quinta-feira, junho 15, 2006

[pensativa]

E esse blog mudou de lugar. Sabiam que esse era pra ser o 130° post?


ßµTT뮢µÞ, 11:22 PM

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domingo, maio 14, 2006

Daniela vs O Nanquim

Round one
Eu já devo ter falado da minha lista de material deveras extensa. Entre eles, estão duas canetas nanquim, cada uma custando R$6,20. Na Páscoa, como não tinha nada pra fazer, levei alguns trabalhinhos pra casa da minha mãe, pra aproveitar o tempo ocioso. Após desenhar uma folha inteirinha de fontes Arial com lápis, parti para as Times New Roman de caneta nanquim. E qual não é minha surpresa quando não sai nada, nenhuma gota de tinta? Não sei o que aconteceu, só sei que minha professora disse pra tomar cuidado, pra fechá-las bem e etecétera. Como sou desastrada, fiz algo errado e as perdi no primeiro mês de aula. E gastei R$12,40 a mais. =P
* * *
Round two
Como se não bastasse as canetas, ainda há o vidro de tinta nanquim, a que foi meu pesadelo na pré-escola, que as tias sempre diziam pra tomar cuidado que não saía da roupa nunca mais. Até que nunca aconteceu nenhum desastre, considerando que minha total ausência de coordenação motora começou cedo.
Pois bem. Não pensem que eu derramei o vidro em cima de um trabalho que levei horas pra fazer, ou sobre alguma roupa nova. Não. Eu carregava o frasco dentro de um bolso da mochila, a partir daí dá pra supor o que houve... Sim, eu deixei mal fechado, minha mochila estava em cima da mesa, e quando fui ver, havia uma poça enorme de tinta sobre a mesa, além de ter sujado a alça, as costas e o bolso da mochila. Enfim, uma grande meleca.
Depois disso vi que não tenho maturidade pra administrar essa maldita tinta preta. Quem sabe com os lápis de cor eu obtenha maior sucesso.
* * *
Falta de tempo e de ânimo. Afinal, eu tenho coisas pra fazer, sabe. Moda não é tão subcurso assim como dizem, humpf.

My feet have left the ground
My life is turning around and round
Run like mad - Jann Arden (uma das gurias aqui é doente por filmes e seriados e está fazendo uma lavagem cerebral na gente)


