Sábado, Julho 31, 2004

Momento merchandising

Urgh, eu detesto tirar foto, tenho verdadeiro pavor. Mas olha só a minha foto no flog da turma! Não, eu não vou dizer quem sou eu, alguns sabem, mas pros que não sabem, fica a cargo da sua imaginação. Até que não está tão horrível, sorte de as fotos saírem meio desfocadas. Dêem uma passadinha no flog daquele bando de malucos dos meus queridos e amáveis colegas e deixe seu recadinho. Eles ficarão felizes!
* * *
Essa tal de Raiska tem gosto de acetona. Ou eu talvez seja muito ignorante para degustar uma bebida. Prefiro Coca-Cola.

ßµTT뮢µÞ, 11:31 PM

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Domingo, Julho 25, 2004

Tributo tardio ao Mirabel

Sou uma saudosa nata, apesar da minha pouca idade e, supostamente, poucas coisas para lembrar. De tempos em tempos uma onda de nostalgia me invade e eu passo a lembrar da minha infância ou de coisas que eu penso que fizeram parte dela e não fizeram. Achei muitos sites que falam da infância dos anos 80 e de como ela foi maravilhosa, e tento fazer um esforço para me incluir nesse grupo. Algumas coisas eu lembro, outras são vagas lembranças e outras não adianta nem tentar que eu não lembro mesmo.


Eu comi Milkybar quando ainda se chamava Lollo, disso eu sei (aquela vaquinha não me era estranha... E minha mãe confirmou minhas suspeitas). Também me lembro que meu pai me trazia Mirabel para levar de lanche na escola, quando eu estava na 1ª série, por aí (nossa, isso já faz uns 10 anos!). Eu adorava, bem melhor do que a comida insossa que as merendeiras da escola serviam de má vontade. Que eu me lembro, só eu tinha Mirabel e todos me pediam. Com o tempo virou costume chamar qualquer wafer de Mirabel.
Pois então, estava agora imersa nas minhas lembranças, catando imagens na Internet das canetinhas Playcolor e das bonecas Chuquinha (não obtive sucesso nas minhas buscas), quando tive a idéia de procurar mais informações sobre o Mirabel. Descobri, com espanto, que ele deixou de ser fabricado há cerca de um ano! Apesar de não comer um Mirabel há anos, esta notícia me comoveu. Continuei as minhas pesquisas e descobri que muitas pessoas veneram o Mirabel. Dizem que o Mirabel é que é lanche, não essas Club Social. Sim, eu sempre preferi um wafer de chocolate a uma bolacha salgada.
Só fiquei sabendo da morte do Mirabel agora, já está tarde para tentar catar no supermercado algum pacote remanescente. Só o que posso fazer é me lamentar. Essa foi alguma das coisas que marcou a minha infância, de certa forma, assim como eu me lembro do tempo em que as garrafas de Coca-Cola eram de vidro e era preciso colocar uma colherinha de alumínio no gargalo para não sair o gás. Oh, Mirabel, não soube te valorizar quando estavas tão perto de mim...
Para chorar mais um pouco por essa perda, veja também tributo ao Mirabel.

ßµTT뮢µÞ, 9:59 PM

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Outra aula de filosofia

"Nada é comparável a um amigo fiel" Ecl. 6, 14
Na última aula de filosofia discutimos sobre a amizade, isso além de darmos continuidade a nossas discussões sobre o amor. As crônicas que lemos eram de Martha Medeiros, eu gosto muito, pena que eu ainda não saiba escrever direito. Mas bem que eu me esforço.
Amizade é o único sentimento que vale a pena, embora eu às vezes duvide disso. Um amigo fiel é a melhor coisa que podemos ter. Com ele podemos compartilhar nossas alegrias, tristezas, dúvidas sem medo. Com ele nos sentimos seguros.
O verdadeiro amigo é aquele que sabe entender a gente e sempre está o nosso lado, independentemente do que aconteça e, principalmente, sempre permanece fiel.
Uma amizade é cultivada com a convivência e a confiança. Uma amizade realmente forte resiste ao tempo, à distância e até a pequenas traições e brincadeiras de mau gosto. É nas dificuldades que vemos nossos verdadeiros amigos.
Em nome de uma amizade que julgamos que valha a pena podemos até passar por cima do nosso orgulho e perdoarmos uma pessoa que nos fez muito mal. Uma amizade também pode contribuir para que nos tornemos pessoas menos egoístas, algo que não funciona comigo. Uma amizade pode também virar amor, o que pode pôr tudo a perder.
Já perdi amigos por não ter maturidade para distinguir uma amizade de uma paixão. As pessoas aprendem com os erros, mas isso não funciona comigo também, porque eu nunca aprendo.
Eu sempre serei egoísta. Eu sempre cometerei os mesmo erros. Eu sempre perderei amigos. Eu sempre serei assim.

