeço a atenção e tenha um bom dia.

ßµTT뮢µÞ, 6:31 PM

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Domingo, Agosto 15, 2004

Internet, esse vício

Quando eu não tinha Internet (e nem computador, coisa alguma), ela não era importante na minha vida. Conseguia viver perfeitamente sem. Mas desde janeiro do ano passado, quando minha mãe comprou essa máquina possante (e um tanto problemática, diga-se de passagem), eu não desgrudo mais. Quando fiquei um fim-de-semana sem net quase subi pelas paredes. Eu e essa mania de me apegar a tudo tão depressa.
* * *
Sou viciada em ICQ, mas não converso muito, até, e só tenho umas 40 pessoas na minha lista, mas converso constantemente com meia dúzia. Alguns dos melhores momentos da minha vida foram proporcionados pela ICQ. Sempre que, por algum motivo, o ICQ era desinstalado, ataque histérico na hora. O ICQ Lite é simplesmente um lixo. Bom mesmo é o 2003a.
* * *
Depois de séculos sem usá-lo, resolvi ressuscitar meu MSN. Nem me lembrava mais do meu e-mail. De qualquer forma, não gosto muito dele. Prefiro o ICQ. Não tem nem 10 pessoas na minha lista. Se algum dia eu virar uma neurótica pelo MSN, aí eu estarei perdida.
* * *
O Kazaa, apesar de ser um programa útil, me estressa demais. Antes eram as mensagens de "More sources needed"; depois que instalei o Lite, em português, são as mensagens de "Mais fontes são necessárias" que me estressam. Sem contar os downloads que inexplicavelmente voltam para o começo. Às vezes os downloads andam tão depressa que eu nem acredito como o programa pode ser tão bom; tem dias em que nada funciona e eu nem acredito como o programa pode ser tão podre.
* * *
Adquiri um tique nervoso: fico clicando sistematicamente na barra de tarefas. Uma vez é no ícone do Kazaa, pra ver como andam os downloads; outra no do ICQ, pra ver quem está online; outra no do MSN, pelo mesmo motivo.
Não sei como consigo passar 25% do meu fim-se-semana desse jeito.
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Internet discada não é o canal. Internet discada grátis então... Pensando bem, estou reclamando só pra não perder o costume, já que o iBest é bem bonzinho, já consegui ficar oito horas conectada direto, sem cair. Já foi bem pior. Mas Internet discada em geral é ruim, porque é lenta e ocupa a linha do telefone, o que pode ocasionar vários problemas, como uma mãe enchendo o saco pra desconectar porque quer ligar ou está esperando algum telefonema.
Se as coisas derem certo (uma utopia, já que Murphy me persegue), essa semana eu posso estar com Internet ADSL! Iupi! Já pensou, Internet a qualquer hora do dia ou da noite? Nossa, é meu sonho de consumo!
* * *
13 horas por semana na net não é bastante, né? Ainda não posso ser considerada uma dependente química.