ßµTT뮢µÞ, 4:06 PM

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sábado, abril 15, 2006

No aconchego do quase lar

Bom, cá estou eu, no atual apartamento de minha mãe e seu respectivo namorado (na verdade é o contrário, já que o apartamento é dele, mas quem se importa? =P), com o computador só pra mim. Internet discada, é verdade, mas como ficarei aqui o fim-de-semana, é praticamente a mesma coisa que banda larga.
E as aventuras na universidade continuam.
* * *
Vida dura de caloura
Como toda caloura, estava com medo do trote. (as coisas já tinham começado meio suspeitas no primeiro dia de aula, considerando que eu não sabia direito nem onde era o ponto de ônibus, cheguei atrasada e não tinha certeza exatamente de onde era minha sala. Como a UEL é gigantescamente enorme e eu já tenho uma grande tendência à desorientação, a probabilidade de eu me perder era enorme)
Encontrei minhas colegas (digo minhas porque, dos 30 alunos que passaram no vestibular, três somente são guris, sendo que um nunca foi na aula), fomos pra sala e tals. Como todo bom primeiro dia de aula, tinha que ter o trote.
Nossas veteranas foram muito amáveis. Apenas nos levaram roupas diferentes pra vestir (coloquei uma saia rodada parecida com a que eu usei na festa junina da 2ª série, tãão linda...), nos pintaram com tinta guache e tinta de tecido (cuidado: tintas de tecido causam feridas na pele quando expostas ao sol por muito tempo. Ela foi dermatologicamente testada - na nossa pele, e nós a reprovamos) e jogaram purpurina no nosso cabelo. Caminhamos pelo campus em fila com um cachorrinho de balão nas mãos, coisa mái linda. No fim do percurso ganhamos pipoca e algodão-doce.
Como já disse, minha grande tendência à desorientação fez com que eu levasse mais de meia hora pra conseguir voltar pro lugar de onde tinha saído, depois de algumas voltas pelo campus. No caminho, passei pelo pessoal de física, e eles me pararam para um calouro fazer uma declaração de amor pra mim. Como não ficou boa o suficiente, um veterano mostrou como se fazia e até me deu uma flor. Muito amável. ^.^
No fim da tarde, já em casa, saí para telefonar pra minha mãe. Na esquina havia alguns calouros de ciência da computação. E eles me pararam para um calouro me dar uma cantada. Nesse dia, apesar de ainda ter resquícios de tinta nos meus braços e purpurina no meu cabelo, me senti a guria mais cheia de sex appeal de Londrina. E vi que os calouros têm que fazer mesmo qualquer sacrifício, coitados.
* * *
Dando uma de mindinga
No segundo dia de aula fomos fazer o pedágio. A cidade estava tomada de estudantes pedintes, o que dificultava deveras o nosso trabalho. Mesmo assim, fizemos ponto na avenida principal (a Higienópolis).
Meus primeiros trocados foram exatamente ¢6. Como uma criatura consegue ser pão-dura o suficiente pra dar apenas seis centavos pra uma pobre caloura que está tostando ao sol? Já meu maior prêmio foi R$6,40, de um jovem amável que estava sem paciência e me deu todas as moedas que tinha. Percebemos que os japoneses geralmente são mais generosos, o que é bom, já que há uma quantidade considerável de japoneses em Londrina. Quanto aos outros, que se negaram a dar uma esmolinha para os estudantes que conseguiram passar na UEL, que morram atracados num poste, humpf.
* * *
A eterna ijuiense
Como 95% dos estudantes são estrangeiros, a pergunta "De onde tu veio?" é bastante comum. Nem me dou ao trabalho de dizer que sou de Ijuí, já que ninguém sabe onde fica mesmo. Só digo que sou do Rio Grande do Sul, e logo as pessoas dizem: "É, percebi o sotaque". O fato de dizer "tu" em vez de "você" também é um diferencial. Algo que me deixou deveras feliz foi ver que o Dunga fez o comercial do Super Muffato. Pelo menos agora eu tinha uma referência a mais.
Poucas coisas me deixam mais feliz do que desdenhar o frio que as pessoas sentem (até porque eu estava sem agasalhos e cobertor, vou levá-los recém agora). Enquanto estão todos munidos de seus casacos e quase tremendo de frio, eu posso dizer: "Ah, onde eu morava fazia mais frio que isso". Na verdade, isso quer dizer: "Deixem de frescura!". Sim, eu sou chata mesmo. =F
Bom, agora sou paranaense tal qual o Flávio, a Elisa e a Marcely, e mais recentemente a Mônica. Mas parte do meu coração ainda está nos Pampas, junto com o Tiago (ei, piá, não precisava me levar tão a sério! E eu assisti Laranja Mecânica e tu não, perdedor!!1 E o Grêmio ganhou o Gauchão, perdedor!!1 =F). ^.^

I bet that you look good on the dancefloor
I don't know if your looking for romance or...
I don't know what ya looking for
I bet that you look good on the dancefloor - Arctic Monkeys