ßµTT뮢µÞ, 6:39 PM

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Domingo, Julho 18, 2004

Os falsos carentes

Nesse mundo de hoje há muitas desigualdades sociais: alguns com muito, outros com quase nada. Campanhas são feitas para despertar o espírito humanitário das pessoas, onde são convidadas a ajudar a melhorar a vida dos mais necessitados.
Talvez eu seja um bocado egoísta (tá, eu sei que sou), mas analisemos: será que essas pessoas são carentes mesmo? "Ora, claro que são, já que não têm moradia, nem o que comer, não têm uma vida digna". Todo mundo diz isso, mas eu ainda não me convenci. Não as acho mais especiais só porque despertam a piedade humana.
As crianças são as que mais sofrem, mas com certeza são as mais beneficiadas, por exemplo. Estudam em escolas públicas miseráveis, e por isso as que são lembradas primeiro. Essas crianças têm aula de informática. Aula de balé. Aula de canoagem. Aula de equitação. Aula de natação. Praticam vários esportes. Ganham brinquedos, ingressos para teatro, circo, cinema, o que for. Fazem viagens, às vezes até intercâmbios internacionais. Entram de graça em parques e zoológicos. Dependendo de onde moram, recebem até visita de artistas! Agora me diga, depois de tantos benefícios, onde estão os carentes?
A classe alta vive bem porque tem dinheiro. A classe baixa vai levando a vida graças a ajuda dos outros que tem pena dessas pessoas, tão desafortunadas. Já a classe média, que não é rica nem miserável, tem que simplesmente se virar sozinha. Então, na verdade, os carentes somos nós.

ßµTT뮢µÞ, 8:33 PM

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A pseudoeletricista

Os motivos que me levaram a escolher o curso técnico em eletrotécnica escapam à compreensão de qualquer um. Foi um impulso do momento. Tinha 14 anos, estava na 8ª série e precisava de uma ocupação para o ano seguinte. Assim que me inscrevi para a prova de seleção. Não foi, de todo, uma má idéia.
* * *
Depois de estar no 2º semestre do curso já, apta a fazer uma instalação elétrica residencial, minha mãe não confia em mim. Quis consertar o interruptor do meu quarto, mas ela não me deixou sequer pegar na chave de fenda. Para ficar um pouco mais feliz, arrumei o interruptor do meu abajur, o que não é grande coisa. A única vez que minha mãe utilizou meus serviços foi para trocar uma lâmpada, uma mísera, simples, reles lâmpada! Só porque eu sou um pouco mais alta que ela. Humilhante demais.
* * *
O meu irmão ficou feliz no dia em que descobriu que havia um interruptor paralelo no quarto (ele dorme no mesmo quarto que minha mãe, quarto este onde se situa o computador, o que me tira qualquer privacidade). Isso é muito comum e prático (embora eu ache que seja coisa de gente preguiçosa) e eu nem tinha me dado conta que havia isso aqui em casa. É simples, consiste em um interruptor perto da porta e um perto da cama, para você ter a comodidade de apagar a luz sem se levantar nem trombar nas coisas. Este recurso também é muito usado em escadas. Mas voltando à alegria besta do meu irmão: ele só tem nove anos, e toda criança de nove anos faz brincadeiras estúpidas. E a dele consiste no jogo do acende-apaga: quando eu me aproximo do interruptor perto da porta ele, deitado na cama, apaga a luz (ou acende, depende). Ou eu apago a luz e ele acende. Eu apago e ele acende. Assim ficamos, até eu me irritar e chamar a minha mãe, que manda ele parar. Eu, de minha parte, não vejo nada de especial em um interruptor paralelo (ou three-way, como é também chamado). Mas as crianças são impressionáveis.
* * *
Aquela pecinha do chuveiro que esquenta não se chama resistência. Resistência é a grandeza elétrica. O nome daquilo é resistor.
* * *
Não existe tensão 110V/220V. Convencionou-se 110V por algum motivo, mas o certo é 127V/220V.
* * *
Um motor e um gerador são constituídos das mesmas peças, o que vai diferenciá-los será o uso, somente.
* * *
Eu fico feliz em saber de coisas que muita gente não sabe ou ignora.
Sim, isso é uma alegria besta