ßµTT뮢µÞ, 11:30 PM

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Sábado, Agosto 14, 2004

Eu detesto inverno

O clima aqui no Sul tem estado estranho. No começo da semana faz um frio desgraçado, ao longo da semana esquenta e no fim de semana chove e esfria. E assim sucessivamente. Acho que esse aqui não é o Rio Grande do Sul. Quando que em agosto a temperatura poderia chegar a quase 30ºC? Vá entender... Mas quando esfria, esfria mesmo, tipo quase zero grau.
O problema não é nem tanto o frio em si, mas o fato de não poder aproveitar esse friozinho aconchegante pra ficar debaixo das cobertas. Turista acha poético ficar em algum hotel na Serra gaúcha, em frente a uma lareira comendo fondue ou tomando chocolate quente. Só que sair na rua por obrigação, seja para ir à escola ou ao trabalho, não é nada poético. Eu realmente não entendo essas pessoas que vêm pra cá passar frio! Usar casaco uma semana, duas, é ótimo, queria ver morar aqui...
Um campo coberto pela geada pode ser um espetáculo para quem nunca viu, só que com o tempo a gente se acostuma e nem repara mais. A paisagem na frente da minha casa me faz lembrar a Europa por alguns instantes, só que logo essa ilusão passa. Eu não me conformo é de morar em uma cidade tão insignificante que nem pra ponto turístico serve. Gramado, Canela e arredores estão abarrotados de turistas. Já Ijuí, continua como sempre. Aqui sequer neva!
O inverno também tem seu lado bom. As noites são muito mais confortáveis para dormir. Nada como enfiar a cabeça embaixo do cobertor e dormir em paz. Algo que não acontece no verão, já que a gente sempre toma um suador e há milhões de mosquitos zunindo no nosso ouvido. Enfim, passamos a noite rolando na cama e levantamos no dia seguinte como trapos. No inverno insetos desagradáveis como mosquitos e baratas praticamente desaparecem e o Mat-Inset, essencial em qualquer kit de sobrevivência no verão, se torna dispensável.
Claro que no frio teria que me acontecer alguma coisa. Há dois anos descobri que tenho um problema de circulação nas mãos: meus dedos ficam inchados e coçam. Já me aconteceu isso duas vezes esse ano. Segundo o médico, isso é hereditário. Segundo minha mãe, meu pai também tem isso. Ou seja: em vez de eu herdar os olhos verdes do meu pai, foram os genes da doença que passaram adiante. Eu mereço, eu mereço...
Não sei como ainda não peguei uma pneumonia, já que só tomo leite gelado e detesto colocar muita roupa. Vivo com o nariz escorrendo, sempre gripada. Isso não deve ser saudável. Espero sobreviver a esse inverno, também, e sem encarangar*, como diz a minha vó.

*acho essa palavra horrível, mas achei que definia bem a idéia.

ßµTT뮢µÞ, 8:21 PM

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Cabelos & Cabelos

Eu gosto do meu cabelo, apesar de ele geralmente me criar problemas. Tanto é que tive pena e resolvi deixá-lo crescer. Meu cabelo é cacheado, mas no momento parece apenas uma juba disforme que cai na minha cara e sacode ao vento. Me sinto quase como se fosse um black power. Minha mãe não gosta muito, pra variar.
* * *
Quando não tenho nada pra fazer e os meus planos são de ficar em casa, certamente acordarei com meu cabelo lindo e maravilhoso (ok, é só força de expressão). Agora, quando eu tenho aula, com certeza vou acordar com ele do jeito mais assimétrico e arrepiado possível.
Murphy é infalível. Ele realmente me ama
* * *
O que fazer? Se lavo meu cabelo dia sim, dia não, fica oleoso; se não lavo, fica ensebado.
* * *
Segunda-feira de tarde estava caminhando pelo bairro. Passei na frente de um salão de cabeleireiro, do outro lado da rua. O dono do salão, supostamente, atravessa a rua e começa a falar comigo, fazendo propaganda: "Quando quiser cortar, fazer uma escova, é só vir". "Podexá", respondi, sorrindo, porque afinal eu sou simpática.
Continuei caminhando, ventava e meu cabelo estava todo na cara. Será que o cara estava somente fazendo propaganda do salão ou isso era uma mensagem subliminar? Talvez o que ele quisesse realmente dizer fosse: "Vai pentear esses cabelos, guria!".
Que se dane. O cabelo é meu. Mas eu prefiro acreditar na primeira opção.
* * *
Qual seria a solução definitiva para todos meus problemas capilares? Talvez fosse a máquina zero.