ßµTT뮢µÞ, 2:01 AM

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sexta-feira, março 31, 2006

Tentando colocar o assunto em dia

Cá estou eu, numa noite de sexta-feira, sozinha em casa. E olha que, morando com mais nove pessoas, isso é praticamente impossível. E essa é a primeira sexta-feira que passo em casa. Não que o deslumbramento com a vida de universitária festeira tenha passado, era meio falta de opção mesmo. Bom, isso não vem ao caso.
* * *
Ijuí, exportando gaffeurs para o mundo
É triste quando a gente mora num lugar não muito civilizado, pois quando a gente se muda para algum lugar num patamar superior demora um tanto pra se adaptar. Mesmo que esse lugar seja Cascavel, que, afinal, nem é tãão grande assim.
Pra começar, na terra de onde eu venho os carros costumam parar na faixa de pedestres, e a gente pode atravessar tranquilamente, sem ser atropelado. Por isso que eu, geralmente, ainda ignoro semáforos. Quando eu ainda estava em Cascavel, antes de vir definitivamente para cá, certo dia estava andando alegremente pela rua. Inocentemente, decidi atravessar a rua, pisando seguramente nas listrinhas brancas. Quando vi, uma mulher estava quase passando por cima de mim, mesmo eu estando segura em cima das listrinhas brancas. E, pela cara que ela fez pra mim, ela não deve ter ficado muito feliz comigo. Ou ela gosta de caçar pedestres pra atropelar, sei lá.
Na terra de onde eu venho, a entrada dos ônibus é pela porta de trás. Eu sei que não se usa esse sistema desde a queda de Luís XV, mas o que eu posso fazer? Um certo dia minha mãe e meu irmão estavam esperando o ônibus para ele ir ao colégio, e quando o ônibus encostou minha mãe se postou diante da porta traseira. O motorista, achando que era gozação, se foi, fato que deixou meu irmão deveras indignado, e também me deixaria, se eu estivesse por perto.
Depois me chamam de caipira e eu nem tenho como argumentar contra. ¬¬
* * *
A casa das garotas confusas
A pensão onde estou morando aqui é num lugar excelente, tem uma sorveteria na esquina, do outro lado da rua tem uma confeitaria, e um pouco acima tem um Habib's (embora, para chegar lá, eu tenha que atravessar uma rotatória violenta, o que é praticamente um ato suicida. Argh, tem muitos carros nas ruas daqui, credo!). Sem contar que é no Jardim Higienópolis, e pra mim Higienópolis sempre foi sinônimo de lugar chique, até mesmo em Londrina.
As gurias daqui são muito legais, tem uma de cada curso da UEL, o que dá um intercâmbio de culturas interessante. Tá certo que elas dizem que Moda é subcurso, já que consiste basicamente em fazer desenhinhos, mas eu sei que elas têm é inveja, isso sim. Pelo menos não tenho pilhas de xerox pra ler por semana (ainda). A dona da pensão também é muito querida, faz o café e sobremesas pra gente, um amor de pessoa. Sem contar que não implica que a gente saia e volte tarde. Não tenho do que reclamar.
* * *
Ah, e eu ainda tenho uma pá de coisas pra contar, mas estou com preguiça agora. Post sujeito a alterações posteriores conforme o meu humor. Assim que eu tiver o meu computador de volta, a situação voltará ao normal, prometo.

<<Escutando: What you meant - Franz Ferdinand>>

[Update: er... são quatro da tarde de sábado e eu acabei de chegar em casa. Viva as mudanças de planos. \o/]


ßµTT뮢µÞ, 11:35 PM

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terça-feira, março 14, 2006

Diretamente de Pequena Londres

Não tenho tempo pra escrever. Descobri que um negócio chamado vida social pode ser muito legal. Isso inclui ir num bar predominantemente gay, em festas de república e chegar em casa às onze da manhã. E desconfio que nessa semana que estou aqui conheci mais gente do que nos meus 18 anos em Ijuí.
Quando eu tiver o meu computador no meu quarto, tudo voltará ao normal. Eu sei que não estão nem aí, humpf. =F
Me desejem sorte, afinal eu só posso ter 25% de faltas. Preciso resistir à tentação de matar aula.
A vida de estudante boêmio é uma arte.


ßµTT뮢µÞ, 10:17 AM

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terça-feira, fevereiro 28, 2006