ßµTT뮢µÞ, 6:41 PM

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Domingo, Julho 11, 2004

Outra aula qualquer

Numa aula de biologia, enquanto líamos sobre sistema nervoso, a professora estava parada em frente ao mapa-múndi, observando.
Profe: - Olha só, o deserto do Atacama é o maior deserto do mundo.
Ele: - Não, o maior deserto do mundo é o Saara.
Profe: - Mas olha só como o Chile é comprido.
Ele: - Mas o Saara é maior, mais largo.
Profe: - Mas tá escrito aqui no mapa!
Ele: - Deixa eu ver!
Ele observa.
Ele: - Não, esse é o ponto mais desértico do mundo! O Saara é o maior!
Professora olha as dimensões do deserto do Saara.
Profe: - É, é o maior.
Professora procura pelas dimensões do deserto do Atacama, e não encontra.
Profe: - Não tem do Atacama.
Ele: - Viu só? O Atacama é tão pequeno, tão ínfimo, tão insignificante, que nem aparece no mapa!
Professora faz uma cara de contrariedade. Sim, o Saara é o maior.
Os professores não deveriam dar opinião sobre o que não entendem. A professora de biologia que se entenda com biologia, e ponto final.
Professores são seres metidos a besta.

ßµTT뮢µÞ, 9:58 PM

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Domingo, Julho 04, 2004

No cinema

A escola conseguiu uma sessão especial para a gente ir assistir Tróia no cinema com o ingresso mais barato. Fomos às duas da tarde, é coisa de criança ir ao cinema essa hora. Como qualquer coisa promovida pela escola, deu tumulto na entrada.
Todos os alunos se comportaram como crianças que nunca foram ao cinema, aplaudindo as cenas de batalha ou de morte. Como se fosse adiantar alguma coisa. Sim, isso é tosco, e depois que me dei conta do ridículo parei de aplaudir. Isso sem contar os felizes sem-noção com seus celulares que mais pareciam lanternas.
Nossa, como o Brad Pitt está musculoso... Acho que valeu a pena eu pagar R$1,50 pra ver isso. Esses filmes de guerra até que são bons por isso, tem um monte de homens musculosos lutando.
Não sou boa crítica de filmes, já que sempre acho tudo lindo e maravilhoso. Gostei da história, só não sabia que o Páris era tão zé-mané, já que roubou a Helena de Tróia e não teve competência pra lutar contra o Menelau, quem se envolveu foi o irmão dele, Heitor. O melhor que Páris fez foi acertar o calcanhar de Aquiles, o que não era nada mais que sua obrigação.
Sim, com algumas semanas de atraso, o filme chegou aqui. Só vem um filme por mês e fica umas quatro semanas. Melhor que nada, afinal. Não moro no fim do mundo, embora às vezes pareça.
* * *
A propósito: descobri o que era "trackback" e já tirei daí. E até que nem demorei tanto...