ßµTT뮢µÞ, 1:46 AM

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Domingo, Agosto 08, 2004

Apanhado de pensamentos aleatórios

Começaram as aulas. Que maravilha. Recolocar pilha no despertador, levantar quase de madrugada pra ir pra escola aturar durante quatro horas colegas muito malas e professores muito chatos. Com raras exceções, claro. Já eletro tenho mais uma semana de férias. Passei pro 4º semestre, iupi!!
* * *
Por que é que todo mundo consegue fazer template menos eu? Sou uma nulidade em html. Nem o Frontpage é capaz de me salvar. Mas eu hei de conseguir algum dia desses. E sozinha!
* * *
Ler o livro A história secreta da Rede Globo me deixou uma pessoa um pouco menos alienada. Mas bem pouco. Ainda sou fã de Malhação. Tsc, tsc, tsc... devia aproveitar pra fazer algo mais útil. Como ir à banca mais próxima e comprar uma Capricho
* * *
Ooh... Consegui uma fotinha da minha roupa do desfile! Roubei descaradamente Peguei emprestada do flog da Adriana, minha modelo. Prestem atenção só no corselet e imaginem o trabalhão que deu. A saia... Bom, a saia ficou pronta horas antes do desfile, e não ficou do jeito que eu queria. Enfim, é apenas um detalhe.
* * *
Eu ainda tenho esperança que alguém leia isso. Sou muito otimista...

ßµTT뮢µÞ, 8:12 PM

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Sábado, Agosto 07, 2004

Esse mundo é injusto

Tá bom, já faz um mês do desfile, nem deveria mais falar nisso. Procurei avidamente por algo na net, e nada... até que acho isso:
1ª Fashion Noroeste
Não teve Gisele Bündchen ou Ana Hickmann. Nem grifes famosas, como Forum ou Cavalera. Mesmo assim, o desfile de encerramento da 1ª Fashion Noroeste, realizado sexta-feira à noite, no Salão de Atos da Universidade Regional do Noroeste do Estado (Unijuí), em Ijuí, surpreendeu a platéia e demonstrou o talento promissor de jovens estilistas da região.
[é nóis!] Na abertura, o evento beneficente reuniu 20 criações dos 19 formandos no Curso de Qualificação de Moda. Inspirados pelos figurinos de filmes premiados, como Chicago, Matrix ou Tudo Sobre Minha Mãe, apresentaram o Fashion and Cinema Celebration com roupas produzidas de materiais alternativos, como fios de cobre, [euzinha!] metal, isopor, fitas VHS [meu Denerzinho fofuxo ? ele odiaria ler isso] e tampas de bebidas. [isso também foi ele] Um dos destaques foi o vestido de noiva inspirado em My Fair Lady (1964), confeccionado em crochê preto-e-branco e apresentado pela Miss Rio Grande do Sul 2000, Maria Fernanda Schiavo. [pelo meu super professor Lauro Lohmann]
Contracapa, Zero Hora, Porto Alegre, 06/07/2004

A gente teve a maior trabalheira e nem saiu fotinha nossa? Ou será que eu que sou vesga e não procurei direito? Enfim, não vou poder mostrar minha magnífica criação. Grande coisa. Quem se importa?

ßµTT뮢µÞ, 8:12 PM

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Domingo, Agosto 01, 2004

Sessão flashback

Minha mãe é uma insensível que não respeita e não dá valor ao passado. Ela tem obsessão por, de tempos em tempos, fazer faxinas nos roupeiros, nos armários, na garagem, em qualquer lugar em que se acumulem quinquilharias para juntar pilhas de coisas e colocar fora, ou doar para os mais necessitados. É por isso que eu não sou como algumas pessoas que fazem verdadeiros altares, principalmente com seus brinquedos, para relembrarem a infância. Eu não tive essa chance, já que grande parte deles ou minha mãe doou, ou o meu irmão mais novo destruiu. Quando eu tenho crises de melancolia ou nostalgia não tenho nada para pegar, apalpar, abraçar, relembrar. A Internet me ajudou um pouco, mas não é suficiente. Enfim, cada um se vira como pode.
Vejamos agora algumas coisas que eu escavei no fundo da minha memória.
* * *
Rockita
A Rockita da foto não é igual a minha, foi a que eu achei. A minha tem os cabelos frisados, vestido rosa, uma calcinha também rosa com babadinhos e um radinho. O esquema era o seguinte: colocava-se pilhas na Rockita e no radinho, ligava-se os dois, o radinho tocava uma musiquinha e parecia que ela estava dançando com a música. Não era bem uma dança, ela arrastava os pés para frente e para trás. Eu ainda a tenho e já fiz algumas coisas no cabelo dela, como trancinhas. O radinho não funciona mais, mas eu nunca experimentei colocar pilhas na boneca novamente.
* * *
Crie e Monte