Leis de Murphy para mudanças

Primeira lei
A fita adesiva para lacrar caixas acabará perto da uma da manhã. O dia seguinte será um domingo, por sinal, dia da sua mudança. Como você mora numa cidade do Interior, não haverá como providenciar outro rolo de fita crepe ou algo semelhante a essas horas, tampouco no dia seguinte. Você terá duas opções: 1ª): apelar para os rolos de durex vagabundos que sobraram, o que não garante nada, já que o poder de aderência deles é semelhante ao do cuspe. E o cuspe ainda tem a vantagem de ser de graça. Ou então, 2ª): enrolar as caixas com barbante. Não é uma opção muito garantida também, já que você, certamente, não terá barbante em casa e terá que improvisar com fios de lã, que arrebentarão com um impacto muito forte. De qualquer forma, aprenda a lição: da próxima vez, compre pelo menos um rolo de fita crepe a mais, só pra garantir.
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Segunda lei
Não importa a quantidade de caixas que você possua, não haverá espaço suficiente para as suas tranqueiras. Quando esgotadas todas as alternativas, só resta apelar para as caixas de sapato. E assim você esperará, feliz, que o cara da mudança chegue e tenha que carregar trocentas caixinhas até o caminhão.
* * *
Terceira lei
Você precisará urgentemente de algo que já foi encaixotado. As possibilidades são duas: 1ª): você revira todas as caixas e acaba com sua arrumação meticulosa, que levará horas pra ser refeita, ou 2ª): você percebe, aterrorizado, que o objeto está guardado na última caixa da pilha (a que está debaixo de todas as outras, evidentemente), já lacrada, por sinal. Abrir é um negócio arriscado, já que a fita adesiva está no fim, e ela colar novamente depois de descolada está fora de cogitação. Escolha a opção que achar menos pior no momento, mesmo sendo todas ruins.
* * *
Quarta lei
Você não tem a menor idéia de quando a mudança chegará, e sente uma falta imensa do que está a uns 700km de você, no mínimo. Com a sorte que possui, talvez o caminhão vire/seja assaltado, e você perca as bugigangas que acumulou em felizes 18 anos de vida. O negócio é esperar.
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Fui-me embora de Ijuí. Torçam por mim, gentes. =D

A new life to start
I may be leaving but you're always in my heart
Miles apart - Yellowcard


ßµTT뮢µÞ, 11:32 PM

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sábado, fevereiro 25, 2006

Pensamentos desconexos de uma míope autista

Antes do banho
Dormi metade da tarde de domingo retrasado no sofá. Acordei e antes de tomar banho resolvi comer uma bolacha recheada. Peguei o pacote, que já estava praticamente no fim, e li: "Vem brinde!". Como uma criança feliz, tirei duas bolachas pra comer e ainda ficaram duas bolachas no pacote. Com a perspectiva do brinde, tirei as duas bolachas que ficaram, dei uma olhada e nada... Ainda dei uma sacudida, pra garantir, e nada... Quando já estava quase ligando pro Procon, li mais atentamente o rótulo. Estava escrito: "Vem brincar!". ¬¬
Nada como ler as coisas pela metade e tirar conclusões precipitadas.
* * *
Depois do banho
Algumas pessoas costumam despertar após um banho mais ou menos frio. Preciso rever isso.
Liguei o computador. No relógio dele mostrava 16 horas, e no meu era cinco horas. Será que o horário de verão tinha acabado e eu não vi? É, ultimamente só tenho assistido ao Vídeo Show (quando levanto a tempo), o BBB e o Jotacá. Como é que não deu aquelas vinhetas de "Ajuste seu relógio"? o.O
Completamente desorientada, liguei a televisão. Se fosse 16 horas, o jogo estaria começando; se fosse 17, estaria no intervalo. Vi, com alegria, que estava no intervalo. O horário de verão ainda não tinha acabado. Eu gosto do horário de verão. \o/
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Conclusão
O Ministério da Saúde adverte: domingos fazem mal à saúde. =P
* * *
Bom, imaginem o caos. Imaginaram? Minha casa está pior. Tudo sendo encaixotado para mudança. Mais detalhes nos próximos posts. Só não sei quando.

She's off and she's gone
She doesn't live here anymore
She doesn't live here anymore - Roxette


ßµTT뮢µÞ, 2:38 AM

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domingo, fevereiro 19, 2006

Uma caipira na cidade mais maior de grande, ou Dias de winner que não voltam mais... - Parte V