ßµTT뮢µÞ, 7:59 PM

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O desfile - Parte IV

O grande dia
Quase amanheci bordando. Fui dormir às quatro da madrugada de sexta e levantei às quinze pras sete. Só fui dormir porque não estava mais acertando as pérolas que eu também bordei, junto com os fios. Mal conseguia manter meus olhos abertos.
De manhã cedo terminei tudo, arrumei meu cabelo e fui buscar a saia. Era onze horas da manhã e a saia ainda não estava pronta! Meu Deus! Quase desmaiei quando a costureira disse isso. E agora? Ela disse que terminava e mandava entregar na minha casa. Assim espero.
Cheguei em casa, arrumei minhas tralhas e fui pra casa da Manuela, pra gente ir junta. Era pra estar no Salão de Atos (local do desfile), à uma da tarde, chegamos meia hora atrasadas. O Lauro estava muito estressado, nem falei com ele. Meia hora depois começou o ensaio das modelos e a minha, que era a primeira, ainda não tinha chegado. O Lauro quase enlouqueceu. Toda vez que ele me olhava eu me encolhia na cadeira onde eu estava sentada. Era só o que me faltava...
Minha modelo chegou, ensaiou, deu tudo certo. Depois disso começou a maquiagem. Agora quem quase enlouqueceu fui eu: achei que a minha modelo deveria ser maquiada primeiro, mas todas as outras iam passando na frente, eu falava com a cabeleireira e ela nem me dava atenção. Depois de sucessivos ataques histéricos, finalmente ela começou a arrumar o cabelo, já era quase cinco horas.
Voltei pra casa me arrumar e buscar a saia, que eu achei por bem melhor não contar pro Lauro que eu não tinha levado, para não ser decapitada. Tirei a saia da sacola, quase tive um treco: não era nada daquilo que o Lauro tinha imaginado! Achei que o tempo ia fechar pro meu lado, mas agora não tinha mais jeito.
Às seis e pouco começaram a vestir as modelos. Foi um tumulto no camarim e na sala de maquiagem, mas deu tudo certo. Comecei a me tranqüilizar, mas a agonia voltou quando vi o Salão de Atos enchendo, às sete e pouco. E o meu nervosismo aumentava porque a minha roupa era a primeira, então eu seria a primeira a entrar na passarela depois. Estava com medo de fazer algo errado.
O desfile começou com pouco mais de meia hora de atraso. Não sei como isso foi acontecer. Uma breve embromação, e eis que entra a Adriana na passarela, trajando a minha roupa. Foi uma emoção muito grande! Deve ser assim que as mães se sentem quando os filhos nascem.
O desfile seguiu, e até que eu nem fiquei tão nervosa antes de subir na passarela. Sou muito tímida, achei que não seria capaz. Receber o aplauso de todos foi uma grande recompensa pelo meu trabalho. Valeu a pena dormir menos de três horas nessa noite. E espero que muitos dias como esses se repitam!

ßµTT뮢µÞ, 5:56 PM

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O desfile - Parte III

Última semana
Assim que o corselet ficou pronto, me atraquei a bordar, senão não iria terminar. Eu tinha pouco tempo, já que eu estudo. Até que não é difícil bordar com fio de cobre, só é cansativo e parece que não rende. Quando saía não havia um momento em que eu não lembrava de que havia um corselet em casa me esperando para bordar. Não importava o que houvesse eu tinha que terminar, nem que ficasse madrugada adentro.
Eu sei que Murphy me ama, sou uma de suas vítimas favoritas, acredito eu. Nesta semana, que eu tinha coisas pra resolver, dar telefonemas, adivinha o que acontece? Roubam os cabos telefônicos daqui de perto de casa e eu fiquei quatro dias incomunicável. Eu precisava de fios pra terminar o bordado, mas não fui eu!
Mesmo assim, consegui fazer o que tinha que ser feito, alguns orelhões ainda funcionavam. O que me desesperava era o bordado, que não terminava nunca. E se não desse tempo? O Lauro ia querer meu pescoço.
Quarta-feira de noite houve a palestra de abertura do evento, quinta-feira oficinas o dia inteiro e eu não estava a fim de faltar por causa desse bendito bordado. Então, cada noite eu ficava até um pouco mais tarde trabalhando. A Manuela, minha colega, estava na mesma situação que eu, ambas estressadas. Os outros dizendo que a roupa já estava pronta era quase uma afronta pra mim! Eu deveria pagar um preço pela minha desorganização. Sem condições de bordá-lo inteiro, portanto não fiz a parte de trás, torcendo pro Lauro não ficar brabo...

Continua

ßµTT뮢µÞ, 5:55 PM

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O desfile - Parte II

Mãos à obra
Quando defini a roupa do desfile, fui à luta. Seria um corselet e uma saia com babados, ambos em jeans. No corselet bordaria com fio de cobre fino, o material que tinha à mão. A professora de eletro me patrocinou clandestinamente, me dando os fios velhos que a escola venderia.
A modelo até que encontrei bem facilmente, o Lauro me apresentou uma guria que estuda na escola mesmo, o que facilitou bastante o trabalho. Facilitou demais, eu diria. Deveria ter desconfiado.
Falei com a costureira, e a roupa levou um século pra ficar pronta. Comprei tudo que precisava, só que é claro que a esperta aqui comprou um jeans pesado demais, que não daria caimento na saia, tive que comprar outro Joguei R$55 fora. Sei que sou uma nulidade em tecido, mas achei que pelo menos de jeans eu entendia...
O corselet ficou pronto sábado passado, mas eu ainda tinha que bordar, e isso levaria um tempão. Claro que já me estressei, porque o Lauro queria logo ver a roupa. E eu também. Foi complicado arrumar tudo, mas me virei como podia.
Foi divulgado bastante o evento, a 1ª Fashion Noroeste um grande evento com exposições, oficinas, palestras, que terminaria com o desfile-show nosso. Quanto mais eu ia me dando conta da grandiosidade do evento, mais me estressava. E se tudo desse errado? O que eu faria?