Esse da foto também não é igual ao meu (affe, como é difícil encontrar fotos de brinquedos do jeito que a gente quer!). O meu é o Fazenda, com a caixa verde. Esse não era um sonho de consumo meu. Na manhã de Natal peguei-o e chacoalhei-o, pra ver se fazia barulho. Fazia, mas quando abri fiquei um tanto decepcionada: eu esperava ganhar a boneca Estrelas Mágicas. Até que gostava do Crie e Monte, brinquei bastante, apesar de o meu cachorro ter mastigado o porquinho. Quase sempre, no final, havia um furacão que destruía tudo e os bonequinhos morriam soterrados. Eu acho que o nome Crie e Monte não é muito adequado, já que todas as peças já têm um propósito definido: serão paredes, telhados, cercas. Nem tudo era possível de fazer. Por isso que eu preferia minhas pecinhas de montar Tand. Minha mãe já doou meu Crie e Monte para os mais necessitados. Como ela é boazinha.
* * *
Dynavision 3
Eu preciso encontrar mais alguém que tenha esse videogame! É uma peça de museu! Ganhei no Natal de 1993, acredito eu, recém tinha feito seis anos. O videogame veio com um cartucho só, de corrida de F1, com a musiquinha mais enjoada que eu já ouvi. Não me interessei muito, quem jogava era minha mãe, desconfio que ela comprou o videogame pra ela. A alegria acabou quando a fita estragou, e não havia quem vendia esse tipo de fita na cidade (cartuchos modelo japonês, de 60 pinos, ou americano, de 72 pinos). O videogame ficou socado dentro de um armário até que, uns cinco anos depois, resolvi desenterrá-lo e achamos fitas compatíveis numa locadora na cidade e em uma loja. Estava feita a festa: passei muitas horas jogando Mario, principalmente, meu jogo preferido. O formato anatômico do joystick me deixava com a mão doendo por algum tempo, não era como esse da foto. Quando surgiu o Playstation, com seus jogos tridimensionais, passei a considerar meu bom e velho Dynavision 3 um sobrinho-neto do Atari. Enfim, ele teve uns quatro anos de atividade até ser socado numa caixa, mas um dia talvez eu o reative novamente.
* * *
Chuquinhas
Minhas lembranças delas são um pouco nebulosas, mas foi o único item que eu consegui encontrar uma foto fiel. Eu tinha três, se não me falha a memória: essa aí, na cadeirinha, uma no cavalinho e uma no balanço. Elas tinham um cheirinho tão bom... É claro que as que sobreviveram ao meu irmão foram doadas.
* * *
Barbies
Esse é um clássico da infância de qualquer guria: quem não teve pelo menos uma dúzia delas? Eu deve ter tido, mas em períodos alternados. O máximo que eu tive ao mesmo tempo foram sete. A primeira que eu tive foi uma de cabelo branco, que eu quebrei as duas pernas e colei com Super Bonder. Tive também a Barbie Brincos Mágicos, que possuía alguns pingentes pra colocar nela ou num brinco de argola pra gente mesma. Extraviei todos faz tempo. Ainda tenho a boneca, ela sobreviveu a todas as atrocidades que fiz no cabelo dela e às fantasias de Carnaval que eu fazia, enquanto assistia aos desfiles pela TV. Tenho também a Barbie Sereia, com uma blusa, a cauda e os cabelos roxos. Ela tinha uma mecha rosa, que ficava roxa na água fria (ou era na água quente, não lembro). Essa foi à única Barbie que eu não tive coragem de cortar os cabelos (só fiz uma franja, mas é algo inofensivo perto das outras, que ficaram quase carecas).
* * *
Massinha Play Doh
Minha mãe deve ter se arrependido um pouco de ter me dado, já que sempre havia massa de modelar grudada no assoalho ou no tapete. No meu kit havia quatro forminhas para fazer bebezinhos e os acessórios deles, como travesseiros, chupetas, mamadeiras e um ursinho e um coelhinho, além de uma caminha rosa. Se não me engano eram quatro cores de massinha (ou eram seis?). Massinha de modelar é uma ótima terapia, e isso está me fazendo um pouco de falta agora.
* * *
Houve mais coisas, como o microfone da Xuxa, um com umas penas amarelas, o reloginho da Xuxa, que tocava uma musiquinha quando abria a tampinha (e um dia estragou e passou a noite inteira tocando), os pirulitos e wafers do Fofão, o Topo Gigio de pano forrado com bolinhas de isopor que eu arranquei as duas orelhas, que eram de borracha...
* * *
Isso é tudo por enquanto. É bom fazer essas viagens ao passado de vez em quando. Eu bem me lembro que quando eu era criança queria crescer logo, mas eu vi que as coisas não eram bem do jeito que eu imaginava. Agora eu penso: que saudade!