Chuif
Infelizmente chegou a terça-feira, meu último dia. ='/ Só que, de alguma forma, eu tinha que estar feliz, porque encontraria a Camila!!11!1 Fato, inclusive, que deixou o Eric um tanto indignado, pois, segundo dele, a Camila não enfrenta chuva pra encontrá-lo, mas se despencou do Guarujá pra me ver. É que eu sou especial, rá!, e ele é um pobre loser.
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Camila, minha amiga de infância, meu guru e meu exemplo
Levantei cedo (bom, nem tão cedo, já que perdi o ônibus e me atrasei =F) e fui pra Barra Funda encontrar o Eric e a Camila. Só que eu cheguei com um pequeno atraso de... er... uma hora. Mesmo assim, eles me receberam calorosamente e não me bateram.
E a Camila é muito gente-fina, muito fofa e muito bonita, também. Ela pode ter quem quiser e escolheu o Eric. Realmente, a mente das mulheres é algo incompreensível.
Fomos prum shopping, conversamos bastantão, e eu vi que nasci pra ser vela. É sempre assim: Sandrinha e Baco, e eu, e agora Camila e Eric, e eu. Mereço um prêmio. =( Almoçamos no McDonalds (já estava quase enjoando de tomar o sundae de chocolate), conspiramos um pouco contra o Eric e fomos pra estação, já que o Eric é um guri trabalhador e não poderia passar a tarde inteira com a gente.
E foi aí que uma entidade demoníaca se apossou de mim (ou eu ainda estava sob efeito de drogas. A Bel bem que me disse pra não aceitar doces do Baco, mas eu, inadvertidamente, bebi um restinho de coca-cola que ele me ofereceu no dia em que cheguei à cidade. Só isso explica minha mudança súbita de comportamente e porque eu me sentia como numa espécie de "transe" quando em São Paulo) e eu... er... assediei o namorado da Camila. E fui punida por isso, claro: quase que ainda há as marcas dos dedos dela no meu braço. A prova de como ela é legal é que ela poderia ter me atirado na frente do próximo metrô, mas ela não fez isso. Por isso que eu gosto tanto dela. =D
Depois desse pequeno acontecimento, nós duas andamos alegremente pela estação até encontrarmos um lugar sossegado para fofocarmos, já que é isso, basicamente, que duas gurias fazem ao se encontrar.
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Confissões no Charme da Paulista
Esperamos o Baco chegar, enquanto isso a Camila fumou uns 37 cigarros e chupou algumas balas que lhe dei (Balas Soberana, o lado doce da vida. Made in Ijuí). E eu olhava, porque acho lindo uma mulher com cigarro na mão.
Aí o Baco chegou, já era umas três e pouco, e fomos pra Paulista. Nos acomodamos num boteco, fizemos o pedido (cerveja pra eles e uma lata de coca pra mim. Ou melhor, duas, já que caiu uma abelha dentro da primeira e eu tinha tomado só um pouquinho =P). E o papo rolou solto.
A Camila é três meses mais nova que eu e é muito mais "vivida", como diria minha vó. Isso só me faz sentir loser ao cubo. Ah, sei lá, tem gente pior... Como o Eric. =B Mas, sendo otimista: se as coisas continuarem como estão, logo chego ao nível dela. É, daqui uns três anos... A partir de agora, ela e a Bel serão meus exemplos de comportamento. Ser loser, nunca mais! Tive alguns dias de winner e queria que esse período se estendesse.
O papo estava realmente ótimo, pena que a Camila teve que ir embora meio cedo. Eu e Baco também fomos, já que eu tinha que arrumar minha mala.
* * *
E é agora que o sonho acaba
Chegamos em casa às seis e pouco. Arrumei minha mochila pacientemente e comecei a me preparar pra deixar a cidade, a casa que me acolheu tão bem e meus novos amigos "reais".
Às nove e vinte saímos de casa e esperamos o ônibus por quase uma hora, pra variar. Chegamos na rodoviária e a Sandrinha já estava lá, furiosa com nosso atraso, por sinal. Ô, desculpaê. =S Meu ônibus partia vinte pra meia-noite.
Na hora do embarque tive um surto de choro emo (odeio essa minha emotividade em público!), o que é até compreensível, vá lá. Depois de tanto tempo esperando, eu estava em São Paulo e já era hora de voltar... ='/
Esses dias em São Paulo foram os mais melhores de legais da minha vida, afirmo sem medo de errar. Nunca me diverti tanto, nunca vi e fiz tantas coisas diferentes e nunca encontrei tantas pessoas bacanas e pacientes comigo. O melhor dos amigos virtuais é quando eles se tornam reais. =D
Agradeço a todos vocês, amigos, companheiros, guias turísticos e anfitriões. E (não) se preocupem.
São Paulo, I'll be back soon!!1!11
* * *
Pê ésse
Como disse o Eric, na lendária noite de bebedeira:
- Baco, se você não fosse você e conversasse com você, ou lesse você, você teria medo de você!*
Acho que isso explica tudo.