Continua

ßµTT뮢µÞ, 5:54 PM

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Sábado, Julho 03, 2004

O desfile - Parte I

O começo
Antes de começar a narrar essa epopéia, preciso explicar como começou. Em fevereiro abriu um curso de moda numa escola aqui na cidade, e como meu pai me financiou fiz. Foi um pouco difícil conciliar com a escola e o curso técnico de eletrotécnica (tudo a ver! Ou eu sou uma pessoa com múltiplos talentos, ou uma indecisa. Escolha), mas fui levando.
A turma se dividiu basicamente em dois segmentos: os estudantes folgados e as mulheres donas de malharia. Houve alguns conflitos de interesses, nada de grave. Havia cerca de vinte alunos, e somente um homem, um! O Dener, que nós temos certeza de ser a reencarnação do Dener.
Desde o começo estava definido que haveria um desfile de encerramento, só faltava escolher um tema. Foi escolhido o cinema, cada um faria uma roupa inspirada num filme usando material alternativo. As idéias surgiram e o Lauro Lohmann, professor do curso, coordenador e estilista de alta-costura, nos orientava. O filme escolhido foi Moulin Rouge, mesmo não tendo o assistido. Achei que poderia fazer algo legal mesmo assim.
O tempo foi passando e as coisas se ajeitando, todo mundo encaminhado e esperando o dia do desfile, que seria 1° de julho, depois transferido para o dia 2.

Continua

ßµTT뮢µÞ, 8:33 PM

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Algo sobre mim, humpf
Daniela, agora "dimaior". Ijuí, RS.
Apesar de todos os esforços, uma guria boazinha demais. Seu egoísmo constante contrasta com seu altruísmo porque, apesar de tudo, gosta de ajudar os outros e ver as pessoas felizes. Por vezes vingativa e rancorosa, mas incapaz de fazer algo realmente ruim para alguém, por mais que tente. Tem especial talento para segura-vela e capacho. Gosta sempre das pessoas erradas e sempre se dá mal. Dura demais consigo mesma, mas orgulhosa dos seus talentos (que não são muitos). Às vezes é considerada metida. Não enxerga coisas óbvias, provavelmente por causa de seus sete graus de miopia. Acredita nas mentiras e duvida das verdades. Extremamente civilizada. Sempre atravessa a rua nas faixas de segurança e espera o sinal para pedestres abrir. Mas não olha para os dois lados antes de atravessar a rua. Adora livros, cedês, devedês, roupas e esmaltes coloridos, mais ou menos nessa ordem. Capitalista e materialista, adora dinheiro (embora não o tenha o suficiente para esbanjar). É péssima jogadora de xadrez.
Terminou o Ensino Médio e agora faz o estágio pra se formar no bendito curso de eletrotécnica. Aliás, começou esse curso apenas para aloprar na escola, mas acabou tomando gosto. Isso não quer dizer, contudo, que passará o resto de sua vida enganchando fios; seu futuro é como uma estilista rica e famosa.
"A influência da família sobre seus sentimentos (tais como satisfação e materialismo), também com relatos do seu dia-a-dia e reflexões sobre o mesmo, com uma boa articulação e um pouco de contentamento consigo mesma."
Descrição da Bel.

(Mau) humor

Meu humor atual - i*Eu!

Óquei, eu me rendo...
Emessene
Orkutchê
Fotolog =P
Apanhado de Pensamentos Aleatórios

Leituras
Agosto, Rubem Fonseca; Quincas Borba, Machado de Assis; Os Simpsons e a Filosofia, Aeon J. Skoble, Mark T. Conrad e William Irwin; Orgias, Luis Fernando Verissimo; Nos tempos da brilhantina, Ron de Christoforo.

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Post atual

Créditos
Template toscamente feito pela minha pessoa no Paint e FrontPage. Imagem encontrada no Getty Images, hospedagem no Blogger e comentários Haloscan.
Se alguém quiser me doar um template, apesar de eu ser enjoada pra caramba, eu aceito, ok?

Eu sei que meus textos são longos e entediantes, mas eu não consigo escrever de outra maneira. Tenha paciência e leia até o fim, por favor.
Doe um comentário para uma blogueira carente!