ßµTT뮢µÞ, 5:35 PM

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Algo sobre mim, humpf
Daniela, agora "dimaior". Ijuí, RS.
Apesar de todos os esforços, uma guria boazinha demais. Seu egoísmo constante contrasta com seu altruísmo porque, apesar de tudo, gosta de ajudar os outros e ver as pessoas felizes. Por vezes vingativa e rancorosa, mas incapaz de fazer algo realmente ruim para alguém, por mais que tente. Tem especial talento para segura-vela e capacho. Gosta sempre das pessoas erradas e sempre se dá mal. Dura demais consigo mesma, mas orgulhosa dos seus talentos (que não são muitos). Às vezes é considerada metida. Não enxerga coisas óbvias, provavelmente por causa de seus sete graus de miopia. Acredita nas mentiras e duvida das verdades. Extremamente civilizada. Sempre atravessa a rua nas faixas de segurança e espera o sinal para pedestres abrir. Mas não olha para os dois lados antes de atravessar a rua. Adora livros, cedês, devedês, roupas e esmaltes coloridos, mais ou menos nessa ordem. Capitalista e materialista, adora dinheiro (embora não o tenha o suficiente para esbanjar). É péssima jogadora de xadrez.
Terminou o Ensino Médio e agora faz o estágio pra se formar no bendito curso de eletrotécnica. Aliás, começou esse curso apenas para aloprar na escola, mas acabou tomando gosto. Isso não quer dizer, contudo, que passará o resto de sua vida enganchando fios; seu futuro é como uma estilista rica e famosa.
"A influência da família sobre seus sentimentos (tais como satisfação e materialismo), também com relatos do seu dia-a-dia e reflexões sobre o mesmo, com uma boa articulação e um pouco de contentamento consigo mesma."
Descrição da Bel.

(Mau) humor

Meu humor atual - i*Eu!

Óquei, eu me rendo...
Emessene
Orkutchê
Fotolog =P
Apanhado de Pensamentos Aleatórios

Leituras
Agosto, Rubem Fonseca; Quincas Borba, Machado de Assis; Os Simpsons e a Filosofia, Aeon J. Skoble, Mark T. Conrad e William Irwin; Orgias, Luis Fernando Verissimo; Nos tempos da brilhantina, Ron de Christoforo.

Linques
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Balbúrdia
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Post atual

Créditos
Template toscamente feito pela minha pessoa no Paint e FrontPage. Imagem encontrada no Getty Images, hospedagem no Blogger e comentários Haloscan.
Se alguém quiser me doar um template, apesar de eu ser enjoada pra caramba, eu aceito, ok?

Eu sei que meus textos são longos e entediantes, mas eu não consigo escrever de outra maneira. Tenha paciência e leia até o fim, por favor.
Doe um comentário para uma blogueira carente!