*fonte: http://oimperador.blogspot.com (copiei de lá pela minha impossibilidade de transcrevê-la na íntegra fielmente)

This fire is out of control
We're gonna burn this city
Burn this city!
This fire - Franz Ferdinand


[Update: criei um novo blog. Calma, amados leitores, não se desesperem: não abandonarei esse, ainda mais agora, que alcancei o estrelato (cof, cof). Aquele é só pra dar continuidade aos meus talentos literários (cof, cof).]


ßµTT뮢µÞ, 12:42 AM

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quarta-feira, fevereiro 15, 2006

Uma caipira na cidade mais maior de grande, ou Dias de winner que não voltam mais... - Parte IV

Será que tenho capacidade de pegar ônibus sozinha?
Segunda-feira iríamos até a estação rodoviária da Barra Funda pra comprar minha passagem pra Londrina. Levantei já era passada das dez horas, não fiz nada de manhã. O Baco deixou anotado os ônibus que poderia pegar pra chegar lá. A sorte é que é o fim da linha, portanto não tinha como me perder.
Lá pela uma e meia peguei o primeiro ônibus que passou, que, coincidentemente, era o que fazia o trajeto mais longo. Tudo bem, na condição de turista, quanto mais coisa eu visse, melhor. A viagem durou uma hora. Em Ijuí, em uma hora, o ônibus dá a volta na cidade (tá, vou tentar parar com essas comparações ridículas). Ainda bem que gosto de andar de ônibus. =D
Cheguei ao terminal e fiquei esperando o Baco chegar e me achar. Olhei o movimento, comi balas, ajudei uma senhora que estava tendo problemas com o cartão telefônico (o espírito cristão vive em mim, mesmo contra minha vontade)... Enfim o Baco chegou, comprei minha passagem e fomos dar umas bandas.
* * *
O clima absurdo de São Paulo
O céu estava nublado a maior parte do tempo nesse dia. Fomos ao trabalho da Sandrinha estorvá-la um pouco fazer-lhe uma visitinha surpresa. Só que começou a chover, ficamos ilhados no escritório. Choveu porque eu estava lá, humpf.
Pelo menos nesse dia houve um mínimo de coerência. No dia seguinte foi pior, já que eu saí de casa cedo com sol, choveu de meio-dia, às três já havia um sol escaldante e de noite estava nublando. Estranho, muito estranho. Eu enlouqueceria se tivesse que andar com um guarda-chuva e óculos de sol todo dia. Não que aqui não haja essas mudanças bruscas, mas não é desse jeito. Se eu morasse em São Paulo nunca teria uma calça seca pra vestir. =P
* * *
Ensopando as calças na Paulista
Ignorando a chuva e munidos de sombrinhas (já que constatamos que não éramos de açúcar e não derreteríamos - mas podia ser que eu pegasse um resfriado), saímos eu, Baco e Sandrinha. Pegamos um ônibus e fomos pra Avenida Paulista. Oh que lindo! As calçadas tão largas, os prédios tão altos... Só não comecei a babar porque tinha que tomar algum cuidado pra molhar minhas calças o mínimo possível (minha mãe odeia que eu ande com as calças arrastando no chão, já que elas vivem encardidas desse jeito).
Na Paulista há o famoso yakisoba. Depois de ameaçarem furar meus olhos com o hashi pedirem com jeitinho, cedi aos apelos de Baco e Sandrinha e experimentei aquele troço (não era eu quem tava pagando mesmo, ya!). Olhei com desconfiança para a barraquinha, mas o japonês até que era simpático. Aquilo não ia dar certo...
Pegamos nossas porções e arrumamos um lugar sossegado pra degustar a iguaria. Além dos palitinhos eu tinha também um garfo, é sempre bom se prevenir. Munida de alguma coragem e de pouca coordenação motora, peguei uma porção do yakisoba e coloquei na boca. E não é que aquilo é bom? Comi mais um pouco e não quis mais, obrigada. A latinha de coca-cola tinha que ter um lugar no meu estômago também. Creio eu que não me saí tãão mal com os pauzinhos. Sabia que tentar pegar Fandangos com as varetas do jogo de Pega Vareta um dia teria uma recompensa. =9
Após isso, andamos mais um pouco, fomos na Fnac onde continuei, sem sucesso, minha busca por algum cedê do Attaque 77. Mas tinha muita coisa massa pra ver. Todas, é claro, longe do poder aquisitivo de uma pobre turista pobre.
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Ahn?
Estávamos na parada de ônibus, onde eu observava as pessoas, pra variar. Sandrinha pegou seu ônibus e eu e Baco ficamos esperando mais um pouco. Aí veio um carinha nos perguntar se pagaríamos com dinheiro, que ele queria fazer não sei o quê. Não entendi nada, depois o Baco me explicou que ele queria o dinheiro pra me passar com o cartão dele, algo assim. Nunca tinha visto isso, já que em Ijuí, evidentemente, não tem dessas tecnologias. O golpe máximo que podemos dar é tentar passar com vale-transporte de estudante sem a carteirinha. ¬¬
De qualquer forma, chegamos em casa cedo, não era nem dez horas. Aí fomos dormir e tal e coisa.
* * *
Camila, não sei se tu percebeu, mas cada post corresponde a um dia. Logo, tu aparecerá no próximo post, aguarde!

Hay una espina clavada profundo en mi ser
En mi costado izquierdo ahí... a donde late mi fe...
Solo duele cuando río, como indicándome que nunca seremos libres
El Pájaro Canta Hasta Morir - Attaque 77 (não entendo bulhufas de espanhol, mas acho tão bonitinha essa música... =~)


ßµTT뮢µÞ, 2:04 AM

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sábado, fevereiro 11, 2006

Uma caipira na cidade mais maior de grande, ou Dias de winner que não voltam mais... - Parte III

Recompondo as energias
Chegamos às sete em casa e dormimos quase até às três da tarde. O Baco estava com sono atrasado, já que havia saído da balada direto pra rodoviária me buscar e eu passei o dia inteiro o pentelhando, então ele não pôde descansar, tadinho. Eu também precisava dormir, porque dentro do ônibus foi impossível descansar direito por causa daquele maldito banco que não reclinava. =] O programa da noite seria o cinema com o Eric e a Sandrinha.
* * *
Cinemark!!1!!1!
Diversas conduções depois (tudo é absurdamente longe em Sampa!), chegamos ao Shopping Santa Cruz. Odeio esse desdém que os paulistanos têm com as coisas. Também, quem vive em São Paulo não se impressiona com mais nada. O shopping que eles diziam ser minúsculo é, no mínimo, umas três vezes maior do que o Shopping JB, o shopping da família ijuiense. Lá tinha escada rolante! E eu já expliquei que estava há anos sem andar em uma, já que em Ijuí não tem, nem no shopping. =P
Fomos na sessão das 19h25min (ora, que horário esdrúxulo: sete e vinte e cinco! Por que não colocaram sete e meia?). Como ficamos andando à toa no shopping, nos atrasamos um pouco e só conseguimos lugar bem na frente. O filme era As Loucuras de Dick e Jane (me abstenho de falar qualquer coisa sobre ele. Peçam pro Tiago fazer uma resenha, ele já assistiu. Só que em Porto Alegre, perdedor!! =B). Tirando um pequeno torcicolo, foi tudo legal.
Nossa, o Cinemark é um luxo (e uma facada, diga-se de passagem. Isso que paguei meia, R$8. O cinema mofado de Ijuí cobra apenas R$6 a inteira)! Poltronas estofadas e sem aquele cheiro enjoativo de pipoca impregnando a sala. Pra se ter uma idéia, no Cine América, o cinema da família ijuiense, o encosto das poltronas é de madeira. Conforto é um conceito que ainda não chegou aqui. E talvez nem chegue... O cinema vive no fecha-não-fecha. Sem contar que os filmes estão sempre defasados (ah, umas 81 semaninhas de atraso).
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Aprenda a comer uma esfiha com elegância em 64 fáceis lições
Depois do cinema fomos ao Habib's. Compramos uma porção de esfihas e mais de meio litro de refrigerante pra cada um. Comemos alegremente, conversamos, mas devido ao fato de eu nunca ter estado assim, cara a cara com uma esfiha, não sabia direito como agir (pra falar a verdade, já tinha experimentado uma. Quando estava em Londrina uma das gurias da pensão comprou e amavelmente me deu um pedaço). O Eric a dobrou no meio, como um pastel, e a Sandrinha não. Com muita vergonha de estar fazendo algo errado (já estava cansando de dar demonstrações gratuitas de caipirice), perguntei qual era o certo. Sandrinha me tranquilizou, dizendo pra eu comer do jeito que achasse melhor. Foi assim que não dobrei a esfiha e me senti muito bem. Nada como estar em contato com culturas diferentes (ou fast-food não é uma manifestação cultural? =F).
Terminamos de comer e fomos pra casa. Antes, porém, passamos no apartamento da Sandrinha e ela mostrou ao Baco os tacos que seu irmão trouxe. Mais uma coisa que pretendo fazer quanto tornar a São Paulo: aprender a jogar sinuca (tá, em Ijuí há mesas de sinuca sim, mas elas se localizam em bares obscuros com uma meia dúzia de bêbados bagaceiras em volta, o que, certamente, não é local adequado para uma mocinha com eu).
Voltando pra casa dormimos como anjinhos até o dia seguinte (eu dormi com um anjinho até tarde, mas o Baco teve que levantar de madrugada pra ir trabalhar, perdedor!! =B).
* * *
Nota mais ou menos a ver com o post
Atenção pessoas que me amam e por razões desconhecidas me têm no MSN: eu não sou antipática que não responde as mensagens. É que meu MSN continua possuído pelo demo. Desculpa qualquer coisa. =(

Will you remember me?
'Cuz I know I won't forget you
I'd do anything - Simple Plan


ßµTT뮢µÞ, 8:12 PM

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Algo sobre mim, humpf
Daniela, agora "dimaior". Ijuí, RS.
Apesar de todos os esforços, uma guria boazinha demais. Seu egoísmo constante contrasta com seu altruísmo porque, apesar de tudo, gosta de ajudar os outros e ver as pessoas felizes. Por vezes vingativa e rancorosa, mas incapaz de fazer algo realmente ruim para alguém, por mais que tente. Tem especial talento para segura-vela e capacho. Gosta sempre das pessoas erradas e sempre se dá mal. Dura demais consigo mesma, mas orgulhosa dos seus talentos (que não são muitos). Às vezes é considerada metida. Não enxerga coisas óbvias, provavelmente por causa de seus sete graus de miopia. Acredita nas mentiras e duvida das verdades. Extremamente civilizada. Sempre atravessa a rua nas faixas de segurança e espera o sinal para pedestres abrir. Mas não olha para os dois lados antes de atravessar a rua. Adora livros, cedês, devedês, roupas e esmaltes coloridos, mais ou menos nessa ordem. Capitalista e materialista, adora dinheiro (embora não o tenha o suficiente para esbanjar). É péssima jogadora de xadrez.
Terminou o Ensino Médio e agora faz o estágio pra se formar no bendito curso de eletrotécnica. Aliás, começou esse curso apenas para aloprar na escola, mas acabou tomando gosto. Isso não quer dizer, contudo, que passará o resto de sua vida enganchando fios; seu futuro é como uma estilista rica e famosa.
"A influência da família sobre seus sentimentos (tais como satisfação e materialismo), também com relatos do seu dia-a-dia e reflexões sobre o mesmo, com uma boa articulação e um pouco de contentamento consigo mesma."
Descrição da Bel.

(Mau) humor

Meu humor atual - i*Eu!

Óquei, eu me rendo...
Emessene
Orkutchê
Fotolog =P
Apanhado de Pensamentos Aleatórios

Leituras
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Créditos
Template toscamente feito pela minha pessoa no Paint e FrontPage. Imagem encontrada no Getty Images, hospedagem no Blogger e comentários Haloscan.
Se alguém quiser me doar um template, apesar de eu ser enjoada pra caramba, eu aceito, ok?

Eu sei que meus textos são longos e entediantes, mas eu não consigo escrever de outra maneira. Tenha paciência e leia até o fim, por favor.
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